Há sete anos, precisamente no dia 07 de fevereiro de 2002, o site No.com.br publicou um interessante artigo do cantor Léo Jaime com o título Entorpecente Genérico, a respeito da legalização da maconha.
Naquela época eu me encontrava trabalhando como assessor para prevenção ao uso de drogas e dependência química, na prefeitura do Rio, e escrevi um texto para o No com refutações às teses pró-legalização das drogas.
Não vou republicar o artigo do Léo Jaime, até porque não o tenho arquivado, mas o leitor que se interessar provavelmente irá encontrá-lo na internet. Como disse, chama-se Entorpecente Genérico.
Mas, d’outra sorte, vou publicar aqui o texto que escrevi para o No.
Achei oportuno fazê-lo porque o tema voltou à baila, e há gente importante defendendo a legalização da maconha, ou mesmo das drogas, de uma maneira geral.
Como penso diferente do grupo “pró”, ou seja, não creio que a inversão do status proibitivo vá promover a redução da violência ou outra vantagem, numa consideração custo-benefício, socializo meu entendimento para discussão. Vejamos:
Por que as drogas ditas alucinógenas são proibidas ?
Com tal indagação, Léo Jaime inicia seu texto introduzindo uma dúvida sobre as substâncias que provocam alucinações, já que o “dito”, como ele proclama, não necessariamente é fato, por axioma.
Ora, a classificação científica moderna chama às drogas que provocam ilusões, delírios e alucinações, de perturbadoras, o que são, já que modificam a percepção do real das pessoas. Se o contraditório produzido pelo verbo parece irrelevante, é, todavia, de extrema importância, a pergunta em si.
Permitiríamos-nos responder que são proibidas porque convém serem proibidas, e antes que Léo Jaime morra de rir, passemos às explicações:
Há três conseqüências básicas do uso de drogas psicoativas, a saber:
A primeira, como já dissemos, é a mudança de percepção das coisas como elas são realmente por mimetizarem um dos mais evidentes sintomas das psicoses que são as alucinações, e não é de hoje que a medicina reconhece isso como nada tendo a haver com aumento da atividade ou capacidade mental, ou, ainda, as classifica como perturbações do perfeito funcionamento do cérebro. Daí, a primeira conseqüência a que nos remete o uso das drogas é o desenvolvimento de uma psicopatologia.
A segunda conseqüência diz respeito às doenças físicas que faz desenvolver. Vejamos o exemplo da maconha, considerada inofensiva pelo autor do artigo e sobre a qual ele questiona haver registros históricos de morte pelo seu uso:
1. Os usuários de três ou quatro baseados de canabis sativa, seu nome científico, sofrem de bronquite crônica com mais freqüência que os fumantes de cigarro que consomem um ou mais maços por dia.
2. Os usuários de maconha, como os tabagistas, mostram alterações na superfície das traquéias, nos tubos dos brônquios, e, as células ciliadas, que removem a poeira dos pulmões, morrem, e são trocadas por células produtoras de muco e outras que se proliferam bem acima do normal, apresentando, eventualmente, uma textura grossa, condição considerada pré-cancerosa.
3. Por possuir muitos dos mesmos agentes cancerígenos do tabaco, um cigarro de maconha, que é enrolado à mão, sem filtro, e a fumaça é presa nos pulmões por muito mais tempo quando tragada, deposita nesses quatro vezes mais alcatrão do que um cigarro comum.
4. Ataca o sistema imunológico.
5. No cérebro, inibe as células com importantes funções reguladoras dos sistemas da complexa rede de checagem e balanços do organismo; atuando no cerebelo, parte do cérebro que controla a coordenação motora, e no hipocampo, que governa a aprendizagem, provocando , da mesma forma, consideráveis danos.
A terceira conseqüência básica do uso da maconha é o desenvolvimento, com o tempo, da dependência química, mais acentuadamente psicológica, remetendo o drogadito à escravidão, quando se alternam crises depressivas e letargia, desmotivação pelos estudos e a compulsão impulsiona, não raro, ao delito, para obtenção dos recursos que permitam obter a droga, tudo com a negação do “vício”, já que um dos mais freqüentes mecanismos de defesa do drogadito é negá-lo.
Outra conseqüência que poderia confundir-se com causa está explícita nas pesquisas realizadas com usuários de cocaína, crack e ectasy, os quais, na maioria, declaram que iniciaram seu consumo de drogas ilícitas na maconha, o que fez surgir a expressão porta de entrada para outras drogas, e que por não ser um termo científico, fomenta, obviamente, toda sorte de contestação filosófica, já que permite inevitavelmente a dúvida.
Na sua defesa do uso livre das drogas declara que o comércio regular iria trazer para consumo droga de boa qualidade, fazendo supor que acabaria com o tráfico. Seguramente ele desconhece que para cada três cigarros vendidos no Brasil um é falsificado e contém tanta impureza quanto tabaco. Mas, será que nunca ouviu falar cigarro e whisky do Paraguai? Será que desconhece que a pureza de uma droga não elimina seu risco primário-direto, mas somente os adjacentes?
Bom, mas, e daí? Já sabemos que as drogas trazem tais conseqüências, as neurociências demonstraram com provas à mão; que 15.000 trabalhos científicos com sobejas evidências de tais resultados foram reconhecidos pela comunidade científica internacional, mas, ainda assim, por que devem ser proibidas ?!?
As drogas lícitas – o álcool e o tabaco – matam muito mais do que as drogas ilícitas. - ele assegura.
Mas é lógico! Com um pouco de esforço podemos concluir que o ilegal, o que provoca perdas, o que impõe pena e prejuízos por sanção, não pode ser o que impulsiona as massas ao consumo. Do contrário, valeria dizer que justamente o freio é que acelera o ponto material, ou que a lei é a principal força motriz do crime, ou, ainda, que o dique, a represa, é que dá maior vazão ao fluido.
Ora, pois aí está a razão de se manter na ilicitude – ou sob controle, no caso dos fármacos – as substâncias psicoativas. À exceção dos aplicados farmacologicamente, nas condições de estrito cumprimento dos receituários de medicação, elas representam grande perigo para a saúde das pessoas. A droga dificultada pela ilicitude tem consumo menor justamente por esse fato. Ninguém ignora que é mais fácil ter acesso a um copo de aguardente do que a uma “carreira de pó”. O álcool e o tabaco estão presentes no dia a dia das pessoas justamente por não serem proibidos.
Naquela época eu me encontrava trabalhando como assessor para prevenção ao uso de drogas e dependência química, na prefeitura do Rio, e escrevi um texto para o No com refutações às teses pró-legalização das drogas.
Não vou republicar o artigo do Léo Jaime, até porque não o tenho arquivado, mas o leitor que se interessar provavelmente irá encontrá-lo na internet. Como disse, chama-se Entorpecente Genérico.
Mas, d’outra sorte, vou publicar aqui o texto que escrevi para o No.
Achei oportuno fazê-lo porque o tema voltou à baila, e há gente importante defendendo a legalização da maconha, ou mesmo das drogas, de uma maneira geral.
Como penso diferente do grupo “pró”, ou seja, não creio que a inversão do status proibitivo vá promover a redução da violência ou outra vantagem, numa consideração custo-benefício, socializo meu entendimento para discussão. Vejamos:
Por que as drogas ditas alucinógenas são proibidas ?
Com tal indagação, Léo Jaime inicia seu texto introduzindo uma dúvida sobre as substâncias que provocam alucinações, já que o “dito”, como ele proclama, não necessariamente é fato, por axioma.
Ora, a classificação científica moderna chama às drogas que provocam ilusões, delírios e alucinações, de perturbadoras, o que são, já que modificam a percepção do real das pessoas. Se o contraditório produzido pelo verbo parece irrelevante, é, todavia, de extrema importância, a pergunta em si.
Permitiríamos-nos responder que são proibidas porque convém serem proibidas, e antes que Léo Jaime morra de rir, passemos às explicações:
Há três conseqüências básicas do uso de drogas psicoativas, a saber:
A primeira, como já dissemos, é a mudança de percepção das coisas como elas são realmente por mimetizarem um dos mais evidentes sintomas das psicoses que são as alucinações, e não é de hoje que a medicina reconhece isso como nada tendo a haver com aumento da atividade ou capacidade mental, ou, ainda, as classifica como perturbações do perfeito funcionamento do cérebro. Daí, a primeira conseqüência a que nos remete o uso das drogas é o desenvolvimento de uma psicopatologia.
A segunda conseqüência diz respeito às doenças físicas que faz desenvolver. Vejamos o exemplo da maconha, considerada inofensiva pelo autor do artigo e sobre a qual ele questiona haver registros históricos de morte pelo seu uso:
1. Os usuários de três ou quatro baseados de canabis sativa, seu nome científico, sofrem de bronquite crônica com mais freqüência que os fumantes de cigarro que consomem um ou mais maços por dia.
2. Os usuários de maconha, como os tabagistas, mostram alterações na superfície das traquéias, nos tubos dos brônquios, e, as células ciliadas, que removem a poeira dos pulmões, morrem, e são trocadas por células produtoras de muco e outras que se proliferam bem acima do normal, apresentando, eventualmente, uma textura grossa, condição considerada pré-cancerosa.
3. Por possuir muitos dos mesmos agentes cancerígenos do tabaco, um cigarro de maconha, que é enrolado à mão, sem filtro, e a fumaça é presa nos pulmões por muito mais tempo quando tragada, deposita nesses quatro vezes mais alcatrão do que um cigarro comum.
4. Ataca o sistema imunológico.
5. No cérebro, inibe as células com importantes funções reguladoras dos sistemas da complexa rede de checagem e balanços do organismo; atuando no cerebelo, parte do cérebro que controla a coordenação motora, e no hipocampo, que governa a aprendizagem, provocando , da mesma forma, consideráveis danos.
A terceira conseqüência básica do uso da maconha é o desenvolvimento, com o tempo, da dependência química, mais acentuadamente psicológica, remetendo o drogadito à escravidão, quando se alternam crises depressivas e letargia, desmotivação pelos estudos e a compulsão impulsiona, não raro, ao delito, para obtenção dos recursos que permitam obter a droga, tudo com a negação do “vício”, já que um dos mais freqüentes mecanismos de defesa do drogadito é negá-lo.
Outra conseqüência que poderia confundir-se com causa está explícita nas pesquisas realizadas com usuários de cocaína, crack e ectasy, os quais, na maioria, declaram que iniciaram seu consumo de drogas ilícitas na maconha, o que fez surgir a expressão porta de entrada para outras drogas, e que por não ser um termo científico, fomenta, obviamente, toda sorte de contestação filosófica, já que permite inevitavelmente a dúvida.
Na sua defesa do uso livre das drogas declara que o comércio regular iria trazer para consumo droga de boa qualidade, fazendo supor que acabaria com o tráfico. Seguramente ele desconhece que para cada três cigarros vendidos no Brasil um é falsificado e contém tanta impureza quanto tabaco. Mas, será que nunca ouviu falar cigarro e whisky do Paraguai? Será que desconhece que a pureza de uma droga não elimina seu risco primário-direto, mas somente os adjacentes?
Bom, mas, e daí? Já sabemos que as drogas trazem tais conseqüências, as neurociências demonstraram com provas à mão; que 15.000 trabalhos científicos com sobejas evidências de tais resultados foram reconhecidos pela comunidade científica internacional, mas, ainda assim, por que devem ser proibidas ?!?
As drogas lícitas – o álcool e o tabaco – matam muito mais do que as drogas ilícitas. - ele assegura.
Mas é lógico! Com um pouco de esforço podemos concluir que o ilegal, o que provoca perdas, o que impõe pena e prejuízos por sanção, não pode ser o que impulsiona as massas ao consumo. Do contrário, valeria dizer que justamente o freio é que acelera o ponto material, ou que a lei é a principal força motriz do crime, ou, ainda, que o dique, a represa, é que dá maior vazão ao fluido.
Ora, pois aí está a razão de se manter na ilicitude – ou sob controle, no caso dos fármacos – as substâncias psicoativas. À exceção dos aplicados farmacologicamente, nas condições de estrito cumprimento dos receituários de medicação, elas representam grande perigo para a saúde das pessoas. A droga dificultada pela ilicitude tem consumo menor justamente por esse fato. Ninguém ignora que é mais fácil ter acesso a um copo de aguardente do que a uma “carreira de pó”. O álcool e o tabaco estão presentes no dia a dia das pessoas justamente por não serem proibidos.
Seria então o caso de proibir-se as drogas lícitas, também tão perigosas?
Respondemos que progressivamente sim. Se isso fosse feito de chofre a lei, certamente, não seria respeitada, porque as águas do rio das drogas lícitas correm soltas há muito, e reagrupá-las seria tarefa dificílima. A solução, então, é ir dificultando o acesso com leis que limitem a propaganda, que impeçam o consumo em certos locais etc, e isso vem sendo feito com o apoio de setores da direita e da esquerda, não sendo motivo de disputa ideológica.
Mas, Léo Jaime tem outras provocações que deixamos de comentá-las detidamente pela nenhuma contribuição que traria à questão. Sim, afinal como refutar sua assertiva: a sociedade quer tanto a droga quanto a sua proibição?
E afinal, já morreu alguém na história deste planeta em decorrência do uso da maconha? - questiona.
De overdose suspeitamos que não. A maconha não provoca entropia no sistema orgânico por impacto, como já vimos. Todavia, de enfisema, de múltiplas formas de câncer e de toda sorte de doenças pulmonares. Ah! Sim; todos os dias!
É claro que nas estatísticas oficiais isso não aparece, até porque, o que consta nos óbitos como causa mortis já é a conseqüência (doença) do uso. Além do mais, como, com exceções, os fumantes de maconha também usam tabaco, as causas das doenças acabam sendo atribuídas a esse, pois seus usuários preferem revelar o hábito lícito e camuflar o ilícito.
Léo Jaime também conduz o leitor às seguintes indagações: o trânsito mata mais do que as drogas. Deve por isso ser proibido? A gripe é indesejável. Resolve proibir-se a gripe? Medicamentos psicoativos popularmente conhecidos como bolinhas e produtos de uso industrial como “alguns sprays domésticos “causam dependência química. Qual a razão de não estarem na lista negra ?
Arriscaríamos acrescentar às indagações do musicista uma outra, para apimentar a questão: sabemos que em passado recente um método hediondo, mas freqüente, de investigação policial, era interrogar suspeitos com a cabeça afundada numa lata cheia d’água. Devemos por isso proibir o uso indistinto da água e acabar com as latas?
Se mantivermos nosso espírito desprevenido, com o senso crítico relaxado para analisar um argumento não levando em consideração o maior número de hipóteses possíveis, talvez possamos realmente achar que a água, o trânsito, a gordura, os medicamentos, os produtos industriais, etc, são tão dispensáveis quanto a cocaína, o ecstasy e a maconha. Não atentando para que, o que os difere não é o elemento, mas o conjunto, a reunião de cada componente que faça considerar razoável sua utilização (a satisfação das necessidades humanas, a manutenção da saúde física e mental, a melhoria da qualidade de vida, o progresso científico, etc.), talvez realmente julguemos que devam sofrer a mesma reprovação, por serem, indevidamente, objeto de uso digressivo, excessivo e até criminoso.
Conclui, finalmente, Léo Jaime, declarando que: O Estado não tem o direito de se meter na felicidade ou infelicidade das pessoas.
Façamos um trato, então: O estado não se obrigará a atender e tratar os dependentes químicos, ou os quase suicidas, ou os soropositivos que declararam não terem usado preservativos e se contaminaram por isso, ou os acidentados que não usaram equipamentos de segurança no trabalho por opção, ou os afogados que se arriscaram nas praias sinalizadas com bandeira vermelha. Afinal, optaram pelo risco, e o Estado, por reciprocidade, não terá a obrigação de socorrê-los!
Não ! Não é isso ! Claro que não! O Estado tem a obrigação de atender a todos, até aquele criminoso que atirou no policial, na criança, no idoso, no presidente da república, mas que está sob sua custódia necessitando tratamento.
O Estado tem o direito e o dever de prevenir o mal do homem, mesmo de “ente para si" . Vivemos em sociedade. O ser é ser para o mundo.
Acho até que quando deixamos o orgulho e o egoísmo superarem nossos sentimentos mais saudáveis, acabamos permitindo a instalação do ódio na alma, culminando por desejar a infelicidade alheia.
Mas, desejar a própria infelicidade? É preciso estar psiquicamente muito doente para conjeturar de tal coisa!
Que por remorso e arrependimento de atitudes que tenhamos cometido, resignemo-nos com o sofrimento por conseqüência, é compreensível; que nos sacrifiquemos e nos entreguemos em holocausto por uma causa ou uma ideologia é até louvável, mas escolher ser infeliz!? Não é razoável.
Bem, acredito que este não será o único texto que publicarei sobre o assunto. O tema merece considerações muito mais profundas, devido à sua importância em diversos campos, inclusive o da Segurança Pública.
Ah! E THC é Tetrahidrocanabinol, falou?
E FHC é...
Alguém quer comentar?
17 comentários:
Pq p sr. tem esse "dom" de tornar as coisas claras e cristalinas para quem tem um mínimo de bom senso e boa vontade ? Está tudo aí, no teu texto. O sr. não deixa sem resposta os argumentos que não se sustentam a uma análise mais aprofundada e técnica, de alguém que tem conhecimento do tema. Perfeito.
O que eu fico mais chateada (ainda me dou ao trabalho de me chatear rs) é com essa coisa falaciosa de que pessoas modernas usam drogas e os caretas reprimem o uso. Me considero amplamente "moderna" (pós moderna de tão moderna)e nunca precisei fumar um beck para isso. Assim como tentam associar a imagem da bebida alcoolica a alguns simbolos, tb tentam fazer a mesma coisa com as drogas ilícitas. O maconheiro é descoladão, gente fina, bicho grilo. Para mim maconheiro é maconheiro e acabou, tem que se tratar, procurar algo mais útil a fazer na vida. E sobretudo, parar de encher a paciencia de quem quer viver em paz com esse papo de legalize já. Pô pq não vão lutar p/ legalizar a mãe deles ??? Desculpe a grosseria, mas é que enche o saco esse papo p boi dormir de quem se acha o ultimo pézinho de maconha do deserto...
Os jornais de hoje trazem a informação do rapaz da zona sul que bancava fuzil no morro e ele era viciado em maconha e o pai sabia e deixava usar em casa.
Será que Fernando Henrique FHC sabe? Será que Gabeira leu, Será que Cabral vai mudar seu ponto de vista sobre legalização?
Caro anônimo, essas pessoas não vão mudar seus pontos de vista mesmo que apresentássemos a elas dados comprovados (e não faltam) dos malefícios das drogas. No Brasil muitas vezes o que vale são interesses individuais, mesmo que para isso toda a sociedade sofra. Lantavelmente estamos vivendo uma época de inversao de valores, onde o certo e o errado se confundem ao sabor das paixões pessoais.
CEL...ACHEI MUITO INTERESSANTE ESSA POSTAGEM E PEGUEI UM TRECHO DELA PARA POSTAR EM MEU BLOG, CASO O SENHOR TENHA OBJEÇÕES A RESPEITO POR FAVOR ME INFORME QUE IMEDIATAMENTE DELETAREI..
ESCLAREÇO QUE IDENTIFIQUEI -O COMO AUTOR...
FILIPINO
Não deve ser legalizada o uso da maconha e muito menos outro tipo de drogas, pois elas levam o ser humano a desgraça.Essa de ser moderno ter de fumar ou cheirar e conto de fadas.Tenho um filho de 25 anos ,Tenente do Bope,mora comigo desde os 09 anos de idade e nunca teve a necessidade de utilizar nenhum tipo de drogas para ser moderno.O que acontece hoje é que os pais não acompaham mais seus filhos,o filho chega em casa de madrugada e os pais não perguntam onde foi ou onde estava e por ai vai,a culpa de tudo isso é a falta de zelo pelos filhos, os colocam no Mundo mas não querem ter compromisso em educar e acabamos tendo um grande número de viciados com """"""familia"""""falida,so consta no papel.
Por favor, alguém me explique a diferença entre legalizar o uso de drogas e tratar como doente o usuário. Pelo que consigo entender, as drogas estão liberadas para consumo, desde que o uso não é mais crime. Só a venda é crime, mas é fácil fugir da lei, alegando a condição de viciado. Não é a liberação das drogas, na prática?
Sr Cel
Boa Tarde.
Em primeiro lugar parabéns pelo blog, realmente muito bom.
Com relação à postagem, gostaria que esses que tanto lutam pela legalização da maconha,pudesse atender uma ocorrência onde um usuário é tido como autor.
Duvido que estariam agindo assim.
Temos ( ou melhor eles tem tantos outros assuntos para serem discutidos a favor de uma população carente ) e ficam ai,trazendo à baila este tipo de coisa.
Também,as eleições estão chegando e......
O sr agora tem um leitor assíduo
Um forte abraço
Sub Ten PMMG Marcos
Prezados comentaristas Joana, Anônimos, Sargento PMESP Filipino e Subtenente PMMG Marcos.
Agradeço honrado a presença de vocês.
A questão da legalização das drogas vai ganhar força outra vez.
A revista Época da semana abordará o assunto e podem esperar que outras o farão também.
É oportuno?
Eu creio que sim.
Bem, Filipino: pode usar o que quiser dos meus textos. Fique à vontade, até porque não são idéias minhas; ou já foram escritas e eu as li ou estão sendo "sopradas", como sei que podes entender. Só gostaria que me liberasse os seus textos também, e preciso de um endereço de e-mail seu, ok?
Marcos, obrigado por sua visita. Espero que voltes e conheça os textos mais antigos. Particularmente gostaria que conhecesses o artigo datado de 09 de setembro de 2008 intitulado "Plin Plin".
Sr Cel
Bom Dia!
Li a postagem que o sr sugeriu. Bom,na verdade não vi a reportagem ( dificilmente vejo o programa , prefiro algo mais instrutivo, sugiro a REDEMINAS ). Apenas li sobre o assunto em um informativo da minha Corporação e até onde sei ,acho que não foi pra frente.Como foi uma decisão superior, não cabe a mim,discutí-la, apesar de estar longe dos palcos do acontecimento. Sou do interior. Se me pedissem opinião, optaria por um outro projeto,voltado às crianças,cito o PROERD e outroa tantos que temos.Acredito mais em mudar, iniciando pelas crianças. Acho que o tal projeto não surtiu o efeitodesejado, mas,como disse " to longe de BH ",mas não vi mais nada por escrito. Com relação a GLOBO, até seus telejornais são ruins,nada contra a organização, apenas bato palma pelas coberturas esportivas.
Finalmente,o texto do sr tem algo haver.
Abraços
Sub Ten PMMG Marcos
Muito boa a postagem, estou aprendendo aqui com o Sr. e até com os leitores, antes que eu esqueça também sou totalmente contra as drogas, acho até que se forem legalizadas as coisas irão piorar, iremos ver as pessoas consumido drogas nas ruas, dentro dos ônibus e por aí vai.
Talvez a mesma mensagem, mas com outras palavras:
Quem poderá acreditar que liberando a venda e o porte da maconha irá acabar com a violência ligada a ela?
Enquanto existir usuários, existirá quem tenha para vender, sendo eles comerciantes devidamente legalizados ou narcotraficantes, os já conhecidos pela população fluminense, os narcoterroristas.
Por um acaso, como bem citado pelo Coronel, em razão da livre comércio de cigarros e bebidas alcoólicas as pessoas deixaram de contrabandear e de falsificar tais produtos?
Sempre haverá mercado consumidor para qualquer tipo de produto e a simples liberação não acabará com os marginais do tráfico de drogas.Sempre existirá comprador para a maconha mais barata e com menos controle sobre sua venda, sempre!Com isso, continuará existindo a guerra por pontos de venda e a prática dos mais variados tipos de crimes, tudo encoberto pelo poder das facções criminosas, que há muito tempo dominam as comunidades carentes, se valendo justamente do consumo de drogas.
Segundo, que a violência cometida pelo tráfico não está ligada só a maconha, qualquer um há de saber que quem vende maconha, também vende cocaína,crack,"loló",haxixe,e o famoso ecstasy. Depois de liberar a maconha, também deveremos liberar todas as demais?Quais novos argumentos irão desenvolver?
Temos é que controlar a venda e o uso das drogas que estão liberadas, e se um dia for possível e necessário, até mesmo proibi-las, e não liberar a circulação de outras mais.
Para usuário ou parente de usuário é fácil defender a liberação.
Procurem saber do histórico daqueles que defendem a liberação, só assim iremos descobrir suas reais preocupações e intenções, saberemos então como e porque seus argumentos foram criados e influenciados.
A Realidade do dia a dia é esta:
O Cara começa na maconha de leve ... se for pobre vai pro crack, se for de classe média ou alta vai pra Cocaína. Praticamente todos os marginais, ( traficantes, homícidas, ladrões) que são presos estão envolvidos com droga.
Até existem alguns maconheiros que não partem para outras drogas que tranquilos conseguem convíver de acordo com a lei vigente e na sociedade normal e até sair do vício mais tarde, porém o pobre que vai pro Crack ... rouba, mata acaba com tudo que vê pela frente pra arrumar dinheiro pro vício ... ou seja Crimes e Contravenções ... o ríco como não precisa cometer crimes (teóricamente) vai abastecendo as grandes quadrilhas que vão enriquecendo com a desgraça alheia .. e nós combatendo tudo isso pelo bem da sociedade.
MACONHA: Pontapé inicial de muitos crimes.
" Vocês querem liberar a Maconha Sociedade?"
Sgt Dion
Taticano PMSC
Caro Mario Sérgio,
Muito interessante o seu comentário, esta é uma questão, não obstante, extremamente difícil de ser debatida. Eu mesmo já fui contra, a favor e "talvez", ou vice-versa...
Quanto aos malefícios da droga eu gostaria de salientar que o mais óbvio (para mim enquanto observador do ponto de vista médico) é o potencial revelador de síndromes psicóticas (embora haja dúvidas se as causem em usuários não predispostos).
Digo isto porque geralmente o jovem identifica estas outras doenças que você cita como "de velho" às quais ele é (ou está) imune. Esta minha observação parte da concepção de ser importante ter uma noção clara do objeto que discutimos e usarmos os argumentos mais "penetrantes" ao público que queremos atingir.
Conhecer o objeto inclui portanto seus efeitos "benéficos" (ou medicinais) ao mesmo tempo que usar os argumentos certos inclui lembrar que nenhum medicamento pode, legalmente, ser utilizado para fins recreativos assim como todos os medicamentos possuem efeitos colaterais, alguns potencialmente fatais.
Um dos argumentos (que você cita tb) e que já me criaram simpatia quanto a legalização seria realmente o seu potencial de diminuir a violência causada pelo tráfico. Botar a culpa da violência na proibição das drogas (ou no "playboy" que vai comprar) me lembra um quadro de um velho programa do Jô Soares em que depois de uma série de argumentos ele concluia que a culpa de (quase) todos os malefícios era do boto. Sim, do boto, aquele que deflora as jovens ribeirinhas, pois o "brasileiro", nossa sociedade e as forças históricas que a regem é que não pode ter culpa de nada. E nada melhor do que um boto que quando afogado as coisas resolvem-se como milagre (que realmente é).
Drogas são um problema de Saúde Pública SIM, a proibição diminui o consumo SIM e a violência não vai parar com a legalização.
Agora quanto a FHC... Parece que ele agora resolveu tragar...
Acabo de ver uma matéria no jornal da Globo dizendo que em qualquer colégio,durante as aulas! A primeira coisa que se deve considerar é que, de fato, a proibição não existe.
É mais fácil achar um baseado do que um remédio infantil, às 3 da manhã.
O meu texto deveria ser escrito e refutado a cada argumento. sua edição desconstrói os raciocínios e os inutiliza para depois refutar.
Caro Leo Jaime
Não via a matéria, mas adianto-lhe que a generalização me pareceu preciptada.
Sobre minhas refutações ao conjunto dos seus pontos de vista, feitas por blocos condensados de idéias em destaque, coloco-me à sua disposição para debatê-las, caso queira refutá-las: é uma dialética assegurada pelo princípio da razoabilidade, julgo.
Aliás, gosto muito de sua música e meus filhos também.
Um abraço
Um dia, comentarei.Fatima Carvalho,(Alcantara/Niteroi/Londres).
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