sábado, 20 de setembro de 2008

Ó Pá!

O jornal carioca “Povo do Rio” veiculou neste sábado, dia vinte de setembro, interessante matéria publicada no periódico português "Correio da Manhã", sobre a existência em Portugal de um grupo auto-intitulado "Primeiro Comando Português.

Formado por jovens brasileiros que lá residem e sobre os quais o jornal afiança haverem indícios de possuírem fichas criminais e serem originários “de favelas de vários estados do Brasil”, o grupo se exibe em Orkuts com armas, materiais produtos de roubos, e simbolismos de violência, como um certo “hino do PCP” com o qual se declaram “revolucionários, terroristas e sanguinários”.

Segundo o jornal lusitano o grupo se estabeleceu na cidade de Setúbal, onde, conforme informa o jornal, “este ano já se registraram cerca de 400 assaltos à mão, enquanto durante os 12 meses de 2007 foram apenas 70 casos do gênero”.

Não obstante a onda de medo que tomou conta da cidade, fenômeno exibido na matéria (http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000228-0000-0000-0000-000000000228&contentid=6609931F-4665-4D92-A7A1-96EFB3A8C7AE), as autoridades de segurança de Portugal parecem não terem dado muita importância ao fato, havendo o responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança, Tenente General Leonel Carvalho, dito, em entrevista ao periódico, que “são meninos a brincar no YouTube [site de partilha de vídeos onde o grupo incita à violência, exibe armas e dinheiro roubado], mas podem ser claramente perigosos. A questão da 'brincadeira' diz respeito à comparação com as favelas do Brasil – não são elementos ao nível de máfias criminosas”.

Alto lá!

A relação “criminosos brasileiros” com “oriundos de favelas”, pode carregar apenas um preconceito contra a população das áreas de favelas do Brasil.

Digo isto porque o jornal não apresenta nenhuma evidência de que os brasileiros sobre os quais noticia ações criminosas - e exibicionismo igualmente criminoso - são originários de estratos sociais de qualquer posição. Daí, dizê-los “de favelas” é especulação e acaba comprometendo o que é de fato importante na questão, ou seja, a clara demonstração de completa ousadia e desprezo à hipótese punitiva frente às leis do país-irmão. E, o que creio ser ainda mais grave: o espargimento da IDEOLOGIA DE FACÇÃO, com seus elementos subculturais perversos, sanguinários e desumanizadores.

Se oriundos de favelas ou não, para Portugal isso é o que menos deve importar na consideração sobre os magotes marginais que andam furtando, matando e botando a cara na internet, com claros objetivos de se fazerem conhecer para conquistar, numa espécie de “contra-colonização pós-moderna”

E, se no Brasil as armas de guerra do narcotráfico estão nas favelas, isso em hipótese alguma se deve em função dos valores cultuados pela imensa e esmagadora maioria da população dessas comunidades; gente produtiva, criativa, pacífica e solidária. As armas do narcotráfico são os grilhões que submetem a população pobre das favelas à vontade da estupidez naturalizada, mas em hipótese nenhuma poderá impor-lhes o “rótulo de exportadores do mal”.

As naus da “Ideologia do Narcotráfico” atravessaram o Atlântico.

“Santa Maria, Pinta e Nina” espectrais do medo.

Torcemos para que as tribos portuguesas não sejam indefesas perante tais conquistadores.

24 comentários:

Anônimo disse...

Coronel, com todo o respeito que o senhor merece,acabei não entendendo muito bem o que escreveu.Entretanto devo informar ao senhor, que a policia portuguesa esta tratanto tudo isso com muito cuidado e rigor,mas realmente estão indo para o país elementos marginais sim, e muitos já tombaram ao rigor da LEI e outros também devem ter o mesmo caminho.Recentemente em uma cidade pequena ao norte de Portugal um elemento oriundo do Brasil tombou ao rigor da lei após um assalto a um restaurante,lá enfrentou a Lei e reagiu vai para a vala como nós aqui o falamos.

PORTUGUÊS

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Vamos lá:
1. Não se trata de crime organizado, nem sofisticado. Trata-se de crime "gozado", "deleiteado", passado à condição de "subcultura"; arraigado coletivamente por ideologia.
2- Tem origem no narcotráfico armado que domina as favelas, mas que não é a representação da população dessas comunidades de esmagadora maioria de pessoas de bem e do bem. A matéria do jornal não é clara sobre o que considera mais grave no problema e evidencia a "origem" dos criminosos, o que me pareceu ser sua maior preocupação.
3. Também considerei as declarações da autoridade um pouco afastadas da realidade sobre as possibilidades de promoção de criminalidade violenta que esses grupos possuem. Portugal pode ter condições sociais muito diferentes do Brasil, mas a criminalidade não é (há teses científicas que exibem isso) apenas uma conseqüência das desigualdades sociais. Há uma infinidade de fatores concorrentes.
4. E, por fim, estou certo de que Portugal dará àqueles uma punição exemplar.

Anônimo disse...

Os brasileiros que vivem na Europa sabem que os portuguêses nao suportam as pessoas provinientes de suas antigas colônias.Eu sou a favor que as autoridades portuguêsas exijam o visto de entrada dos brasileiros pq a maioria vem pra ficar ilegal mesmo e alguns passam a viver de forma ilicíta.Os delitos mais comuns cometidos por brasileiros criminosos sao:Tráfico de mulheres pra prostituiçao,tráfico de drogas,falsificaçao de documentos(está cheio de brasileiro circulando pela Europa com o passaporte falso de Portugal).Os assaltos deve ser algo novo.Por sua vez,o governo brasileiro tb deveria exigir o visto de entrada dos potuguêses pq a Europa está passando por uma grande crise financeira e eles podem se interessar em imigrar pra cá de novo.

Anônimo disse...

Mário Sérgio, saiu um novo filme sobre o caso do ônibus 174! Vou assistir (vc vai tb?) mas desde já fico imaginando que irão tratar o Sandro Nascimento como vítima de nossa sociedade e não como fruto de sua própria sorte e suas escolhas. Confesso estar curioso para saber se no filme vão mostrar o Coronel do Bope o tempo todo com o celular no ouvido tendo que receber (muito provavelmente) instruções do governador da época.
Lá em 1994 vc já alertava sobre esse perigo (decisões políticas sobre decisões técnicas) quando relatou de forma supra real em seu livro um caso de seqüestro. Lembro-me muito bem que nesta passagem um coronel tb do Bope perguntou aos seus subordinados mais ou menos assim: e se desse merda quem iria responder pelo erro? O juiz?
Pois é, deu merda. E até hoje só o Bope é responsabilizado pelo desfecho trágico que aliás para os padrões internacionais nem foi tão trágico assim considerando a quantidade de reféns que havia no ônibus. Mas será que novamente irei assistir mais uma romântica história de alguém que preferiu a violência como forma de sobrevier às dificuldades da vida (dificuldades financeiras e emocionais)? Pelo que sei histórias como a do Sandro existem aos montes mas felizmente nem todos escolhem ter seus cérebros corroídos pelo pó.
Acho que novamente assistirei uma meia verdade, uma meia mentira que norteará um roteiro escrito por alguém que deve odiar a polícia.

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Irei assistir, com certeza.
Aliás, assisti "Linha de Passe".
Magnífico: filosófico, sociológico, psicanalítico.

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

E verdadeiramente as decisões políticas superando as decisões técnicas são invariavelmente determinantes de fins trágicos.

Anônimo disse...

Parabéns Mário Sérgio, vc está na Wikipédia!!!!!

Mário Sérgio de Brito Duarte
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Mário Sérgio de Brito Duarte é um policial militar e analista de segurança pública brasileiro. Atualmente é Coronel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Comandou a Academia de Polícia Militar, o 22º Batalhão da Polícia Militar (o "Batalhão da Maré") e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).

Bacharelando em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, teoriza a existência de um "conflito urbano armado de baixa intensidade" na cidade do Rio de Janeiro, assim nomeando os combates cotidianos travados entre os agentes da lei e as quadrilhas e bandidos das diversas facções que disputam áreas de influência na cidade.

Enquanto pesquisador argumenta a necessidade de uma retomada definitiva dos espaços onde o poder público perdeu a sua soberania para as "facções" criminosas, que dominam os territórios das áreas mais carenciadas do Rio de Janeiro através de uma estrutura de coerção despótica e assassina, assente no poder de fogo das armas de guerra que dispõem. O militar atribui ao que chama de "subcultura de facção" a principal força-motriz do comércio ilícito de entorpecentes no estado do Rio de Janeiro e não à vontade de lucro. Também faz críticas às ONGs que desqualificam o trabalho policial contra o narcotráfico, assentes em um discurso subliminar marxista que credita às forças do estado o papel de "superestrutura de poder" agindo contra as bases proletárias da população.

rosemberg disse...

Com o desenvolvimento tecnológico, a apologia ao crime tem se intensificado. É dura essa relidade exposta no texto do Senhor, Coronel. E como se não bastasse o número elvado de delinquentes aqui no Brasil, agora para completar ,temos uma verdadeira "recolonização do crime" pelos portugueses.

Anônimo disse...

A Morte do jornalista Tim Lopes não foi em vão. Jornalista sabia dos riscos ao fazer matéria investigativa no Complexo do Alemão. O Tim era da Globo e ainda sim foi morto. Sua morte trágica e bárbara dividiu a mídia que passou a ouvir e a refletir sobre as “terorias” de homens que antes eram taxados de belicitas e truculentos justamente por acreditar que o confronto aos algozes do Tim e de outros tantos desconhecidos seria inevitável.
A presença militar nas comunidades de risco nesta eleição também dividiu a opinião da mídia. Se por um lado possa parecer autoritário e preconceituoso ao candidato subir a comunidade com o auxilio de forças policiais para garantir sua integridade física por outro permitir que Traficantes locais decidam quem vai representar o povo é render-se ao banditismo desenfreado e ao óbvio: o caos. É permitir à Comunidade sobreviver a sua própria sorte.
E é contra o caos, ao banditismo desenfreado, o seqüestro da dignidade humana e outras intenções menos nobres que muitos homens lutaram pregando a força para garantir a paz.
Foi assim com grandes estadistas, foi assim com Churchill e muitos outros.
Espero que “Jamas Ceder!: Os Melhores Discursos de Wiston Churchill” também possa lhe servir de inspiração.
O dia da Independência não passou em branco!
Eu como um egoísta cidadão do Rio de Janeiro espero que continue na luta.
Um grande abraço,
Tri.

Anônimo disse...

Já foi esclarecido pela RTP (maior rede de notícias do país) que era tudo uma brincadeira de péssimo gosto de jovens brasileiros que vivem em Portugal e postaram vídeos no You Tube. O ato foi inflacionado por um jornal sensacionalista. Por trás da "barriga" da imprensa marron, estaria a intenção de forçar uma mudança da atual política migratória entre Brasil e Portugal.

link para notícia da RTP: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=364212&tema=27

P.S.Acho que o papel de autoridades (como senhor) e da imprensa é sempre levar paz a população, mesmo que ela venha por meio de notícias corretamente publicadas e não disseminar o pânico se utilizando da histeria.

Anônimo disse...

Sr. Mário Sérgio, o senhor ainda têm esperanças???? Concordo quando o senhor afirma que não se pode associar pobreza a criminalidade. E o senhor também comentou que vários fatores concorrem para que haja o cometimento de atos criminosos (não foi isso?).
Mas até hoje, e olha que não sou muito novo, esse tema ainda não é para mim de fácil compreensão. Veja, os mesmos que criticaram a equação pobreza=criminalidade são os primeiros a dizer que a falta de estrutura e oportunidade leva os jovens à criminalidade. Ora, qual a diferença? A semântica não mudou!!!! Um ex-ministro disse que se não cuidássemos do nordeste teríamos que andar todos de carro blindado. Um outro político afirmou que a favela era uma fábrica de bandidos (acho que isso). Ambos foram crucificados pelas duas afirmativas. Um jornal de grande circulação no domingo passado põe na Capa a favela do Vidigal e faz a seguinte indagação: Quem vai resolver isto?
Então o problema não é a análise, nem como vai se resolver e sim de como se fala?
Isso chega a beira da loucura!!!! No Alemão se um policial diz: temos que enfrentar essa bandidagem, isso tá virando uma Zona! Pronto, a PM vai ter que se explicar! Mas se vem um discurso de que precisamos salvar a população carente das garras do tráfico. Aí pelo menos vai haver um contra argumento beirando a civilidade. Qual é a diferença?
Um jornalista da Band diz: a polícia não pode “INVADIR” o alemão e levar o terror aquela comunidade, expondo criancinhas às balas perdidas. Mas se um Soldado PM diz: Cara, deixa isso pra lá. Eles sabem conviver com traficante sem se ferir. Quando tiver guerra de faccão a gente vai. Pronto, vejo Capas de Jornais escritas: PM prefere fechar os olhos!!!!
Sinceramente, é muita hipocrisia!!!! Vou usar uma de suas frases: Vejo ideologia saindo pelos poros!!!!
To começando achar que isso pega. Noutro dia o senhor mesmo disse (guardando-se as proporções, lógico!!!) : “Hora, se o homem é tratado como lixo...ele vai ter comportamento de lixo.”
Com todo o meu respeito Capitão, perdão, Coronel. Não é o mesmo que dizer: “Hora, se a população for tratada como lixo...ela vai ter comportamento de lixo”.
Mas em se tratando de favela isso não se pode falar. Fica feio né!
Peço até que não publique isso, toda essa baboseira escrita acima. Mas já to ficando enjoado de muita gente falar de forma “Humanista” um monte de baboseira só pra ter Razão!!!! Dá vontade de vomitar!
O pior é que pra não fazer feio a gente tem que entrar na forma!!! Nossas idéias e projetos não vão à frente. Ou seja, perfumar a m. fedida! Tem jeito não meu Capitão, digo Coronel.
Esse país é pobre, falta recursos, falta estrutura, falta oportunidades, falta gente honesta (e é mesmo! e não me ponham a culpa na educação escolar!) então vamos floriar a m. fedida!
Veja seus soldados!!! Eles ganham 870/mês têm que ser perfeitos!!!
Um favelado ganha 1200/mês na banca da Uruguaiana e não de precisa nota fiscal!!!! Por que cobrar isso do pobre coitado? Nesse país temos que prender é banqueiro!!! Aí Neguim prende e é afastado!!!
Ta feia a coisa!!!! To sem esperanças!!!! Se tiver isso na Uruguaiana eu compro, e que se dane a nota fiscal!!!

Anônimo disse...

Estive lendo seus posts de 2006. Não desmerecendo os de hoje, mas estavam simplesmente fantásticos. O post Incursionando no Inferno é um épico e outros de profunda intelectualidade. Parabéns!

Anônimo disse...

Gostaria de sugerir que daqui a alguns anos publique em livro seus melhores posts e de preferência com citações aos momentos históricos vividos, os bastidores tb. A propósito, quando sai o novo livro? Vou apostar que o foco será um outro batalhão comandado pelo senhor. Minha bola de cristal ainda prevê um terceiro..."Nos bastidores da Política".
Boa sorte! Fico na torcida!

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Prezado amigo.
Agradeço seu comentário e me sinto feliz por sua observação.
É verdade que as postagens são diferentes nos acidentes, mas procurei manter a coerência na essência.
As postagens da época do BOPE, quando estive no comando, têm os "ruidos" dos combates e talvez sejam esses "sons" que dão uma tonalidade poética nas considerações filosóficas pretendidas.
Mas espero que não te decepciones com a caminhada do blog.
Ando sem tempo, mas asseguro-te que vêm textos novos por aí.
Estou na dependência da veiculação naqueles canais para os quais foram preparados originalmente.
Assim que forem publicados, os transcreverei para o blog.
Força e honra!

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Prezado amigo que me pergunta se ainda tenho esperanças.
Sim, tenho. Tenho muita esperança no futuro, embora reconheça a luta que há pela frente até chegarmos lá.
Mas, veja, o erro que tenho denunciado é aquele de querer explicar todo comportamento humano (e aí o delitivo) baseando-se em insumos externos.
A força motriz do crime é um conjunto de fatores onde alguns são mais fortes que outros em momentos e casos específicos.
As desigualdades sociais são concorrentes como também a certeza da impunidade, como também a posse de ferramentas efetivas (eficientes e eficazes) para o que se quer, como os fuzis e seu apelo estético de poder e sexualidade.
Em alguns momentos uns são prevalescentes aos outros, mas são concorrentes de apoio e sustentação.
Mas o homem tem sua subjetividade que lhe permite inclinar-se para onde quiser e se permitir os gozos que entender razoáveis.
Se recebemos do mundo, no processo de socialização, uma estabilidade necessária à existência em convivência, por outro vamos modificando-o com nossos insights reflexivos transformados em ação.
Quando digo que se tratarmos o homem como lixo ele se comporta como lixo, é porque o homem possui uma plasticidade existencial que o permite se adaptar e que pode ser boa ou ruim, quanto mais ou menos ele refletir sobre ela.
Uma sugestão para você: leia NÃO MATARÁS, do sociólogo Glaucio Soares.
Não é um livro apenas, é um documento para a história.

Anônimo disse...

Caro Cel,faço votos pela perspectiva,e não pela possibilidade,de sua liderança na PM como Comte. Geral.Quero dizer que,seu raciocínio,marcadamente dedutivo,infere-me à uma indução constante.Lembro-me de Einstein e os seus "99% de transpiração e 1% de inspiração".Para entender seu texto,confesso,tenho que recorrer à antropologia,mas não me confunda,por favor,com o Luiz Eduardo Soares,que não passa de um "homo tactibilis"!Antropologia cultural,inserindo,se me permite, Michel Foucault e sua "metaetnografia", para não ficarmos numa mera etnografia espacial.Creio que o sr. cortou o "nó górdio" alexandrino com sua baioneta,quando distinguiu universo psíquico,mitológico e ritual,sem falar do universo lingüístico destes criminósos "exportados" de além-mar para o ultra-mar, dos "loci" ocupados por gente capaz de transformar significado em significante de maneira pragmática ao nível da filigrana,transformando o discurso especulativo da honra na vida simples de probidade exemplar.

EL CURA PEREZ

Anônimo disse...

Mário Sérgio, ontem eu percebi a força de sua iniciativa. É impossível atualmente falar sobre segurança pública sem passear nos blogs dos policiais. Apenas ler os jornais de grande veiculação, declaração de políticos, e estudiosos sem passear pelo mundo virtual de informação legítimo e democrático dos praças e oficiais é ignorar uma das partes mais sensíveis do assunto, ou o que seria pior: má fé.
Os blogs de policiais são mais uma fonte de informação (ou “jornalismo). E você foi o primeiro, então: aplausos!!!! Como sempre dou uma olhadinha nos blogs de policiais tenho certeza que consigo ter uma visão melhor dos fatos. Fica fácil compreender a apreensão de um soltado quando em blits percebe um veículo em alta velocidade. O perigo é eminente...a possibilidade de se defrontar com mais um bonde do terror é clara. Então acho que mesmo com todo treinamento a dúvida leva ao policial a tentativa de proteger-se. E proteger-se para o policial também é atirar (não é isso?). Mas quando vemos esse tipo de ocorrência resultando em morte de inocentes que furam blits por estarem com documentos vencidos, sem documentos, ou portando algum tipo de droga ilícita, percebo que só a PM é responsabilizada pelo incidente! Então me pergunto: se o PM não atirar e não for um bandido, muito provavelmente, ele (o policial) será preso administrativamente, expulso, e preso criminalmente (não é isso?). Agora porque só a PM deve ser conscientizada do perigo de morte no Rio de Janeiro?
Será que não passou da hora da população ser informada dos perigos que os policiais correm todos os dias com os chamados “Bondes”? O que eles fazem e como atuam? Como fuzilam ou metralham os azuis e os charles?
Será que a PM não poderia também produzir o Manual de procedimento para a POPULAÇÃO com a PM? Como proceder em blitz, assalto, seqüestro, seqüestro relâmpago, estupro, e toda sorte de terror que vivemos hoje?
Parece que nossos soldados (sou apenas um cidadão) têm medo de agir. Medo de errar. Medo de que um tiroteio fira um inocente. Medo de ser preso. Medo de ser expulso. Medo de ser caçado. Essa é a minha sensação para aqueles que são justos e honestos. Sinceramente acho que já passou da hora de ser dito: Olha, é assim que nós policiais morremos, nos corrompemos e temos que trabalhar. Olhem parar mim como se olha para um Homem e não um para Grupo de Extermínio a serviço do Estado. Esses são meus deveres mas ESTAS SÃO AS SUAS OBRIGAÇÕES. Por que isso não é dito? Será que porque é mais fácil, mais barato e menos desgastante execrar o PM que comete um erro?
Eu não sei. De qualquer forma repito que sua iniciativa incentivou a muitos PMs a também escreverem suas versões sobre fatos policiais e políticos na que considero a mais democrática forma de comunicação: a internet.
Um grande abraço.

Anônimo disse...

Mário Sérgio, ontem eu percebi a força de sua iniciativa. É impossível atualmente falar sobre segurança pública sem passear nos blogs dos policiais. Apenas ler os jornais de grande veiculação, declaração de políticos, e estudiosos sem passear pelo mundo virtual de informação legítimo e democrático dos praças e oficiais é ignorar uma das partes mais sensíveis do assunto, ou o que seria pior: má fé.
Os blogs de policiais são mais uma fonte de informação (ou “jornalismo). E você foi o primeiro, então: aplausos!!!! Como sempre dou uma olhadinha nos blogs de policiais tenho certeza que consigo ter uma visão melhor dos fatos. Fica fácil compreender a apreensão de um soltado quando em blits percebe um veículo em alta velocidade. O perigo é eminente...a possibilidade de se defrontar com mais um bonde do terror é clara. Então acho que mesmo com todo treinamento a dúvida leva ao policial a tentativa de proteger-se. E proteger-se para o policial também é atirar (não é isso?). Mas quando vemos esse tipo de ocorrência resultando em morte de inocentes que furam blits por estarem com documentos vencidos, sem documentos, ou portando algum tipo de droga ilícita, percebo que só a PM é responsabilizada pelo incidente! Então me pergunto: se o PM ATIRAR e não for um bandido, muito provavelmente, ele (o policial) será preso administrativamente, expulso, e preso criminalmente (não é isso?). Agora porque só a PM deve ser conscientizada do perigo de morte no Rio de Janeiro?
Será que não passou da hora da população ser informada dos perigos que os policiais correm todos os dias com os chamados “Bondes”? O que eles fazem e como atuam? Como fuzilam ou metralham os azuis e os charles?
Será que a PM não poderia também produzir o Manual de procedimento para a POPULAÇÃO com a PM? Como proceder em blitz, assalto, seqüestro, seqüestro relâmpago, estupro, e toda sorte de terror que vivemos hoje?
Parece que nossos soldados (sou apenas um cidadão) têm medo de agir. Medo de errar. Medo de que um tiroteio fira um inocente. Medo de ser preso. Medo de ser expulso. Medo de ser caçado. Essa é a minha percepção para aqueles que são justos e honestos. Sinceramente acho que já passou da hora de ser dito: Olha, é assim que nós policiais morremos, nos corrompemos e temos que trabalhar. Olhem parar mim como se olha para um Homem e não um para Grupo de Extermínio a serviço do Estado. Esses são meus deveres mas ESTAS SÃO AS SUAS OBRIGAÇÕES. Por que isso não é dito? Será que porque é mais fácil, mais barato e menos desgastante execrar o PM que comete um erro?
Eu não sei. De qualquer forma repito que sua iniciativa incentivou a muitos PMs a também escreverem suas versões sobre fatos policiais e políticos na que considero a mais democrática forma de comunicação: a internet.
Um grande abraço.

Anônimo disse...

Mário Sérgio, ontem eu percebi a força de sua iniciativa. É impossível atualmente falar sobre segurança pública sem passear nos blogs dos policiais. Apenas ler os jornais de grande veiculação, declaração de políticos, e estudiosos sem passear pelo mundo virtual de informação legítimo e democrático dos praças e oficiais é ignorar uma das partes mais sensíveis do assunto, ou o que seria pior: má fé.
Os blogs de policiais são mais uma fonte de informação (ou “jornalismo). E você foi o primeiro, então: aplausos!!!! Como sempre dou uma olhadinha nos blogs de policiais tenho certeza que consigo ter uma visão melhor dos fatos. Fica fácil compreender a apreensão de um soltado quando em blits percebe um veículo em alta velocidade. O perigo é eminente...a possibilidade de se defrontar com mais um bonde do terror é clara. Então acho que mesmo com todo treinamento a dúvida leva ao policial a tentativa de proteger-se. E proteger-se para o policial também é atirar (não é isso?). Mas quando vemos esse tipo de ocorrência resultando em morte de inocentes que furam blits por estarem com documentos vencidos, sem documentos, ou portando algum tipo de droga ilícita, percebo que só a PM é responsabilizada pelo incidente! Então me pergunto: se o PM ATIRAR e não for um bandido, muito provavelmente, ele (o policial) será preso administrativamente, expulso, e preso criminalmente (não é isso?). Agora porque só a PM deve ser conscientizada do perigo de morte no Rio de Janeiro?
Será que não passou da hora da população ser informada dos perigos que os policiais correm todos os dias com os chamados “Bondes”? O que eles fazem e como atuam? Como fuzilam ou metralham os azuis e os charles?
Será que a PM não poderia também produzir o Manual de procedimento para a POPULAÇÃO com a PM? Como proceder em blitz, assalto, seqüestro, seqüestro relâmpago, estupro, e toda sorte de terror que vivemos hoje?
Parece que nossos soldados (sou apenas um cidadão) têm medo de agir. Medo de errar. Medo de que um tiroteio fira um inocente. Medo de ser preso. Medo de ser expulso. Medo de ser caçado. Essa é a minha percepção para aqueles que são justos e honestos. Sinceramente acho que já passou da hora de ser dito: Olha, é assim que nós policiais morremos, nos corrompemos e temos que trabalhar. Olhem parar mim como se olha para um Homem e não um para Grupo de Extermínio a serviço do Estado. Esses são meus deveres mas ESTAS SÃO AS SUAS OBRIGAÇÕES. Por que isso não é dito? Será que porque é mais fácil, mais barato e menos desgastante execrar o PM que comete um erro?
Eu não sei. De qualquer forma repito que sua iniciativa incentivou a muitos PMs a também escreverem suas versões sobre fatos policiais e políticos na que considero a mais democrática forma de comunicação: a internet.
Um grande abraço.

Anônimo disse...

Sobre o seguestro em São Paulo recebi uma inusitada defesa de um "humanista" sobre a postura da PM de SP:


Isso não é do meu habitual, mas...hoje (isso tem 20 anos) a polícia é do GOVERNADOR DA CIDADE. É ELE QUEM MANDA. NÃO IMPORTA O QUE O PM PENSA. E GERALMENTE O GOVERNADOR é pautado pela mídia que é voltada para os Direitos Humanos.
O pessoal de Direitos Humanos no Brasil trata o sequestrador com a mesma deferencia que o sequestrado. Ou seja, não existe essa de que a vida do sequestrado é mais valiosa que a do sequestrador. Por isso aqui no Brasil não se mata sequestrador. Por isso um sequestro dura no mínimo 36 h e envolve tanta gente.
E no Brasil não se mata bandido que esteja na frente da TV. Pena quem "NINGUÉM" percebe isso.
Esse caso só deu merda porque o maluco resolveu atirar mesmo depois de 100 horas de negociação. A PM de São Paulo invadiu porque em 100 horas de negociação não consegui fazer com que o DÉBIL desistisse. Mesmo depois de 100 horas o animal obstruiu as passagens, todas as portas e janelas.
Mas e daí! Deu errado! O Maluco-Débil-Animal atirou.
E essa história de levar familiares para ajudar na negociação também é procedimento de países que "respeitam" os direitos humanos. Invariavelmente estes se tornam reféns tb. Mas e daí. Então vamu exculaxar a PM de São Paulo!!! EHEHEHEHEHEHEH!

Jessica Parreiras disse...

Caro Mario Sérgio,
como sempre não deixo de passar em seu blog, estou novamente aqui. Meu pai disse que conversou com você estes dias por e-mail.
Bom, eu não me esqueçi de você viu ? sempre que posso dou uma passadinha aqui, leio todos o posts, e du uma comentada .
Mário, talvez nos conheçeremos num futuro bem proximo, pois eu, como meu avô, estou querendo seguir a carreira da marinha. E se Deus quiser, eu irei morar ai, e passar pelos mesmos lugares que meu avô passou.
Não some não. O meu e-mail continua o antigo , lindinha130@hotmail.com ; espero manter mais contato com você .
Abraços, Jessica Penaforte Parreiras .

J@PS* disse...

Olá,sr.Mário Sérgio,eu resido no Japão há bastante tempo...a quantidade de brasileiros cometendo crimes por aqui também está assustadora,toda semana temos notícias de assaltos,espancamentos,mortes causadas por brasileiros.Brasileiros que matam e guardam corpos em refrigeradores,isto é no mínimo,assustador.Os brasileiros tem sofrido muita discriminação por aqui.Dia desses,(acredite!)o jornal noticiou um plano de um brasileiro por desentendimento com o chefe japonês,de montar uma bomba e colocá-la no local de trabalho.È difícil entender o que leva as pessoas á cometerem esses crimes,visto que aqui,quase todas as pessoas tem a mesma condição financeira(pois muitos justificam seus crimes por falta de meios para subsistência),são fatos injustificáveis,que infelizmente,muitas vezes acabam em mortes.Na minha opinião,(não sei se isso realmente funciona)o governo poderia disponibilizar cartilhas,panfletos sei lá,algumas instruções que facilitem o trabalho dessas polícias com a ajuda da população.Porque,não se sabe o que fazer pra contribuir,eu mesma já várias vezes acompanhei de perto,pois fazia o trabalho de intérprete e sinceramente,nessas horas dá vergonha viu...um grande abraço e aqui está um dos links de brasileiros que cometem crimes,caso possa interessar:
http://jp.youtube.com/watch?v=-rZnIa9mgvU

Tiago Miçanga (o Berro d'água) disse...

todo mes meu blog divulga um blog interessante o escolhido do mes foi o do senhor

http://nacaraecoragem.blogspot.com/

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Anotado, Tiago.
Obrigado.
Vou passar lá pelo seu blog e deixar um comentário.
Um abraço.