Foi a Madrinha quem me avisou. Como faz generosamente todos os dias, poupando-me tempo precioso de pesquisa em revistas e jornais, em busca dos assuntos que me convém conhecer, encaminhou-me, em meio à resenha dos periódicos, do artigo semanal do Diogo Mainard e de alguns outros textos escolhidos com bom gosto e seletividade, a postagem de inequívoca provocação iracunda, com a referência à minha pessoa.
Antecipadamente, soubera-me citado!
Lembrei-me, enquanto lia a papironga acusadora, do meirinho Leonardo Pataca, personagem imortal de Manoel Antônio de Almeida, no imperdível: Memórias de um Sargento de Milícias, e que, à época do Rei, como os seus de classe, amedrontava a população com sua miserável existência; não pelo que lhe era facultativo promover de bem ou mal, mas pela desgraça que, por oficio, lhe cabia anunciar, batendo de porta em porta, à caça dos indigitados, envolvidos em processos e querelas com a Corte; aqueles misérrimos deserdados da sorte, passados da vida para a morte, senão física, decerto moral.
- Dou-me por citado! – falei para mim mesmo, ao ver-me lembrado pelo implacável vigilante da conduta moral dos integrantes da PMERJ, que eu havia, inconscientemente, ajudado a criar e agora se voltava contra mim.
Leonardo Pataca e todos os meirinhos do Império estavam ali, à minha frente. Em lugar de homens de casacas pretas, com sapatos afivelados, espadins e outros penduricalhos, uma figura mais aterrorizante; mais horrorosa, mais pavorosa e mais intrigante. Um Ente abstruso, capaz de fazer qualquer Santo recear desarquivamento de processo de canonização, tarefa difícil até para o mais perspicaz advogado do diabo, com influência nas instâncias superiores da Justiça Canônica; um Ministério de Acusação inexorável, implacável e hirto. A Santa Sé do Inferno; sem rito, sem rosto, sem rastro: O PROJETO 200 ANOS.
Por um átimo, odiei e amaldiçoei a sorte de estar exercendo uma função dessas, que infligem visibilidade. “Porcaria, porque não fiquei no BOPE. Lá era tão tranqüilo, servicinho fácil, molinho, sem riscos; nada de exposição, nada de ser alvo da maledicência alheia...” – pensei.
O autor do achincalhe tivera o cuidado de nos desvelar (a mim e a meu chefe) sem dizer nossos nomes. Fizera apenas referência a dois Tenentes Coronéis “operacionais”, (assim, entre aspas), da Secretaria de Segurança, destacando que um dos dois era, na realidade, Ex (Tenente Coronel).
A ocultação das nossas identidades, mas a exposição de nossos registros criminais, certamente não fora despretensiosa. Talvez tivesse por objetivo evitar uma maldição que poderia lhe sobrevir; minha avó cuidava de nunca pronunciar a palavra câncer, quando se referia ao carcinoma que consumia um de seus irmãos, dizendo: “aquela doença”; tinha medo de contraí-la, por castigo. O falecido Seu Gersinho da Dona Joviana, lá de Cambuci, ao atribuir seus infortúnios a interferência do mundo invisível, evitava dizer diabo e satanás, preferindo falar: “o tinhoso”, com receio de provocar a aparição da personificação católica do mal.
Fosse qualquer um o seu motivo, optara por nos preservar, ao nos expor e atacar. Com um estilo vaticinador, aconselhava, no texto dirigido ao Secretário de Segurança, com uma certa ironia, a nossa exoneração dos cargos que ocupamos. Sugeria à autoridade que “puxasse nossas cordas”, pois, caso contrário, se continuássemos com “a força” (que tínhamos), iríamos, por incompetência para as funções, promover a queda de todos.
Não sou um admirador do blog 200 anos. Li-o uma ou outra vez, nas primeiras postagens, e, como precursor do uso dessa ferramenta tão interessante para exposição de idéias e socialização do saber, juro que me sinto um pouco culpado, quando penso que posso ter despertado num capadócio qualquer, num simulacro de insuspeição e ouropel da ética e da moral, sua mais habilidosa capacidade para semear ódios irrefreáveis; ingredientes da ideologia que sustenta seu psiquismo, e que tenta esconder, dissimulando-a na falsa indicação do objetivo do site que mantém.
O Projeto 200 anos é um projeto, sim, mas de concepção fundamentalista do seu autor. E que, não se enganem seus leitores, ele é escrito por uma só pessoa, e não por um grupo, como procura fazer crer, para parecer mais poderoso e interessante.
Por não se prestar a informar, mas a desqualificar o outro, e por receio de ver-se descoberto em sua imperfeita humanitude, faz-se um inimigo metafísico; algo como o vírus da AIDS, nunca visto, inferido por hipótese. Onisciente, se não é um novo deus, é no mínimo o hierofante de uma nova religião, inquiridora e acusadora daqueles que perscruta, nas sombras de sua existência surreal. Sequer pode ser chamado de farisaico, posto que aquela antiga tradição judaica, não obstante marcada pelo zelo excessivo com as práticas exteriores, ao menos era franca, com os seus prosélitos se exibindo e se expondo ao remoque dos adversários.
200 anos, o site apócrifo, serve ao seu dono; às suas intenções, à sua vocação para inimigo oculto. Mas não serve para a construção de uma nova mentalidade na PMERJ. Qualquer que pretenda erigir edifícios sociais, ainda que promovendo desconstrução, guerra e tormenta, deve obedecer ao princípio universal da lealdade. Pretendendo o pólemos moderno, deve fazer-se visível, se não, nada será além de um insignificante impostor.
- Dou-me por citado!
Meus dados corretos são: Mário Sérgio de Brito Duarte. Tenente Coronel PM, Caveira número 37, espírita e pecador.
Não tenha, senhor 200 anos, medo de escrever meu nome num futuro texto. Não lhe farei nenhuma aparição nem lhe colarei uma maldição.
Gostaria apenas um favor do nosso espectral big brother: que retirasse o meu link do seu blog. Não quero ser interpretado como conivente com seus desígnios, nem semelhante nos seus juízos.
Antecipadamente, soubera-me citado!
Lembrei-me, enquanto lia a papironga acusadora, do meirinho Leonardo Pataca, personagem imortal de Manoel Antônio de Almeida, no imperdível: Memórias de um Sargento de Milícias, e que, à época do Rei, como os seus de classe, amedrontava a população com sua miserável existência; não pelo que lhe era facultativo promover de bem ou mal, mas pela desgraça que, por oficio, lhe cabia anunciar, batendo de porta em porta, à caça dos indigitados, envolvidos em processos e querelas com a Corte; aqueles misérrimos deserdados da sorte, passados da vida para a morte, senão física, decerto moral.
- Dou-me por citado! – falei para mim mesmo, ao ver-me lembrado pelo implacável vigilante da conduta moral dos integrantes da PMERJ, que eu havia, inconscientemente, ajudado a criar e agora se voltava contra mim.
Leonardo Pataca e todos os meirinhos do Império estavam ali, à minha frente. Em lugar de homens de casacas pretas, com sapatos afivelados, espadins e outros penduricalhos, uma figura mais aterrorizante; mais horrorosa, mais pavorosa e mais intrigante. Um Ente abstruso, capaz de fazer qualquer Santo recear desarquivamento de processo de canonização, tarefa difícil até para o mais perspicaz advogado do diabo, com influência nas instâncias superiores da Justiça Canônica; um Ministério de Acusação inexorável, implacável e hirto. A Santa Sé do Inferno; sem rito, sem rosto, sem rastro: O PROJETO 200 ANOS.
Por um átimo, odiei e amaldiçoei a sorte de estar exercendo uma função dessas, que infligem visibilidade. “Porcaria, porque não fiquei no BOPE. Lá era tão tranqüilo, servicinho fácil, molinho, sem riscos; nada de exposição, nada de ser alvo da maledicência alheia...” – pensei.
O autor do achincalhe tivera o cuidado de nos desvelar (a mim e a meu chefe) sem dizer nossos nomes. Fizera apenas referência a dois Tenentes Coronéis “operacionais”, (assim, entre aspas), da Secretaria de Segurança, destacando que um dos dois era, na realidade, Ex (Tenente Coronel).
A ocultação das nossas identidades, mas a exposição de nossos registros criminais, certamente não fora despretensiosa. Talvez tivesse por objetivo evitar uma maldição que poderia lhe sobrevir; minha avó cuidava de nunca pronunciar a palavra câncer, quando se referia ao carcinoma que consumia um de seus irmãos, dizendo: “aquela doença”; tinha medo de contraí-la, por castigo. O falecido Seu Gersinho da Dona Joviana, lá de Cambuci, ao atribuir seus infortúnios a interferência do mundo invisível, evitava dizer diabo e satanás, preferindo falar: “o tinhoso”, com receio de provocar a aparição da personificação católica do mal.
Fosse qualquer um o seu motivo, optara por nos preservar, ao nos expor e atacar. Com um estilo vaticinador, aconselhava, no texto dirigido ao Secretário de Segurança, com uma certa ironia, a nossa exoneração dos cargos que ocupamos. Sugeria à autoridade que “puxasse nossas cordas”, pois, caso contrário, se continuássemos com “a força” (que tínhamos), iríamos, por incompetência para as funções, promover a queda de todos.
Não sou um admirador do blog 200 anos. Li-o uma ou outra vez, nas primeiras postagens, e, como precursor do uso dessa ferramenta tão interessante para exposição de idéias e socialização do saber, juro que me sinto um pouco culpado, quando penso que posso ter despertado num capadócio qualquer, num simulacro de insuspeição e ouropel da ética e da moral, sua mais habilidosa capacidade para semear ódios irrefreáveis; ingredientes da ideologia que sustenta seu psiquismo, e que tenta esconder, dissimulando-a na falsa indicação do objetivo do site que mantém.
O Projeto 200 anos é um projeto, sim, mas de concepção fundamentalista do seu autor. E que, não se enganem seus leitores, ele é escrito por uma só pessoa, e não por um grupo, como procura fazer crer, para parecer mais poderoso e interessante.
Por não se prestar a informar, mas a desqualificar o outro, e por receio de ver-se descoberto em sua imperfeita humanitude, faz-se um inimigo metafísico; algo como o vírus da AIDS, nunca visto, inferido por hipótese. Onisciente, se não é um novo deus, é no mínimo o hierofante de uma nova religião, inquiridora e acusadora daqueles que perscruta, nas sombras de sua existência surreal. Sequer pode ser chamado de farisaico, posto que aquela antiga tradição judaica, não obstante marcada pelo zelo excessivo com as práticas exteriores, ao menos era franca, com os seus prosélitos se exibindo e se expondo ao remoque dos adversários.
200 anos, o site apócrifo, serve ao seu dono; às suas intenções, à sua vocação para inimigo oculto. Mas não serve para a construção de uma nova mentalidade na PMERJ. Qualquer que pretenda erigir edifícios sociais, ainda que promovendo desconstrução, guerra e tormenta, deve obedecer ao princípio universal da lealdade. Pretendendo o pólemos moderno, deve fazer-se visível, se não, nada será além de um insignificante impostor.
- Dou-me por citado!
Meus dados corretos são: Mário Sérgio de Brito Duarte. Tenente Coronel PM, Caveira número 37, espírita e pecador.
Não tenha, senhor 200 anos, medo de escrever meu nome num futuro texto. Não lhe farei nenhuma aparição nem lhe colarei uma maldição.
Gostaria apenas um favor do nosso espectral big brother: que retirasse o meu link do seu blog. Não quero ser interpretado como conivente com seus desígnios, nem semelhante nos seus juízos.
11 comentários:
Parabéns ao articulista.
seus comentários é prova que existe saida para o RJ.
Os cidadãos fluminenses devem se orgulhar de Policiias de sua estirpe.
É bom saber que cidadãos de bem e instruidos e altamente preparados como o Cel Brito não deixarão o Rio perder sua beleza e importância histórica.
Como o 200 anos nao quis publicar o comentario que eu deixei la, vou deixa-lo aqui porque sei que muitos que visitam aquele blog visitam esse também. Espero que voce não faça como ele, e apague o comentário também. Afinal, quem nao deve nao teme.
Comentario postado e apagado hoje no blog 200 anos:
Caro Sr. Ten. Coronel autor e dono deste blog, por favor, me tire uma duvida. Para quantas pessoas o Sr contou a sua identidade secreta? Creio ter contado para as pessoas erradas, pois a mesma juntamente a comentários não muito agradáveis diferidos à sua pessoa rondam os corredores de toda a Polícia Militar e fora dela também. Desculpe-me informá-lo, mas a sua máscara caiu Tenente.
A princípio, eu admirava o seu blog, o lia com freqüência, e às vezes comentava como anônima. Aos poucos fui me desinteressando. Já faz algum tempo que o Sr começou a fugir do propósito que a principio eu pensei que era o qual estava determinado a disseminar aqui. Que seria: “o que devemos fazer juntos e ou separados para melhorar a policia e a segurança do estado do Rio de Janeiro”. Fazendo assim com que a nossa qualidade de vida voltasse a ser algo que pesasse para escolhermos morar na cidade maravilhosa.
Mas, como já o disse, faz um tempo que o Sr vem fugindo totalmente desse propósito. Vendo que este blog poderia vir a ser muito conhecido, começou a utilizar o artifício mais mesquinho que um homem que usa ou já usou a farda da PM poderia utilizar, que é a calúnia da instituição. Embora muitos aqui citados mereçam castigos certamente piores do que terem as suas vergonhosas “atividades” contadas aqui, creio que expô-los não o engrandeceu em nada. Ao contrário, o fez se encolher cada vez mais e a adotar ao que antes era provisório, e agora permanente, a sua identidade secreta. E deu certo, afinal, em que comunidade, cidade ou vilarejo, as fofocas, calúnias e desastres não são predileção da sociedade? Não é a toa que chegou às manipuladas 50.000 visitas. Em quanto começou a contagem? 40.000? Ops! É que eu tenho esse programa de contagem aqui em casa também!
Bom, os fins justificam os meios, não é? Assim eu espero, quero dizer, assim, todos nós leitores desse blog, esperamos.
Agora a pergunta que não quer calar: De que adiantou ficar tão famoso, tão requisitado, se hoje não podes dizer quem és? O que o Sr ganha, em ao invés de nos “ensinar” o correto, só mostrar o errado? Sinceramente, isso tudo já se tornou patético. E pior, além de estar colecionando inimigos sedentos do seu precioso sangue, hoje, deixa de possuir amigos.
A sepultura já foi cavada, agora é contagem regressiva.
Caro Mário!
Irretocável o texto!
Pessoalmente conversaremos melhor, mas confesso que me vi estarrecido com os termos do texto subscrito por essa tal de Ten Bruna. De quem ela está falando? tente me explicar, visto que não entendi nada.
Waldyr
Sr. Oficial:
Eu desconhecia o seu blog e o busquei após ler o artigo no blog do projeto 200 anos e gostaria de fazer uma proposta, tendo em vista a gravidade de suas acusações contra o autor.
Cite 10 (dez) mentiras postados no blog do projeto 200 anos, no seu blog, desmoralizando o autor de uma vez por todas.
Grato!
Na real.. tá virando uma querra de dicionário, o nivel do vocabulário usado não chega nem perto do nivel da PMERJ. Percebo que, o alvo das publicações, não tem sido a PMERJ e sim a repercursão das escrituras em midia, isso não é bom. Mais uma vez vejo alguém se vendendo por seus proprios interesses.
Por dever de justiça, devo dizer que minha experiência pessoal em relação ao Sr TC Mário Sérgio revela verdadeiramente se tratar de uma personalidade digna de ser admirada.
Acredito em seu potencial para auxiliar de maneira importante na promoção de mudanças no atual estado de coisas em que se insere a segurança pública fluminense e fico feliz e esperançoso em vê-lo no cargo atual.
Uma crítica natural diante dos Oficiais PM que assumem cargos na Secretaria de Segurança relaciona-se ao comando “paralelo” exercido, intencionalmente ou não. Muitos já demonstraram a pretensão de comandar a PM através de tais cargos (perpetuação do poder), de maneira que adentram em certos detalhes operacionais que nos tempos remotos eram deliberados no âmbito da Corporação. Outros, na ânsia de exporem seus ideais ou por em prática a “polícia dos seus sonhos” acabam focados na política de resultado e esquecem os aspectos estruturais que enchem a PMERJ de mazelas.
Porém, se há intenção ou não, presumo que esquecem do detalhe de que a polícia ostensiva atua sobre a oportunidade do homem em cometer o crime, ou seja, se pela presença policial militar ele deixa de cometer um crime, ele buscará outro local para fazê-lo, onde haja a oportunidade. A Polícia Ostensiva deve existir para defender o cidadão de bem e não para caçar criminosos numa guerra particular, com inúmeras vítimas inocentes.
Já o que efetivamente permite um sentimento constante e estimulante para o não-cometimento de crime está relacionado à sensação de punidade. Se o homem crer que o delito pretendido está diante de uma razoável possibilidade de ser elucidado e conseqüentemente punido, pode daí gerar um freio para muitos criminosos em potencial.
Do exposto, considerando que a Secretaria de Segurança não é secretaria da PMERJ, gostaria de saber a quantas andam os trabalhos da SSPIO e afins no que diz respeito a fazer a Polícia Civil elucidar delitos, principalmente os que não estão no foco da mídia (os que estão no foco da mídia muitas vezes existem em razão dos anteriores cometidos pelo mesmo autor terem sido ignorados pela polícia judiciária).
Quantos processos judiciais relativos ao Art. 157 CP, por exemplo, foram provenientes de inquérito policial no ano de 2006?
Quantas pessoas que tiveram seus veículos roubados receberam o comunicado de que do registro feito na DP houve a elucidação do delito?
Das vítimas de “bala perdida” quantos autores foram descobertos e presos por força das investigações da polícia judiciária?
Será que é difícil colocar a Polícia Civil para investigar, dotando de mais recursos humanos e materiais necessários, esclarecendo que não adianta dotar de recursos a DRFA, por exemplo, para a realização de ronda policial.
Por que PM na Polícia Civil? Será que é para as diligências investigativas? Há coisa semelhante em outra unidade da federação?
Outra sugestão aos especialistas: Não seria bom equiparar o combate ao narcotráfico nos morros cariocas ao combate aos efeitos do narcotráfico na vida dos cariocas, seja no morro ou no asfalto?
Para que as incursões contra bandidos sejam mais eficazes, urge
substituir os atuais ''caveirões'', que não passam de carros-fortes adaptados por viaturas VBTP M-113. Os veículos poderiam ser cedidos pelo EB, pintados com ''azul PM'' e com pequenas adaptações, colocados em serviço.
Dezenas de M-113 ''mofam'' nos BIB perto do Fundão. A Lei 8666 permite isso.
A idéia está lançada.
.............
Parabéns, Mário.
Conheço suas características de não temer expor suas próprias opiniões e, principalmente, a de saber ouvir opiniões alheias. Também conheço sua flexibilidade em mudar seu ponto de vista diante de um argumento lógico. Fui testemunha desse seu valor democrático, nas oportunidades em que trabalhamos juntos. Talvez isso desperte o descontentamento daqueles que só exijam, dos outros, posturas radicais e irresponsáveis e, por isso mesmo, não são preparados para uma disputa democrática, isenta de paixões fundamentalistas, no campo das idéias.
Para exemplificar, cito suas opiniões em defesa do uso responsável da viatura blindada, como equipamento de defesa da vida dos policiais militares. Não obstante demonstrarem essas suas características, elas despertaram, e continuam despertando, comentários irrefletidos e ambíguos. De um lado, "operacionais" obtusos revelavam um maniqueísmo radical, ao acusarem-no de medroso, por entenderem que só o combate irresponsável seria o caminho para a solução do complexo problema da segurança pública. De outro, aquela mesma superficialidade dos ingênuos de sempre que vêem esses equipamentos como opressores e anti-democráticos e que, por isso, deveriam ser extintos. Ressalto que não coaduno com ações irresponsáveis de policiais, no uso de seu equipamento profissional. Aliás, eu as execro, como você também o faz. Mas é bom que se frise que o Blindado (usado por muitas forças democráticas no mundo inteiro, incluíndo as forças de paz da ONU), também salva vidas em situações deflagradas, como as que ocorrem atualmente no Rio de Janeiro. Inclusive a vida de muitos policiais militares, como pudemos constatar no 22º BPM, quando lá servimos. Não é verdade? Os números comprovam isso.
Nesse sentido, como colaboração para a SSPIO, fica a idéia de se criarem e treinarem grupos especializados em proteger a vida de inocentes, para atuarem nas operações policiais, em moldes semelhantes aos das equipes de paramédicos. Tais grupos teriam a missão específica de salvar e proteger vidas; evacuariam pessoas nos momentos tensos de confronto armado, usando para isso as VTR blindadas - como escudo e/ou transporte-, reservando às equipes do BOPE (ou de outra unidade que estivesse operando no momento), o objetivo exclusivo de neutralizar a agressão e recuperar o armamento ilícito.
Com essa ação policial técnica, utilizando equipamentos policiais de forma responsável, os propósitos da segurança Pública cidadã ficarim ainda mais claros. Se, mesmo assim, seus críticos teimassem em não enxergar o óbvio, de que estamos numa situação social singular que precisa da união entre cidadãos de bem e agentes públicos vocacionados para buscarmos as melhores soluções, é sinal de que não possuem a característica democrática que vejo em você, como afirmei logo no início desse meu comentário.
Um abraço.
TEN CEL ROBSON RODRIGUES DA SILVA
Olá Mário
Fiquei decepcionada ao conhecer o blog 200, pois é muito nítido o interesse do autor, ele está se perdendo na vaidade, na defesa dos próprios interesses.
Parabéns a você pela dignidade. É bom saber que existem policiais que pensam e agem como vc.
Concordo com o "Rafael" com relação ao vocabulário, pois o texto está muito rebuscado.
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