terça-feira, 14 de agosto de 2007

A minha inesquecível promoção a Sargento




12/08: A minha inesquecível promoção a sargento
Categoria: General
Postado por: gustavoalmeida
Fui promovido a sargento. Sério. Por um dos comentaristas deste blog. Que usa, aliás, de bom humor na promoção, não me ofende (não sei se queria me ofender ou não, mas não ofendeu), e faz uma crítica até certo ponto construtiva, dizendo que estou defendendo demais a farda azul aqui neste blog. Concordo que às vezes passo do ponto – que o diga o tenente-coronel Mário Sérgio Duarte, a quem elogio muito por aqui, e outros tantos azuis como o coronel Ronaldo Menezes, o major Wanderby e outros tantos que se for citar, acaba até o espaço virtual. Curioso que, coincidentemente, citei três profissionais extremamente honestos, acima de qualquer suspeita. Bom, mas para explicar melhor algo que realmente acho que deve ser explicado – e neste ponto o comentarista do blog me abriu os olhos positivamente – vale uma pequena explicação. Talvez fique grande, mas, enfim, é pequena porque é um tanto irrelevante, é apenas um jornalista se explicando.O processo de degradação econômica do Rio de Janeiro teve como primeira grande conseqüência um caos social, uma desordem urbana em diversas instância, tal que a cidade há anos vive sob febres de violência. Entram governos, saem governos, a violência recrudesce, a guerra do tráfico faz mais vítimas, e além dos mortos e feridos, surgem vítimas silenciosas – recente pesquisa do Núcleo de Pesquisas da Violência (Nupevi), da Uerj, mostrou que são raros os cariocas que nunca ouviram um tiro e são muitos os cariocas que já foram assaltados ou no mínimo tiveram um parente ou amigo assaltado.Hoje, por mais que as autoridades municipais e estaduais tentem “elevar o astral” do Rio com Pan-Americano, com shows de artistas longevos, enfim, megaeventos de toda ordem, sabemos que esta é uma cidade doente. O crime, de recurso de sobrevivência, passou a ideologia. A exclusão sócio-econômica fez a primeira parte: empurrou pessoas para a sobrevivência pelo crime. Muitas esquerdas, no entanto, defendem o tráfico como “redenção dos pobres”, o que é um engano. Na verdade, é escravidão dos pobres. Mas tergiverso, voltemos ao assunto principal. Depois da primeira parte, quando o crime é sobrevivência, vem a segunda, que é o crime como cultura.Não há organizações criminosas que mereçam o título de “organizações” no Rio de Janeiro. Ora, que há um Amigos dos Amigos, sim, há, que há um Comando Vermelho, do mesmo jeito é inegável. Mas tivessem estas quadrilhas fundamentadas mais em ideologia do que em práxis um mínimo de organização e já teriam virado uma só joint-venture, uma vez que é mais lucrativo partilhar os dividendos do que contar os mortos. CV e ADA não guerreariam se fossem organizados. Analisariam investimentos, retornos, aplicações, faturamentos de pontos, reposição de armamentos, enfim, teriam uma logística tal que tomariam o Rio de Janeiro e nós, civis, em breve teríamos de nos comunicar dizendo expressões como “É nóis” ou “Já é”.As quadrilhas, portanto, ganharam "torcedores". Um jovem que more no morro onde tem ADA passa a ser um “torcedor” do ADA. Certa vez, eu passava de bicicleta pelo Túnel Novo, em Copacabana, quando vi um rapaz largar as duas mãos do guidão só para sinalizar o C e o V com os dedos para um ônibus lotado de “compatriotas”.Resumindo: a desordem urbana, já bem representada pelos camelôs (fruto de anos de desemprego e demagogia eleitoral) virou um ser tangível. Para que estudar, trabalhar, produzir, compor, salvar vidas, participar de uma vida em sociedade, se o sujeito pode apenas empunhar armas, fazer sinais de identificação com uma quadrilha e vender cocaína? Para que ter uma vida normal se nesta você é sozinho e na outra, ao lado dos “irmãos” de fuzis, você tem amigos dos amigos por toda a cidade?Passemos agora aos azuis, que eu “vivo defendendo”. A desordem urbana faz mal. Não sou partidário do "tudo certinho" - dentro de casa, o sujeito pode deixar de lavar louças, viver de cueca no sofá, beber o dia inteiro, o que quiser. Mas na área comum do prédio, é outra coisa. E nossa "área comum" está no CTI.No momento, no Rio de Janeiro, vejo a Polícia Militar como a primeira força de trabalho a participar da reconstrução da cidade. Vejam bem, me refiro ao policial de rua, e no momento em que ele não esteja tirando dinheiro da van ou do taxista, ou inventando infração para extorquir R$ 10 de motorista. Primeira providência é colocar a corregedoria para trabalhar e punir isso. Segunda providência? Aumentar seus salários a um nível decente para que a extorsão não seja mais tão sedutora. Mais sedutor, com certeza, poder olhar para os filhos bem-alimentados e dizer que trabalha honestamente porque ganha o que merece. Não dá para o sujeito ficar tirando R$ 10 de quem quer que seja na rua. Se for para fazer isso, vai assaltar de uma vez. É mais ousado e menos humilhante.Bom, mas, enfim, este policial de rua, bem-pago, bem-treinado e bem-equipado, no espaço urbano, passa a interagir com os moradores de um modo, bom, digamos, tem uma....palavrinha! para isso: comunitário. Em torno destes policiais se cria um círculo de confiança. É o Estado presente, armado, que possibilita, por sua vez, a circulação diurna e noturna, de forma ordenada. Há uma farda, há ostensividade. Com este policial e os restantes – me refiro ao modelo utópico, bem-pago, etc – passa a aparecer a oportunidade. O mercadinho da rua, a lanchonete, o barzinho da noite, tudo passa a receber mais gente. Abre-se mais negócios. Exemplo? O Maracanã. Coloca a Força Nacional, a PM, a PCERJ e a PF, pronto, reaparecem crianças, mulheres, famílias. É uma equação simples.Do mesmo modo é a outra: sem o controle do Estado e com a sedução do crime e da chamada vagabundagem, não há possibilidade de ordem. Há desmando, há descontrole, desaparece o pacto social por essência, entra em cena uma degradação que não beneficia nem mesmo aqueles que vivem da venda de cocaína. Que me perdoem, mas é uma vida de merda. Viver com milhares de paranóias para ter carros do ano e colares caros, existencialmente falando, é tão vazio quanto passar a vida como reserva do Ipatinga. E olha que, como rubro-negro, sei bem o horror que é o Ipatinga.Podemos, sim, reverter a situação do Rio de Janeiro. Mas a minha atual crença é de que isso não será possível sem o fortalecimento de sua Polícia Militar. Fortalecimento moral, financeiro, logístico, operacional. Junto com isso, há outras etapas e frentes de trabalho (diminuição de carga tributária, investimento em infra-estrutura, apoio a micro, pequena e média empresa, investimento em educação, saúde e transporte), mas, no momento, por absoluta falta de competência de governos sucessivos, estamos em um ponto no qual o fortalecimento da PMERJ é o item mais essencial. Só sobreviveremos com o gloriarolandismo, ou seja, tal e qual a Glória Roland, incentivarmos todos os moradores a cuidarem do pedacinho mais perto de suas casas. Em certos pedaços, os moradores precisam dos azuis por perto. Eu diria, em muitos pedaços. Por tudo isto, quero que a Polícia Militar do Rio de Janeiro fique forte para a missão dura que tem pela frente. Que cada um deles seja honesto como um Wanderby, bravo como um Príncipe, inteligente como um Mário Sérgio, líder como um Millan e cordial como um Menezes. A cultura do crime, de conquistar pela força, matar quem tem e quem não tem, assaltar, viver em gangues, tem de ser substituída pela cultura dos azuis, de tradição familiar, de raízes e perseverança.O sargento De Almeida terminou sua longa e entediante exposição e pede permissão para se retirar. Um bom fim de semana.

9 comentários:

Samuel Mourão samuelzrp@gmail.com disse...

Caro Mário Sérgio,

Ao ler seu post lembrei de um post que eu havia feito em uma comunidade de orkut há algum tempo atrás e resolvi posta-lo aqui também:

Eu tenho 15 anos, convivo no meio dos adolescentes, e tipo, hoje no rio de janeiro ser bandido é "moral", roubar, fumar maconha, pichar.. tudo é tido como moral entre os jovens, pelo menos entre boa parte. Todos eles de classe media, media-alta, e até alta, por incrível que pareça, acontece isso sim.
Moro em macaé-rj, quem é do estado do rio com certeza conhece, quem ve jornal tambem conhece, temos problemas serissimos de criminalidade tambem por aqui.. nao chegamos a favelas com fortificações do trafico, mas estamos caminhando para la, com o mesmo descaso apresentado nos anos 80 quando explodiu o poder das facções crimininosas e trafico de drogas nas favelas.

Aqui em macaé, a saude é exemplar, os postos de saude publica tem até acupuntura(tratamento com agulhas)! Eu sou de classe-media alta, mas minha mae trabalha como enfermeira-chefe num posto de saude e TUDO que eu preciso, eu sempre recorro à saude publica, porque ela é excelente.

Tanto como a saude, a educação por aqui também é exemplar, nossos professores recebem R$1.300 por 40 horas semanais. As escolas por aqui tem uma ótima infra estrutura com otimos profissionais, tem também café da manha, almoço e jantar, tudo de graça.

Há um projeto social que também faz muito sucesso, que é o do primeiro emprego. Nesse projeto a prefeitura deixa emprega um estudante de escola publica em algum posto da prefeitura, o aluno trabalha apenas um turno recebendo meio-salario minimo - com todos os direitos trabalhistas.

Agora, por que? mas por que raios há tantos bandidinhos marginiais, muitos inclusive meus amigos, aqui em macaé? é muito simples: a cultura carioca, que cultua e idolatra a bandidagem, é a GRANDE responsável:
Falo isso porque sei, falo isso porque eu VIVO isso. Aqui nós temos tudo, e ainda assim temos problemas de criminalidade, e aí? Alguém com alguma solução para mudar o pensamentos dos jovens?

É meio difícil fazer isso =)

O único jeito de tocar na mente dessa galera, seria com campanhas mostrando que o crime, na maioria das vezes não compensa, de que adianta ser traficante, viver uma vida cheia de gloria e dinheiro por 5 anos, e morrer ou ser preso aos 25?
É isso que precisa - de qualquer maneira - entrar na cabeça dos jovens, tais campanhas associadas a POLÍCIA trabalhando com seriedade, com policiamente ostensivo, pra eles terem MEDO toda vez que forem assaltar alguem, toda vez que forem pixar um muro, toda vez que forem depredar o patrimônio publico:
É o que falta na cabeça deles.

"Mais importante que o peso da punição, é a certeza da punição"
Maquiavel, O principe.

Anônimo disse...

Assistam:
BOPE - Tropa de Elite
Primeiro filme brasileiro onde político safado é vagabundo, traficante é vagabundo, maconheiro é vagabundo, policial safado é vagabundo e policial honesto é honesto. Põe toda corja que imperra o progresso do Brasil por desordem no mesmo plano. Mostra homens que ainda acreditam no Brasil fazendo sua parte da melhor forma possível. Onde começam a desmistificar as verdadeiras falhas do sistema e não somente imputá-las a um bode espiatório. Mostra que a população está entregue as mazelas de uma guerra civil por puro interesse do alto escalão do poder, pois ao invés de investir em educação, primeiramente, mantém o povo desinformado de seus direitos e exigindo que cumpram seus deveres afim de lucrar ilicitamente com isso, prova disso é o julgamento do mensalão que disseram não ter usado dinheiro público e há a possibilidade de não ter existido. Não vou desistir, não vou me entregar e não vou me corromper, posso tomar na cabeça até o fim de minha existência mas não me dobrarei ante essa orda de desordeiros, pelo contrário derrubarei cada um que tiver oportunidade, e a partir do momento que cada um assumir o compromisso de fazer sua parte e sair dessa inércia decadente, ai sim o Brasil começa a sair desse mar de lama. Os políticos detém o poder porque ninguém o reclama, porque muitos preferem cuidar das suas vidas e se dar bem em tudo quanto possível, provavelmente fariam o mesmo que nossos líderes atuais, se tivessem oportunidade. Não se trata de partidarismo, até mesmo porque aqui no Brasil só temos o partido dos que só querem pra si. Mobilização não é só pintar a cara e ir pra rua fazer bagunça, é cumprir a parte que lhe imputam e em seguida brigar pelo que lhe é direito, mesmo que demore anos, mas um dia vai, é chato gasta um pouco de tempo, mas se todo mundo fizer os caras lá de cima vão notar que algo está acontecendo, que seus representados querem mais do que dentadura em época de eleição. Pare de ler jornal para saber de quanto ficou o jogo ontem ou como ficará a novela hoje Quem já entrou no site do congresso e anotou o e-mail de um deputado safado e começou a todo dia fazer uma pergunta sobre seu mandato, e na falta de resposta mandou dois,três quatro...emails, até ter uma resposta decente ou ser bloqueado por ele. Quando foi a última vez que você questionou algo que não te ajudásse muito mas era interesse do seu grupo de convivência. Quando vendo uma injustiça se juntou ao injustiçado para dar-lhe maior poder de cobrança. "Força e Honra" também podem ser nosso lema, assim como os diseres de nosso estandarte maior: Ordem e Progresso. Até mesmo porque nunca vi o progresso prosprerar no caos, exijam que ponham ordem em nossos estados, municípios e bairros que o progresso virá naturalmente. Segurança pública não dá voto, insegurança pública dá. Analfabetos viram massa de manobra na mão de inescrupulosos candidatos a Dirceu, Calheiros, R. Jefferson...entre outros. Na ânsia por ajuda aceitamos esmolas. Em troca nos calamos, como diz Falcão: "Paz sem voz, não é paz é medo". Vamos exigir que sejam dadas condições de nossas crianças tenham EDUCAÇÃO, não essa estrutura disforme que chamam de ensino, onde ninguém aprende e ninguém reprova, para que no futuro, mesmo que não tão próximo, não sejam necessárias cotas para que os diferentes do ensino público sejam iguais, apesar de não ser garantia de sucesso entrar ou se formar, acredito que esse é mais um meio de ter mão de obra qualificada e desvalorizada, ou vocês não temem que nosso ensino superior público daqui uns anos também não poderá reprovar, só para mascarar estatísticas de alto índice de reprovação, jubilamento e abandono. Criar estatísticas fantasiosas ou distorcer dados de estatísticas sérias é matéria básica em qualquer currículo de um político.

Sd PMES ELER

Anônimo disse...

Certa vez um colega de trabalho comentou não entender a vocação de um Homem ao exercício da profissão: POLICIAL. Se auto proclamando um Homem de Paz explicitara sua completa ignorância sobre o sentido da GUERRA, embora tenha sofrido 8 assaltos.
Assistiu (não sei como) ao filme BOPE – TROPA DE ELITE. Hoje entoa pelos corredores do trabalho frases como: TROPA DE ELITE ,OSSO DURO DE ROER, PEGA UM PEGA GERAL TAMBÉM VAI PEGAR VOCÊ.
Desconhecido até então para ele, hoje, o BOPE é motivo de admiração independente de falhas e erros cometidos pelos HOMENS DE PRETO. Talvez por ter descoberto o lema desta tropa: DESTEMOR, FORÇA E HONRA!
Vou esperar outubro chegar! Não consigo dimensionar as conseqüências deste filme para PM. Espero que em breve algum produtor também se interesse pelo MARÉ 22 (Heróis de Azul).
Um grande abraço!
Fabrício Reis.

Anônimo disse...

PAI DE MILITAR,

TROPA DE ELITE ,OSSO DURO DE ROER, PEGA UM PEGA GERAL TAMBÉM VAI PEGAR VOCÊ.


DESTEMOR, FORÇA E HONRA!

JUNTOS SOMOS FORTES

TENHO ORGULHO DOS HOMENS DE PRETO ATÉ PQ MEU FILHÃO É CAVEIRA
- DESTEMOR, FORÇA E HONRA!

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Prezado PAI DE MILITAR

Orgulhe-se, sim, do seu filho.
E esteja certo que ele, que é sua parte em carne, osso, sangue e caráter, recolhe na vossa justa homenagem o mais rico tesouro: o afeto infinito de pai envaidecido e exultante.

Força e Honra para seu filho, um de nós Caveiras.

Anônimo disse...

PAI MILITAR,

SR COMANDANTE,

FICO GRATO POR SUAS PALAVRAS, QUE O GRANDE ARQUITETO O ILUMINE PARA SEMPRE COMO A TODOS NÓS.ENTRETANTO ANDO PREOCUPADO COM AS CONSTANTES MUDANÇAS DE OFICIAIS DO BOPE, POIS A TURMA QUE O SENHOR LÁ DEIXOU MUITO BEM TREINADA, ESTA SENDO TROCADA COMO UM DEVANEIO, SERÁ QUE TUDO ISSO QUE ESTA ACONTECENDO ESTA CERTO???SERÁ QUE ESTES OFICIAIS E PRAÇAS ESTÃO TOTALMENTE ERRADOS???

UM FORTE ABRAÇO DE UM CIVIL QUE O ADMIRA.

QUE O GRANDE ARQUITETO ILUMINE O ATUAL COMANDO DO BOPE.

Anônimo disse...

Vejam o blog coroneisbarbonos.blogspot.com e vejam o que a Polícia Civil do Rio esta fazendo com a Polícia Militar.

Anônimo disse...

Sr. Ten. Col.,

è verdade ou mintira o que foi publicado no jornal conforme a seguir:

Operações da PM têm nova versão nas ruas

Após cópias piratas de longa-metragem e documentário, DVD mostra ações do 7º BPM
Fábio Dobbs e Paula Sarapu
Rio - O mercado pirata de DVDs encontrou uma mina de ouro em ‘Tropa de Elite’. Na esteira das cópias ilegais, que foram espalhadas antes mesmo de o filme ter sido terminado, já apareceram o ‘Bope 2’ e agora o ‘Bope 3’. “O pessoal está baixando as operações policiais do You Tube, ‘martelando’ nos CDs e vendendo”, explica um dos camelôs, que vende o mais novo lançamento por R$ 10.
A terceira versão da pirataria, ‘Bope 3’, na verdade não mostra nenhum bastidor do Batalhão de Operações Especiais da PM. Nas cenas estão policiais do 7º BPM (Niterói). O filme começa com uma homenagem ao sargento Tavares, que atuava no batalhão.
Mostra cenas de batidas em morros e do cotiadiano de bocas-de-fumo. Tem entrevistas com traficantes e termina com uma carta do policial americano Mitchel Brow enaltecendo a profissão de policial.
É diferente do roteiro original de ‘Tropa de Elite’, que exibe o dia-a-dia do Bope. E traz como protagonista Wagner Moura, na pele do Capitão Nascimento. Por causa das cópias piratas, o diretor José Padilha acionou a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial. “Espero que isso seja uma vitória do cinema nacional, e que a pirataria continue sendo reprimida pelas autoridades”, diz José Padilha, que está em Los Angeles finalizando o seu longa-metragem.
Para combater o comércio clandestino de DVDs, a produção de ‘Tropa de Elite’ fará campanha com camisas e adesivos onde se lê: “Eu não vi tropa pirata. Pirataria é crime”. Foram fabricadas cerca de 20 camisetas, que serão usadas pelos atores e produção do filme durante a abertura do Festival de Cinema do Rio, no próximo dia 20. ‘Tropa de Elite’ vai abrir o festival, mas só será exibido para o grande público oficialmente no dia 12 de outubro, quando estréia em circuito nacional.
A luta da equipe do filme é inglória. O mercado pirata tem suas vias tortuosas e rápidas. ‘Bope 2’ já estava nas ruas, em menos de um mês do surgimento de ‘Tropa’. A cópia é mais uma obra de pirataria. Dessa vez, usaram o documentário ‘Notícias de uma Guerra Particular’, dirigido por João Moreira Salles e Kátia Lund, que retrata o cotidiano dos moradores e traficantes do Morro Dona Marta, para vender como a seqüência de ‘Tropa de Elite’. “Tem muito mais violência”, diz um camelô no vale-tudo para capitalizar um sucesso no mundo pirata.


Doze oficiais desistem de impedir estréia

Doze oficiais do Bope anunciaram ontem que vão retirar seus nomes do processo que tenta impedir o lançamento do ‘Tropa de Elite’.

Em nota, os oficiais negam perseguição e se solidarizam com o comandante Pinheiro Neto, afirmando que não existe descontentamento com o comando.

Além do capitão André Benevenuto, que foi chefe do serviço reservado e investigou suposto envolvimento de policiais na produção do longa, dois oficiais que também impetraram a ação foram transferidos e estão à disposição do Estado-Maior.


A Corregedoria da PM retomou a averiguação que apura possível participação de atores em treinamento oficial do Bope.

Há dois meses, Pinheiro Neto começou a investigar o caso, mas Benevenuto pediu para não prosseguir com o caso porque oficiais de patente maior teriam participado do filme.

Ele não teria apontado os oficiais, o que motivou briga com Pinheiro Neto.

Benevenuto fez queixa formal do superior e foi transferido.

Os capitães Gilmar Tramontine da Silva e Uirá do Nascimento Ferreira foram cedidos à Secretaria Nacional de Segurança Pública para o Pan e não foram apresentados de volta ao Bope.

Segundo a PM, Tramontine foi flagrado vazando informações secretas da unidade.

Ele ficou preso administrativamente por oito dias.
Uirá, negociador da tropa, também está à disposição do Comando.

Os dois não quiseram comentar o assunto.


ISTO É VERDADE?

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Prezado amigo.

A mensagem do jornal não foi coletada comigo, já que não sou comandante da Unidade desde Janeiro de 2007.
Abraços