sexta-feira, 20 de abril de 2007

O trinômio ONGS, IDEOLOGIA E ANONIMATO: bases do Projeto (de poder) 200 Anos.



Um grande desafio ao escrever um blog é evitar as armadilhas do “confete sobre si”, essa tendência que temos em nos apresentar com credenciais de maior hierarquia, acima das que possuímos, fazendo papel de folião e não de pensador, ou de articulista. Outro, é se apresentar como vítima, em caso de ataques sobre nossos pontos de vistas e contra nossa pessoa. O debate de idéias prevê, por lógico, a oposição.

Evitar isso não é fácil. Possuímos particularidades; estilos. Eu gosto de transitar no antigo. Tenho um gosto pela “velha maneira de escrever”, com palavras de uso corriqueiro em anos passados, mas esquecidas e quase sepultadas no presente. É bem certo que isso faz pensar que se trata de um exercício erudito, tão somente. Como eu disse, é difícil fugir às armadilhas de “si mesmo”, e, da mesma forma, das arapucas dos impulsos em fazer-se vítima inocente de tudo.

Tenho procurado debater idéias e discutir ações de Segurança Pública. Não tenho me ocupado em desqualificar pensadores opositores, como pessoas, mas apontar falácias e impropriedades no que alguns apregoam e praticam. Quando rompem, todavia, a barreira do aceitável, eu os cito, como fiz com um Coronel de São Paulo.

Todavia, em respeito aos comentários postados neste blog, por conseqüência da atitude do “projeto 200 anos” contra minha pessoa, sinto-me na obrigação de respondê-las (às postagens) imprimindo um tom diferente de como o fiz até agora, com informações sobre meus atos ao longo da carreira, aqueles nascidos na minha consciência e pela compreensão das minhas obrigações, mas que não me tornam melhor do que ninguém. Este texto objetivará responder a alguns dos comentaristas que se permitiram discutir idéias, e que por isso merecem meu respeito.

Primeiramente, gostaria de agradecer à postagem do amigo Valdir:

- Não sei quem é a pessoa que se identificou como Tenente Bruna; nem a qual Quadro pertence; ou mesmo se é oficial da PM; mas, como seu desabafo não rompia os termos da urbanidade eu o publiquei. Pelo que entendi, ela saberia quem estaria por traz do blog 200 anos. Será? De qualquer forma, agradeço-lhe e me regozijo de poder ser relacionado como seu amigo.

Ao Major Wanderby, digo o seguinte:

- Reitero a grande admiração e respeito que tenho por vossa pessoa, Oficial Superior da PMERJ da melhor estirpe. Tive a honra de cursar o CSP com você. Reconheço e subscrevo vossos textos técnicos, acerca da Lei 9099, e a lavratura do termo circunstanciado pela PMERJ. Faço fila com vossas idéias sobre o entendimento jurídico que estende à nossa Corporação – e aos nossos policiais - a competência para tal ato. Mantenho a expectativa de uma solução em favor da população do Rio de Janeiro, com a autorização para lavratura do auto, pela PMERJ. Agradeço a clara demonstração de apreço, até porque, por já havermos servido juntos, você conhece bem minhas limitações e meus infinitos defeitos.

Ao Rafael, digo o seguinte:

- Para que entendas melhor a questão, deves ler todos os dois blogs, na íntegra.

Para o anônimo que inicia a postagem com a expressão Sr Oficial, e pede que eu apresente 10 mentiras postadas no blog 200 anos, esclareço o seguinte:

- Inicialmente, agradeço a postagem e o tom respeitoso com que se dirige a mim, com uma questão bem formulada. Suponho que o Sr seja Praça da PMERJ, e, vossa inquirição é, por isso mesmo, de suma importância, pois propicia dirigir-me ao grupo que mais sofre com a institucionalização do denuncismo anônimo contra policiais, para o que, hoje, não faltam ouvidos e tinta em razão de tantos Órgãos com esse fim, além de gente destinada à busca incansável da “culpa” do denunciado (anonimamente, na maioria das vezes). A PMERJ, pela repetição de práticas pouco refletidas, em razão de hábitos de longas datas, mesmo antes da proliferação das “ías” (as Corregedorias, Ouvidorias, Delegacias [de Polícia Judiciária] e Inspetoria [providencialmente extinta]), na expressão do Tenente Coronel Príncipe, em sua pertinente crítica ao sistema de controle disciplinar que permite a execração moral do Policial Militar antes de qualquer condenação, tem privilegiado uma pretensa “transparência” que exibe um “anticorporativismo”, mas que muitas vezes acaba promovendo um linchamento das reputações de homens não julgados e não formalmente acusados, não raro cometendo injustiças de difícil reparação. A PM resiste às mudanças. O problema não está no profissional que trabalha nesses Órgãos, mas na visão unicamente jurídica e pétrea, em razão da maciça formação em Direito, (não contrapondo com outros saberes), dos oficiais e praças que trabalham nos organismos correcionais.

- Exemplificando o que quero dizer, no ano de 2005 encaminhei uma proposta ao Comando da Corporação, sugerindo que não fossem publicadas, na 4ª Parte do Boletim Ostensivo da PMERJ, soluções de IPM com indiciamento de Praças. Visto que por força de uma orientação regulamentar extra-Corporação, mas de uso nela, os nomes de Oficiais indiciados são preservados com publicação em Bol Reservado, não veiculado na Internet, e, por tal razão, não expostos à leitura e julgamento antecipado do público, propus que tal preservação se estendesse às Praças; não há nenhum impedimento para tal. Todavia, nunca recebi resposta e, até hoje, a cultura (muito mais do que o legalismo) tem vencido a disputa entre a vontade de mudar e o conforto de não se arriscar.

- No mesmo ano encaminhei um requerimento solicitando informações sobre a interpretação do exposto no RDPM, sobre prazos para publicidade de recursos. Como toda pessoa com alguma formação em Direito sabe, os prazos para despachos de autoridades em recursos são estabelecidos para benefício do acusado. A PM, todavia, prefere interpretá-los noutro sentido, ou seja, como em defesa da Instituição. Prefere “entender” que despachar não é decidir, já que existe a hipótese do despacho de encaminhamento etc. Ou seja, transforma uma questão semântica em exegese de Direito. Por conseqüência, um recurso de um soldado às vezes leva dois anos para ser apreciado.


- No ano passado, encaminhei, também, uma proposta ao Comando para que a Corporação não aplicasse – salvo casos muito específicos – o RDPM contra inativos. É algo anacrônico, ilógico. A disciplina militar, como sabemos, possui o instituto dos seus regulamentos para serem utilizados para “ortopedia do membro”. Chamamos “Corpo de Tropa” justamente por isso.

- Ora, veja bem, a PM corrige o membro que não articula!!! Que não pertence mais ao Corpo!!! Por ter sido dele “desligado” (expressão oficial), já não serve na ativa (o PM da ativa serve em algum lugar; nas Unidades e Órgãos). Aplica, na realidade, uma vingança. A PM chega a ponto de submeter a Conselho, as Praças Inativas. Embora o texto seja claro, indicando que o CD é para ser aplicado ao pessoal das FILEIRAS (grifo meu), e que não há interpretação diversa, seja na vida Castrense ou mesmo nos dicionários, do que sendo o pessoal da ATIVA (grifo meu). Todavia, é evento comum famílias ficarem sem seu sustento porque um velho Sargento, com muitos anos de inatividade, praticou um delito que afetou o pundonor da classe, ele que não mais representa a classe, como ente de serviço público.

- Embora, meu prezado comentarista, alguns estejam lutando para que tal quadro mude, a inércia promovida pela chamada “cultura” é de difícil modificação. O problema não está nas pessoas, nos líderes. As raízes são muito profundas. Arrancá-las exigirá um grande esforço: “músculos” poderão se romper, porque são poucos os dispostos a se apresentarem francamente para fazê-lo. A comodidade costuma apelar para uma construção social chamada: “legalidade”. - Está na lei! – dirão.

- Mas, se a antiga cultura já serve de freio a qualquer mudança em favor da defesa do “maior patrimônio da PMERJ” (você não tem escutado isso?) pior agora, com outra que se implanta com a proliferação, pautada externamente, da “correição in dúbio pró-administração”, fenômeno dos últimos quinze anos.

- E com o denuncismo anônimo??!!: - Mil vezes pior! Quantos já não foram punidos, excluídos, desmoralizados por caluniadores covardes!?

Mas, não agir no anonimato: quais são os riscos?
Eles existem?
Claro!


- Veja: em 1994 escrevi uma carta que foi publicada pelo jornal O Dia com o título: NEM PROPINA, NEM POR PENA. Nela eu criticava o sociólogo Betinho e o Governador do Estado. Assinei e me identifiquei como Capitão PM. Resultado: detenção sem nota de culpa, portaria, e punição verbal, com proibição de falar com a imprensa. No mesmo ano, escrevi para o Globo, com identificação e posto; dessa vez, em razão de uma matéria depreciativa do jornal contra a Unidade em que servia. Resultado: fui chamado ao QG, que deveria defender o Batalhão, e recebi um ultimato. Em 2003, escrevi um artigo ao Globo refutando a inspetora Marina Magessi. Ela havia se reportado à PM de forma que achei depreciativa, no JB. Não concordei. A PM se calou, eu não. O título do texto foi: Há crime Organizado; Alguém duvida?

- No ano passado escrevi um artigo para O Globo defendendo o uso dos Blindados (Opressor é o Tráfico: Não o Caveirão), e outros dois para o JB, intitulados "quem tem medo do Blindado do BOPE?", e, quando dei início ao Blog, quase fui preso (tiver que explicar por escrito), por apresentar uma análise sobre as milícias (leia: MILÍCIAS LOCAIS NAS FAVELAS DO RIO, no blog), não me permitindo pautar pela mídia. Mostrei que se há pontos negativos em sua existência, há, todavia, pontos positivos, em especial para a segurança dos Policiais. Só, companheiro, que por questões ideológicas o projeto desprezou tais análises; empunhando, mascarado, uma falsa bandeira da moralidade, nunca promoveu tal abordagem para demonstrar que os Policiais estão se defendendo quando se organizam em seus bairros, e, do contrário, chamaram a tudo de POLÍCIA MINEIRA, misturando medidas de proteção com o banditismo dos grupos de extorsão e achaques, que, de fato, existem também.

Mas, será que não existe uma forma de usar o anonimato razoavelmente?

- Creio que sim, e tenho acompanhado o Alvo da Chibata vendo que o blog aborda assuntos profundos e de interesse. Ganhou em importância e respeito. Da forma que é escrito, nem necessitaria do anonimato (exceção para alguns comentários)
- O Alvo da Chibata postou um artigo do Juiz Auditor de Minas Gerais excelente. Concordo plenamente com o magistrado e foi por isso que o convidei para fazer palestra na Academia quando lá comandava, por sugestão dos Cadetes, incentivados pelo Sub Comandante, Tenente Coronel Robson.


- Assim, honrado postador do meu blog, ao responder-lhe ratifico da minha disposição para lutar contra o que julgo inaceitável.

- Defendo a minhas idéias francamente, como:

Não gosto do Onguismo ideologizado, que nos desqualifica e rotula, e sempre deixei claro não concordar com a influência do movimento Viva Rio, há anos e por vários Comandos, na nossa PMERJ, “ensinando-nos a trabalhar”. Isso me torna inimigo pessoal do Sr Rubens César? Estou certo que não, mas não me importo em ser seu adversário nas idéias. Discuto, debato, participo de fóruns e seminários.

Não gosto de medalhas, embora nada tenha contra quem as usa. Mas, veja nossos Praças; as únicas medalhas que possuem são as compradas nas Associações de Ex-Combatentes!

Não gosto de ser manipulado politicamente e por isso não permiti que o Afro Reagge fosse bater tambor no terraço do BOPE. (Chegaram a anunciar no Jô Soares!).

Posiciono-me sobre as questões salariais. Já fui detido por isso, mas não sei se ele, o blogueiro 200 anos, possui os quatro dias de detenção que tivemos (eu e outros tantos, e que carregamos com orgulho em nossas carreiras) por pleitear melhores salários (em 1986), que, aliás, precisamos urgentemente, tê-lo reajustado. Em 1995, fomos levados, eu e mais três oficiais, do BOPE, à presença do Sr Comandante Geral (Coronel Dorasil, que merece todo meu respeito), acusado de “pleitear melhores salários”. Estaria ele lá? DUVIDO!

Vejo o projeto 200 anos como um projeto de poder. Creio-o uma pessoa: com seus defeitos, apontando para os defeitos dos outros, mas sem se expor! Os chamados “aloprados da PM”, que, para mim, é UM, é mais que isso; é um “interesseiro da PM”. Critica-nos, a todos, acusando-nos de sermos da política do “tiro, porrada e bomba”: uma metáfora, para insinuar que está do lado dos que nos acusam o tempo todo de sermos o problema da violência, e não o crime, compreende? Dizem que estávamos programando operações em comunidades carentes, no auge das balas perdidas, desgastando a Secretaria de Segurança e as Polícias. Mas, o que é o auge das balas perdidas? Por que destacar o auge? Por que deveríamos dar um tempo, uma refreada nas ações legítimas de desarmamento do crime, já que trabalhamos com informações sobre paradeiro de criminosos e seus arsenais? Estaria sugerindo que o importante é a preservação do emprego de todos? Estaria sugerindo que o auge seria algo como um modismo, uma onda, que logo passaria, e, aí então, sem “desgastes para a imagem da Segurança”, retomaríamos o trabalho de repressão legal e legítima?

Enxergo- o com sua ideologia saindo pelos poros: quando proclama que a missão da PM é servir e proteger o cidadão, nos espaços de desorganização e descontrole que transitamos, mas não oferece a chave mágica para fazermos isso sem danos colaterais, repetindo a falácia dos sociólogos; quando convida (como já fez em postagem), os “cientistas sociais” à “colaborar” com suas experiências, escondendo-se num eufemismo. Temos “cientistas sociais colaborando” o tempo todo, e ganhando infinitamente mais do que o soldado que toma tiro na rua.

200 anos, “de forma velada”, atacou-me e ainda procurou mostrar-se ofendido, exibindo a “infâmia” da minha resposta, em seu editorial. Outorgou-se o direito de ser o alterego de todos, mandando “avisos” ameaçadores, rugindo “e fomos discretos”...e poderíamos ter ido muito além...”

200 anos declara-se um grupo extenso. Uma rede de espiões. Uma ONG.
Por ser invisível, é uma espécie de falange.
Deveria chamar-se Legião.
Não sou alvo de 200 anos; sou um obstáculo que precisa ser removido.

E por ser esta uma tréplica, à réplica de 200 anos, dou por encerrado este assunto, em atenção à vontade do acusador.

11 comentários:

Pimentel disse...

Amigo Mário ainda espero que repense sua posição em respeito ao livro e as minhas revoltas em relação a Segurança Pública.Ainda acredito que tornar público tudo o que se passa nos bastidores da segurança, expondo nossas mazelas, podería ajudar-nos a encontrar uma saída. Desde de o início me identifiquei com o Blog dos 200 anos, apesar de meu método nao serem o do anonimato. Fui vítima também de acusaçoes no blog, a respeito de minha reforma, que voce sabe foi imposta. Porém só parei de simpatizar com o blog e apartir daí desconfiar da intenção de seus editoriais, quando vi criticas a vc e ao Caveira Roberto Sá. Muito em breve outras prisoes virão e ainda mais policiais serão presos, talvez a PF consiga, através de suas açoes, resgatar a PM e a PC das garras da política estadual.

Discordo da fórmula Tiro,Porrada e Bomba e nao te imagino representante desta política

ainda te considero o criador do GPAE, com outro nome.

E o amigo que me apresento Alan Sokal

Só éramos tres no gabinete do Dorasil eu, vc e Storani, Macieira disse que tinha que ir a universidade.

Pimentel

Paralaxe disse...

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Directório Paralaxe

Segadas Vianna disse...

Parabéns pelo artigo, Coronel. Assinaria embaixo sem nenhuma dúvida.O Sr. é um dos grandes nomes de nossa PMERJ, como o Cel. Dorasil, como o Cel. Samuel Dionísio ( com quem tive o prazer e a honra de conviver no DETRAN); que ajudam a pensar em uma PM melhor para si e para a sociedade.Agora quanto a se dar medalhas aos praças e suboficiais , por que não faze-lo. Uma medalha , principalmente para um Sd, para um Cb ou um Sgto. tem um valor inestimável para ele e a família, honrando sua trajetória. Agora , que se de medalhas aos combatentes que arriscam a vida todos os dias na defesa da sociedade. medalhas para outro tipo de pessoas, só se tiverem algum ato destacado na defesa ou benefício da PM como um todo. O resto é apenas política ( a má política).
Fraterno abraço.

James Kroff disse...

caro Cel Mario Sergio,

venho por meio desse externar meus votos de elevada estima e admiração, por tudo o que pode proporcionar a nova PMERJ de hoje e sobretudo o bom trabalho efetuado frente aos vários batalhões por onde passou.

O Alvo da chibata é um projeto livre, democrático e acima de tudo de boas intenções, como o sr já pode confirmar.

E sem mais palavras, o que me resta dizer é: Muito obrigado!!!

fraterno abraço, avante guerreiro

Quem é sabe!!!

obs: sempre que possa visite e poste comentários no nosso espaço, pois será uma enorme satisfação!

Anônimo disse...

Ao longo dos meus 21 anos eu aprendi muita coisa. Aprendi por exemplo que antes de analisarmos as questões mais complexas da vida, devemos primeiro nos entender. Saber quem verdadeiramente somos. Até hoje não me descobri por inteira, e pra falar a verdade, acho que ainda estou na metade do meu eu. Mas uma coisa eu já aprendi, a ser humilde, a aceitar a minha insignificânciae me calar quando se trata de assuntos que não são do meu entendimento e respeito. Aprendi a não aguçar minha inveja, a não querer ser ninguém além de mim mesma. Aprendi a ver as qualidades e os defeitos dos outros, filtrá-los e deles tentar aproveitar o máximo. Aprendi que somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.
Os autores do blog 200 anos, se camuflam atrás de longos textos (diga-sede passagem, mal escritos) que supostamente teriam a intenção de mostrar como melhorar a nossa polícia. E através dessa camuflagem, traiçoeiramente dão o bote, espalhando por toda a PMERJ os mais puros venenos contra seus companheiros de farda: a calúnia e a difamação. Freud explica! Os amigos blogueiros não se contentam com a própria insignificância, talvez por uma carência gerada na infância, necessitam de atenção. E como seu blog não é lá essas coisas, tiveram a idéia brilhante de difamar os outros. Alias, difamar os outros não, difamar todos, os maus e os bons também. Infelizmente (para eles) nem assim eles tiveram grande resultado. Vejo que os amigos estão com muita frustração, raiva e inveja no coração. E esses sentimentos sendo utilizados da forma como estão sendo, até poderiam levá-los aos 15 minutos de fama que tanto desejam, mas não deixarão de ser os insignificantese patéticos que são. O medíocre discute pessoas. O comum discute fatos. O sábio discute idéias.

Não tenho nada a falar ao seu respeito tenente coronel. Conheço toda a sua carreira e sei o homem íntegro e honesto que és. Sei também que está fazendoo seu trabalho da melhor maneira possível e confio em você. O texto que escreveu, como sempre, está divino! Acho engraçado quando o ouço dizer que adora receber críticas ao invés deelogios. Mas a verdade é que um ponta-pé na bunda é sempre um passo pra frente!Que continuem as críticas então! Adoro vê-lo feliz!

Um abraço!

"A vida está cheia de interferências indébitas, de acasos estúpidos, de personagens errados que travam conosco desencontrados diálogos de surdos, a vida está atravancada de pormenores inúteis, a vida parece um romance mal feito!"
Mário Quintana

james kroff disse...

leia hoje no blog "O Alvo da chibata"

- Como dizia o profº Raimundo: e o salário, ó!!!

Falando sobre o minúsculo salário da PMERJ e o gráfico comparativo salarial de todas as PMs do Brasil.

Visite e dê sua opinião:
www.oalvodachibata.blogspot.com

Hugo Rodolfo disse...

Caro AMIGO Mário Sérgio (02). É sempre muito gratificante entrar em contato contigo, mesmo que indiretamente através deste BLOG de idéias. Acredito que as dificuldades unem as pessoas e por isso é que te quero tão bem. Estivemos juntos em momentos que poucos terão o prazer de poder narrar para seus filhos e netos, porém o jargão SEMPER FIDÉLIS estará sempre ligado a nós e a todos daquele grupo maravilhoso do COEsp/89.
Não creio que as mentiras e devaneios de pessoas que nada entendem sobre a nossa vida castrense ou sobre a mecânica de nossa corporação, possam vir a afetá-lo ou aos seus ideais, de alguma forma. Apesar de achar que você está muito prolixo e agora mais ainda com o fato de estar cursando Filosofia, sei e conheço, há anos, suas melhores intenções em promover e defender a PMERJ. Acontece que, como você mesmo já mencionou, existem problemas internos que não são de agora e que se arrastam há vários anos. Mesmo assim acredito ainda no velho jargão de que "Roupa suja se lava em casa" e tenho a convicção de que não devemos colocar para o público externo nada que passamos internamente, pois não vejo onde isso poderia trazer melhoras para a atividade profissional PM, porém também não devemos deixar que influências externas venham a sobrepor e a interferir nas diretrizes do trabalho policial. Sabemos que isso vem acontecendo há muito tempo com o "dedo" desse ou daquele político, dessa ou daquela ONG e é por isso que sempre defendi uma política de segurança séria, austéra e objetiva.... estudada, produzida e executada como uma verdadeira POLÍTICA DE SEGURANÇA por pessoas qualificadas, sem qualquer interferência da "política" na segurança. O que quero dizer com isso? Quero enfatizar que o trabalho policial militar é uma atividade profissionalíssima e como tal dirigida e executada por homens qualificados, não cabendo e não permitindo interferências políticas ou mesmo "ilações" fantasiosas de psicólogos, sociólogos, jornalistas ou de qualquer outro tipo de grupo.
Acredito em você, no Roberto Sá (meu VETERANO) e no trabalho de vocês dentro da atual estrutura de Governo. Também não gosto da "fórmula"- Tiro, Porrada e Bomba, mas quero clamar ao mais fundo dos sentimentos dentro de vocês, aquele lugarzinho onde você Mário e você Sá, guardam os Mandamentos dos O.E., principalmente o primeiro deles, que não preciso mencionar, uma vez que decoramos todos com o derramar de muito esforço. Assim peço, na realidade rogo, não se intimidem com os políticos, adestrem e estimulem a nossa tropa a utilizar a energia e a força da Lei contra a agressividade descontrolada e desmedida dessa bandidagem. Não temam as críticas, pois se elas aparecerem, de uma forma ou de outra, elas (as críticas)mostrarão que vocês estão realizando objetiva e energicamente um trabalho de profissionais. Não Aguento mais assistir a enterro de PMs, bem como a desculpas deslavadas de que, se PMs estão morrendo é por que a Corporação está atuando incisivamente contra a bandidagem. Vocês tem os dados e sabem que a maioria das mortes se deu sem que houvesse qualquer confronto (bandido X PM), ou mesmo com o PM de folga ou em trânsito.
Por favor, um pouco mais de energia está se mostrando necessária.... vamos deixar de lado o proselitismo, as reuniões e os estudos de caso, e passarmos a ação, afinal de contas é isso que nossa tropa espera.
Tenho certeza de que você Mário, e o Sá também, sabem que nossa tropa é formada por excelentes homens e que se dermos um incentivo correto e direcionado, teremos resultados fantásticos. Não estou falando de salário, mas sim de APOIO, LIDERANÇA e DEMONSTRÇÃO DE ESPÍRITO DE CORPO.

Um grande abraço
SEMPER FIDÉLIS
Hugo Rodolfo (09)

Anônimo disse...

cel.Mário Sérgio

Apesar de já ter servido sob o seu comando, desconfiava,porém não tinha idéia do seu brilhantismo, não como oficial da pmerj, mas como pessoa de avançada visão.

o conteudo do seu blog faz jus a tal...

Apesar de ser favoravel a idéias que modernizem as polícias, tenho em mente que tal modernização caminha graças a idéias de pessoas go seu gabarito...

ass.lopes

Lêda C B Anastácio disse...

Coronel M. Sérgio,
Vi que essa discussão começou há algum tempo...mas me senti na obrigação de me posicionar. Antes me apresento como advogada, pretensa operadora de segurança pública, vez que estou me especializando nesta área como aluna de um curso de gestão e políticas patrocinado pelo Gov. Federal. Voltando...são comoventes suas afirmações, dificilmente alguém como eu pode discordar delas,posso não ter conhecimento de causa, mas tenho experiência suficiente para perceber que como ser humano o senhor tem, em primeiro lugar, caráter... em segundo lugar, todas as qualidades inerentes de quem tem caráter! Portanto, neste momento, rezo , para que Deus o proteja e o mantenha ativo, e com a sua retidão e transparência(o que é redundância, já disse que o senhor tem caráter)venha cada vez mais aproximando o pensamento dos nossos administradores, das nossas polícias. São estandartes como o senhor que fazem falta, para num bloco, exercer essa força positiva em prol de um bem maior: o policial, que , óbvio, sem ele não existirá a polícia perfeita. Seu foco é o "homens das armas"(como assim os chama Foucault) e citando de forma repetida o cabo, o soldado, o sargento! BRAVO! Adiante! Lêda

Poul disse...

a verdade que o Governo José serra Quer Esconder.

http://flitparasilante.blogspot.com/

Anônimo disse...

Sim, provavelmente por isso e