sábado, 31 de janeiro de 2009

Barbaridade tchê!

Eu já havia lido o artigo indicado pelo comentarista do meu blog.

Fiquei pensando, desde o início, se deveria escrever sobre o escrito.

Estão lá, na Academia D. João VI, postas numa parede para serem vistas todos os dias pelos futuros oficias da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, como síntese dos valores primários exigíveis para o exercício de suas funções na carreira: Idealismo e Destemor.

É verdade que o jornalista Marcos Rolim, gaúcho, como pude comprovar na sua página na internet, não estava efetivamente referindo-se à PMERJ na crítica explícita aos valores que ele refuta como fundamentais, inerentes ou imprescindíveis à profissão PM. Ele falava à Brigada Militar de seu estado.

Aliás, ele nem critica ambos valores, esses perseguidos espiritualmente na escola de formação de oficiais da PM carioca, mas apenas um, expondo-o, implicitamente, como habilidade psicossomática.

O outro valor que ele refuta, essência das organizações hierárquicas é a obediência.

Não, não adianta vocês tentarem extrair o carnegão ideológico do texto do jornalista sem conhecerem melhor o toco teórico onde ele equilibra seu discurso anticoragem, anti-resignação e antidisciplina nos PMs, para exercício profissional.

O jornalista e político Marcos Rolim não deixa assim evidente suas intenções proselitistas, aquelas que vão diluídas na sua investida contra o ser-coragem e o ser-disciplina dos profissionais da área onde ele se nomeia “consultor”.

Para enxergar bem isso é preciso ver para qual azimute intencional ele segue, e quais as coordenadas axiológicas que guarda como ponto de estacionamento intelectual e moral, norteadores de sua fé-fundamento.

Alguma coisa eu encontrei na sua página: ele é um militante dos diretos humanos.

Só isso?

Não. É jornalista, sociólogo, escritor (A Síndrome da Rainha Vermelha: policiamento e segurança pública no século XXI” (Zahar, 2006). É autor, ainda, de “A Imitação da Política” (Editora Tchê), “Teses para uma Esquerda Humanista” (Editora Sulina) e “Desarmamento, evidências científicas” (Editoras DaCasa/ Palmarinca), militante político, ex-parlamentar, colunista, consultor, professor, colaborador, organizador de caravana etc.

Por que então eu tratei de expô-lo com essas credenciais – defensor de direitos humanos – se isso nos parece tão humano?

Simples: porque há algo que só se infere da leitura casada do seu artigo com os ingredientes de sua página; o jornalista está exibindo um credo. Ele acredita que a polícia é uma superestrutura que age contra a base trabalhadora da população, criminalizando a pobreza.

De onde tirei isso?

De sua militância na Anistia Internacional.

Anistia Internacional, lembram? Aquela ong que passa todo tempo tentando provar que a PM faz parte da superestrutura ideológica que serve à burguesia oprimindo os pobres, blá, blá, blá...

Marcos Rolim faz isso: proselitismo-ideológico com ares insuspeitos de jornalismo-ciência.

Inteligentemente, ao invés de rezar uma ladainha ele conta uma parábola.

Verdadeira?

Talvez.

Talvez verdadeira a sua parábola e simulacro a sua intenção.

Acompanhem sua história no Repórter de Crime.

O professor tem um aluno num curso de segurança pública (nos dias de hoje pululam cursos de segurança pública onde não-profissionais de segurança pública ensinam segurança pública, formando especialistas em segurança pública que se tornarão consultores de ongs de segurança pública); esse aluno tem um “familiar” que queria ser da PM gaúcha. O rapaz, segundo o relato, teria abandonado o curso de formação de soldados diante de um abuso de um oficial, o qual teria tentado constrangê-lo à humilhante tarefa de limpar um banheiro intencionalmente sujo, com excremento eqüino, logo após a estafante tarefa de limpá-lo com outros companheiros.

É sobre essa, sei lá, metáfora, ou acontecimento real, que o professor organiza e ministra sua aula sobre ética, moral, direitos humanos, formação policial, perfil profissiográfico, ethos cultural, critérios de ingresso e inventário pessoal, os ingredientes de um caldo que, em meio ao sangue, deve fluir injetado nas veias de um policial por aqueles detêm o monopólio da seringa de agulha imantada que aponta o caminho da verdade.

Para o jornalista, aquele valor que nos acompanha espiritualmente e nos impele a enfrentar o fogo das metralhadoras antiaéreas dos traficantes, como a que foi apreendida na Mangueira nesta semana com outros fuzis e granadas defensivas; aquele valor que assegura o não abandono de uma carreira que vitima um profissional por semana; aquele valor que move homens e mulheres a não se aconselharem com os receios diante do perigo real, palpável, odorizado, pressentido, deve ser desprezado com os outros que ele, Rolim, julga inservíveis. Segundo o militante, nenhum desses valores assegura a excelência na função.

Eu poderia dizê-lo não legítimo para falar de excelência policial, se colocando num lugar de conhecimento que não lhe pertence, mas não vou fazer isso.
Um usuário tem direito a análise e crítica do serviço que recebe, como um torcedor tem direito a um pitaco sobre os objetos de sua paixão esportiva. É por isso que qualquer um pode opinar sobre a melhor manobra para Filipe Massa, ou melhor lado do pé para Kaká chutar: sem ser levado a sério, claro!

Mas, quero dizer que o especialista em segurança com fundamento nas lutas de classes como motor da violência policial, segundo seu currículo, está errado em querer hierarquizar esses valores que devem residir num policial.

Rolim não sabe, mas convém que tenhamos todas as capacidades e valores que ele anuncia e mais os que ele despreza.

Devemos tê-los e cultivá-los potencialmente, para transformá-los em ato quando necessários e convenientes, em graus adequados e oportunos.

Verdadeiramente, sou meio cético que Rolim compreenda isso.

Diferentemente do professor de criminologia George L. Kirkham, que resolveu enfrentar as dificuldades do mundo prático arriscando sua pele como tira na Flórida para provar suas teses, ele, Rolim, nunca foi e nem será policial, e não pode avaliar um objeto que não revolve, como não pode sentir o calor da luz que vê, mas não experimenta tocar.

Rolim não está de todo errado quando enumera aqueles valores como os que um policial deve ter.

Ele erra na axiologia que usa por argumento, para classificar e desclassificar valores.

Ele é incapaz de compreender que talvez a limpeza do cocô de cavalo fosse uma lição até tímida de paciência, resignação e capacidade de superação frente ao Himalaia de bostas que temos que suportar na carreira, que vai do salário titica que recebemos para encarar a morte, aos discursos vazios de experiências que escutamos dos nefelibatas que tentam ensinar pai-de-santo a dar a benção.

Vou dizer uma coisa para o professor.

Aliás, vou dar a ele um rol de valores para acrescentar aos seus. São os que perseguimos no BOPE:

Agressividade Controlada, Controle Emocional, Disciplina Consciente, Espírito de Corpo, Honestidade, Iniciativa, Flexibilidade, Lealdade, Liderança, Perseverança e Versatilidade.

E coloca aí também:

Onisciência, Onipotência e Onipresença.

Ah, e o dom da ubiqüidade!

33 comentários:

José Ricardo disse...

Eu pensei em comentar, mas prefiro não. Serei desrespeitoso com o senhor, e não quero isso. Só digo que é uma pena que tenhamos oficiais que ainda pensam assim. Só iremos caminhar para trás.

milena costa disse...

Coronel,
Pelo que li naquele artigo, o tal rapaz fazia um curso na PM de Santa Catarina, não na PM gaúcha. Quanto a esta, até o Marcos Rolim (com todos os seus anos de militante e deputado do PT) não encontra muito que reclamar. Digo com orgulho: meu avô, dois tios e dois primos serviram à Brigada Militar, uma instituição que cumpre muito bem o seu papel, apesar dos escassos recursos. Minha mãe é oficial de Justiça no Crime, já trabalhou com a Brigada (aqui, oficiais de Justiça também fazem prisões, quando menos perigosas) e é só elogios para eles. Eu mesma já vi a Brigada acudir em diversas situações, com eficiência que não se vê em nenhum outro serviço público. Credito esta eficiência ao treinamento e à disciplina militar, que atenuam a frouxidão física e moral, defeito geralmente associado ao povo brasileiro.
Mas, vendo os ternos e camisas com que o Marcos Rolim aparece na mídia, entendo que fique horrorizado com a idéia de limpar um banheiro.
Um abraço!

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Caro Zé Ricardo

Não creio que você seria desrespeitoso comigo.
Conheço seu blog, seu estilo de literatura educada e estou certo de que você me refutaria no máximo na forma como estou refutando a axiológica do professor Marcos Rolin.
Estou exibindo a panela onde ele cozinha suas idéias, mas não estou tecendo considerações sobre sua conduta; não estou fazendo julgamente de seus atos, como pessoa.
Então, faça assim: refute o que você julga errôneo no meu discurso e vou atentar para cada vírgula do seu argumento para responder; concordar ou refutar.
Isso é dialética; motor da razão.

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

É verdade Milena, mas a confusão persiste, pois parece que quem o refutou inicialmente, foi Paulo Roberto Mendes Rodrigues
Coronel, Comandante-Geral da Brigada Militar.
Se souber algo mais me avise.
Abraços

José Ricardo disse...

Certo, então vamos lá. Eu já tinho lido o texto do Marcos Rolim no Blog da Insegurança, do Coronel Jorge Bengocha. O coronel Bengocha também não concorda com tudo. Nem eu. Acho que obediência, força física e destemor são importantes, sim, para um policial. Mas essa três qualidades não podem ser cegas, principalmente a obediência. A parabóla ou fato real que o Marcos Rolim narra é um exemplo disso. Vou transcrevê-la ipsis literis, ao contrário do senhor: "Um dos meus alunos no curso de especialização em segurança pública da Faculdade de Direito de Santa Maria, policial militar, me relatou um fato ocorrido com seu familiar, um jovem cujo sonho era ser policial: o rapaz havia sido selecionado pela P.M. de Santa Catarina e fazia a instrução para soldado. Um dia, sua turma recebeu ordem para efetuar a limpeza de um enorme e imundo banheiro coletivo. Os alunos se esforçaram muito e deixaram o local brilhando. Exaustos, depois de horas de trabalho, viram quando um oficial colheu quilos de estrume dos cavalos, entrou no banheiro e espalhou a carga pelo chão. O mesmo oficial determinou, então, que a limpeza fosse refeita, já que o banheiro continuava imundo. O jovem recusou-se a cumprir a ordem humilhante. Recebeu várias ameaças e, naquele momento, desligou-se da corporação. Ao relatar o fato ao Major superior imediato do oficial envolvido ouviu dele a seguinte pérola: De fato, você não tem vocação para ser policial."

No meu humilde entender, como ponta de linha, sem poder gerencial, a história mostraria a face negra dos curso de formação policial. Se acontece ou não, nós sabemos... No meu entender, o que hipoteticamente aconteceu é uma demonstração de lavagem cerebral, uma adaptação negativa ao sistema, uma forma velada de diminuir o ser humano, de tratá-lo com um ser inferior, como alguém que não pensa, como um ser irracional. Fazem isso (hipoteticamente) com um policial e depois querem cobrar-lhe que seja um policial comunitário, um policial que respeite os Direitos Humanos, etc. Não há contradição?

Respeito muito o senhor, até porque sei que combateu o crime de frente, na cidade em que os criminosos se tornaram verdadeiros guerrilheiros urbanos, narcoterroristas. Aí, principalmente, o policial deve ter destemor e coragem. Admiro muito os soldados do Rio, que arriscam a vida por menos de R$ 1.000,00. São verdadeiros heróis não reconhecidos.

De toda forma, mesmo na conjuntura de violência da Cidade Maravilhosa, o policial deve ter consciência crítica. Operações devem ter sentido, decisões devem ter sentido. Ultimamente, tenho visto policiais no Rio, escalados em postos fixos, morrendo, sendo alvo de ataques de traficantes. Morrem cumprindo ordens, obedecendo. Escrevi um conto sobre isso.

Para não ser prolixo, digo que, se a história narrada pelo Marcos Rolim for verdadeira, ela é repugnante, abjeta, e mostra o que a PM quer ensinar para os soldados: Obedeçam, cachorrinhos, bichos sem-valor!

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Ricardo, eu acreditava que você não seria desrespeitoso e você não foi. Parece que te decepcionei, mas você não me decepcionou.
Não transcrevi o texto do jornalista porque creio importante deixar um espaço para a curiosidade do leitor; assim ele busca a fonte primária. É um exercício importante em filosofia ler o autor e não somente o comentarista do autor.
Eu concordo em gênero, número e grau contigo sobre a obediência mediada pela reflexão.
Aliás, nenhuma qualidade humana que transite no consciente pode não levar em consideração isso.
Creio ser essa a essência do homem, amigo! Racionalidade!
Claro, há outras dimensões identificadas na psique, sabemo-las, mas é a razão que nos confere discernimento.
Minha refutação é à tese do jornalista em expor uma axiologia exclusiva de valores que, dependendo da hora, do momento, do contexto, da conjuntura, será, justamente, aquela exigível para nossa sobrevivência.
Estou refutando seu discurso ideológico, mas não declarado, que usa imagens de simbólico apelativo para reforçar o argumento.
Fezes, urina, mucos, submissão, isso que ele se utilizou para causar repugnância aos valores que refuta, foram retratados artisticamente por Francis Bacon (o artista e não o filósofo), com aplausos histéricos da intelligentzia pós-moderna. Foi a era Delleuziana.
Ricardo, a mesma água que mata, afoga; o mesmo fármaco que cura, intoxica. Às vezes a questão está na dose, mas a intenção tem que ser considerada, principalmente.
E, insisto, se o ato atribuído ao oficial da PM (não estou certo se gaúcho ou catarinense) tivesse um fim razoável, metafórico e propedêutico de um ensinamento de uso futuro, não teria sido o coco do cavalo que iria desqualificar sua validade, como as fezes humanas não desvalorizam a arte de Bacon, e, até digo-lhe, que o desinteresse de um instrutor pelo seu aprendiz, mesmo mascarado por bondade e respeito, pode ser fato mais grave e digno de reprovação do que a pedagogia da bosta.
Então veja: se falamos de simbólicos, com qualquer estética, falamos da mesma coisa, e aí concordo. Se falamos de coisas em si, então não falamos da mesma coisa, e, aí, sigo por caminho diferente.
Um grande abraço.
Parabéns pelo seu blog.

José Ricardo disse...

Relendo meu primeiro comentário, vi que ele ficou ambíguo. O oficial sobre quem eu referi é o Major da história, e não o senhor.
Concordo que o treinamento do policial não pode ser brando. Eu não quero um patrulheiro medroso trabalhando comigo. O policial tem quem ter destemor, coragem e vigor físico e emocional. São qualidades fundamentais.
Contudo, sou contra as humilhações. Acho que não levam a nada e só servem para diminuir a auto-estima. O que marcou na história foi o fato de, depois do banheiro ter sido lavado, um oficial ter pegado estrume e espalhado pelo chão. Para mim, isso está muito longe de ser aceitável. Entendo que é uma forma de adaptação negativa, de formar no policial uma aceitação passiva, do tipo: "Eu mando, e você obedece sem discutir." É uma forma velada de formar "apertadores de parafusos".
Nos tempos atuais, o policial tem que desenvolver o espírito crítico.
Também percebi que o Marcos Rolim usou a história como pano de fundo para outras questões. Rolim foi muito infeliz no final do artigo, insinuando que a PM "é uma superestrutura que age contra a base trabalhadora da população, criminalizando a pobreza."
O senhor não não me decepcionou. Apenas temos divergências de opiniões, somente isso. Pelo que entendi, o senhor não é contrário ao que aconteceu na história; eu sou.

milena costa disse...

Acredito que, se o Cel. Paulo Roberto Mendes contestou esse artigo, foi pelo final sobre a PM que bate em professores, bancários e colonos. Isto é um ataque à política de segurança da governadora Ieda Crusius, que não vacila na defesa da ordem e não permite abusos em manifestações de sindicatos e "movimentos sociais", muito virulentos aqui. A Brigada e o Ministério Público têm feito um trabalho exemplar em relação ao MST, vigiando-os de perto, identificando-os, descobrindo pessoas "desaparecidas" e até recapturando muitos foragidos da Justiça entre as suas fileiras. Por isto, o Cel. Mendes é odiado pelo PT e afins, que não perdem ocasião de atacá-lo, direta ou indiretamente. E ele não foge das brigas.

Joana disse...

Coronel, eu fico aqui pensando no que comentar. Mas nada há para ser dito, acrescentado a tudo o que o sr. escreveu de forma BRILHANTE.
Antes esse sr. fosse realmente um "intelectual" no verdadeiro sentido da palavra, mas hoje em dia a maioria tem apenas um arremedo de intelectualidade, construída com meia dúzia de resenha de livros e algumas frases feitas, verdadeiras "onomatopéias galiformes" ("cócócócócócó"). Qdo estava na faculdade um professor nos mandava cheirar as lâminas de vidro onde colocávamos a secreção vaginal que seriam enviadas ao laboratório. Ele falava que alguns microorganismos causadores de vaginoses poderiam ser suspeitados pelas características do corrimento que produziam, como por exemplo a Gardnerella (que produz um corrimento amarelado ou acinzentado e com um odor característico) e que ao ver a cor e sentir o cheiro poderíamos elaborar uma suspeita diagnóstica que nos seria útil se estivéssemos por exemplo numa cidadezinha perdida sem laboratório, onde teríamos que ficar esperando semanas pelo diagnóstico laboratorial. Ou seja, nenhum de nós abandonou a faculdade se achando humilhado, muito pelo contrário, sabíamos que estávamos sendo preparados para situações difíceis da vida. Fiz questão de fazer estágio também em locais onde os recursos eram ínfimos, enquanto alguns colegas só faziam em locais modernos e cheios de recursos. Eu queria estar preparanda para atuar em todas as condições, até mesmo nas mais adversas e ainda assim manter o equilíbrio. Esse rapaz que não conseguiu limpar excrementos equinos não aprendeu tantas liçõe: da humildade necessária, da paciência, do respeito a hierarquia e aos seus superiores, e de que existem coisas muito mais sujas na vida que cocô de cavalo rs rs !!! Coronel, a cada palavra tua que leio, mais aprendo, e mais o admiro. Que Deus o guarde e cubra de bênçãos.

Joana disse...

O engraçado é que eu na adolescência me aproximei de um grupo comunista, e várias vezes recebia críticas de desvios pequeno-burgueses, era só usar um perfume francês, ou ir a consulta com a analista e lá vinham críticas. Diziam entre outras coisas que na luta pelo proletariado deveríamos fazer os maiores sacrifícios pessoais e tinhamos que treinar nossa vaidade para isso. São os mesmo "intelectuais" esquerdalóides que criticam um treinamento um pouco mais árduo se este acontece em instituições do Estado. Como o Cel muito bem explicou, não é o cocô pelo cocô e sim como finalidade didática, por tudo o que simboliza. E se alguém se "desumaniza" ao limpar cocô de cavalo, bem a força interior dessa pessoa é bem frágil e qualquer coisa a "desumanizaria"...Cel. o sr. acha que intelectulóides leram de fato Gilles Deleuze ? Féliz Guatarri ? ou mesmo Foucault ? O sr. é muito otimista Cel, me permita dizer rs ... Se tivessem lido "O anti-édipo - uma introdução à vida não facista", saberiam que o próprio Foucault escreveu sobre a importância de saber "como fazer para não vir a ser facista mesmo qdo (e sobretudo qdo)se crê ser um militante revolucionário (?)".
Gostaria se me permite de citar Josemaria Escrivá em "Caminho" qdo fala sobre nossa tibieza. "Vontade.É uma característica muito importante. Não desprezes as pequenas coisas, pq através do contínuo exercício de negar e te negares a ti próprio nessas coisas fortalecerás, virilizarás, com a graça de Deus, a tua vontade, para seres em 1o. lugar, INTEIRO SENHOR DE TI MESMO. E depois Guia, lider, chefe, que prendar, que empurres, que arrastes com o teu exemplo e com tua palavra e com tua ciência e com teu IMPÉRIO", Ou ainda no mesmo livro, escreve ainda: "Não gosto de tanto eufemismo: à covardia chamais prudência - e a vossa 'prudência' é ocasião par aque os inimigos de Deus, como o cérebro vazio de idéias, tomem ares de sábios e ascendam a postos a que nunca deviam ascender".

barrim disse...

Caro Cel PM Mario Sergio,

Eu acredito que civis podem, sim, opinar e participar do planejamento, operação e suporte de ações militares, incluindo aí, as Policiais Militares. Mas aqueles devem vestir os "óculos" necessarios para tal, senão a visão sempre será míope e desfocada. Concluí um desses cursos de Segurança Pública, no meu caso, uma Pós Graduação Latu-Sensu. A maioria dos instrutores era Policial, e, principalmente, Policiais Militares. Não sei porque, mas os ensinamentos que mais absorvi foram os dos professores civis (talvez porque os militares se importaram em apenas repassar o que é dito nos bancos da APM).

E importante tambe, comandante, sabermos o que leva a essa sanha de "opinamento" e "consultismo" que vivemos. Seria a inercia e o deserto de ideias das cupulas da Segurança? Um espaço vazio é sempre ocupado e creio que nós, profissionais concursados de Segurança Publica estamos perdendo o nosso foco. Deixamos de planejar. Perdemos a estrategia. Recentemente, inclusive, passamos a preocuparmo-nos com o quê os oficiais pensam - com direito a punições disciplinares. Será que não temos mais o que nos preocupar? Enquanto isso, como o Sr. mesmo escreveu, profissionais "multidisciplinares" ocupam espaços na administração pública.

Por fim, ressaltando que não sou religioso, deixo aqui registrado uma parabola do Evangelho de S. João, que serve pra refletir o papel que o policial deveria assumir:

"Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas.Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.Eu sou a porta; se alguém entrar a casa; o filho fica entrará e sairá, e achará pastagens.O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.Mas o que é mercenário, e não pastor, de quem não são as ovelhas, vendo vir o lobo, deixa as ovelhas e foge; e o lobo as arrebata e dispersa.Ora, o mercenário foge porque é mercenário, e não se importa com as ovelhas.Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem,assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. "

Anônimo disse...

Idealismo e Destemor,sim é o que encontramos na Academia D.João VI,tenho orgulho destas palavras.Entretanto o que vem acontecendo neste Brasil é que todos nós entendemos de SEGURANÇA PÚBLICA, todos nós damos palpites.Sou Eng Mecânico e de Segurança do Trabalho e ultimamente encontramos profissionais de outras áreas querendo ensinar Segurança do Trabalho, portanto digo assim nunca chegaremos a um ponto ideal.Acredito que os civis até podem dar ou participar de reuniões de segurança pública, mas nunca , nunca quererem ensinar.Como falei em outra postagem do senhor, sou pai de um Primeiro Tenente do BOPE e sei como é duro trabalhar na área de Segurança Pública neste Brasil, quando o policial esta trabalhando e erra é espinafrado, mas quando o civil desta sociedade hipocrita esta em apuros, por exemplo briga com vizinho ou bate com o carro em outro os primeiros a serem chamados sabem quem são?os PMM, portanto meus formadores de opinião vamos olhar com bons olhos todo e qualquer policial pois todos saõ fruto desta sociedade HIPROQUITA.

HONRA A ATÉ A MORTE FACA NA CAVEIRA

DE UM PAI DE UM BOPEANO QUE FICA INDIGNADO COM TANTA BEISTEIRA QUE FALAM DAS POLICIAS,SOMENTE QUEM FILHOS, SOBRINHOS, NETOS NA POLICIA SABE O QUE É SER POLICIAL.

ATENCIOSAMENTE,

JOÃO MEIRELES,PAI DE UM BOPEANO COM AMOR E ORGULHO A SEU FILHO E A TODOS OS INTEGRANTES DESTE BATALHÃO - BOPE.

Anônimo disse...

Muito Bom o Texto e seus comentários, servem para reflexão e aprendizado.
No meu ponto de vista o Policial tem sim que ter Espírito Crítico e muitos outros atríbutos de inteligência como comentou o José Ricardo ... mas Zé o Policial tem que ser formado teóricamente bem e pscológicamente é fisicamente MUITO BEM, sabe como Zé? No pau!!! Policial tem que ser levado quase no seu instinto animal sabe porque? Porque depois lá na rua não será uma merda de cavalo que impedirá o mesmo de salvar sua pele, de seu companheiro ou de terceiro ... terá que enfrentar marginais sem qualquer valor ético ou moral, sem escrupúlos, sem qualquer respeito em cumprir qualquer lei (só quando é preso) que metem um tiro na tua cara como se estivessem tomando um copo de água e ai cara só os mais forjados aguentam a pressão e saberão o que fazer. A formação é que vai mostrar ao policial se ele serve ou não para aquilo ... Humilhações ao longo da carreira são muitas e se o cara não estiver preparado pra isso alopra.
E principalmente quem trabalha na rua no combate diário com a criminalidade que sente na pele o desrespeito ... a sujeira, tudo mais e ainda por cima tem lidar dentro dos Direitos Humanos e da legalidade com esse tipo de pessoas. ( O Coronel sabe muito bem do que estou escrevendo )
Um exemplo que me veio agora: Outro dia eu e minha Guarnição recapturamos um foragido em uma favela que estava omisiado num barraco de sua mãe .... e ela ainda gentilmente pediu para que não o agredissemos. Sabe o que ele fez: Apenas roubou um taxista pai de família e após queimou o mesmo vivo no interior do veículo. Latrocida!
Poderia escrever muitas e muitas histórias onde perto de limpar cocô de cavalo é mamão com açucar......

Dion
2° Sgt PMSC.
Cmt Grupo Tático

José Ricardo disse...

Sargento, eu também sei muito bem do que você está falando. Trabalho na rua, e já passei por dois cursos de formação.
Não é humilhante limpar merda de cavalo nem banheiro. Claro que não. Mas o banheiro já estava limpo. Se tinha um fim didático em jogar bosta no banheiro limpo, este fim era o de alienar os alunos. É o que eu penso. Existem outras formas de se desenvolver o espírito guerreiro, formas até de maior desgaste físico e emocional. Continuo com a mesma opinião, a de que a didática era ensinar o seguinte: Obedeçam, cachorrinhos, bichos sem-valor!

Carla Cardoso disse...

Caro Cel,
Falar de ideologias gera muita polêmica sempre e não vou entrar em detalhes sobre o texto do autor Marcos Rolim pelo simples fato de não conhecê-los.
Não que o considere mau autor. Apenas nunca o li como alguns outros que durante minha ainda curta existência não tive tempo de ler. E , por formação, me nego a discutir um autor tendo por base apenas um breve texto,pois assim não poderei saber de fato sua linha de pensamento e as posições que defende.Ou pior chegar a seu pensamento através de outrem.
Mas gosto e não me esquivo de falar sobre posições políticas e ideológicas.
Há algum tempo no Brasil estamos vivendo a “era” do marginal tido como o pobre coitado que, excluído pela sociedade vil, burguesa e capitalista encontra no crime a única saída para a solução dos “problemas sócio-econômicos” pelos quais passam. Cujo outro lado da moeda são as instituições militares que acusadas de truculentas, torturadoras e altamente corruptas foram ao longo dos anos sendo sucateadas o que contribuiu ainda mais para que o caos se instalasse nas cidades brasileiras das quais a que se destaca pelas proporções tomadas é a cidade do Rio de Janeiro que nascida entre o mar e o morro criou um ambiente propício para a bandidagem , pois sua geografia facilita a chegada de drogas e armamentos e a fuga desses delinquentes.
Todos sabemos que a maioria que vive nessas comunidades são pessoas de bem que acordam 4:00 /5:00 hs da manhã para trabalharem (trabalho muitas vezes braçal que exige muito esforço físico) e retornam muitíssimo tarde. O que os diferenciam da minoria criminosa é o caráter que possuem e que não os deixam se levarem pelos discursos de “dinheiro fácil e de grande quantidade para comprar os produtos usados pela patricinhas e playboyzinhos do asfalto”.
Sim, é verdade que a mídia nos bombardeia dia e noite com anúncios mil que pregam a facilidade de trocar seu carro importado por outro também importado que muito se assemelha ao “batmóvel” visto as “trocentas” funcionalidades que possuem, ou o celular que falta ligar e papear sozinho a cada lançamento.
Mas todos nós, pessoas de bem e com caráter (indiferente de credo, fenótipo ou status social), sabemos que não podemos ter tudo na vida. Podemos sim sonhar em ter. Podemos não, devemos. Porque os sonhos nos impulsionam a lutar e assim conseguimos um belo dia “vencer na vida”.
É assim que pensam as mães que deixam seus filhos em casa sozinhos (porque o Estado não cumpre seu papel adequadamente e não investe em creches públicas) para cuidarem dos filhos dos outros e ganharem HONESTAMENTE o pão de cada dia. Ainda passam o dia rezando para que quando chegarem em casa não encontre um de seus filhos mortos por causa da ação desses marginais que se intitulam “donos” dos locais onde baseiam suas quadrilhas.
Vale ressaltar sempre que se há no RJ um vasto comércio de drogas é porque há um vasto mercado consumidor e ao invés de tratarem bandidos como pobres inocentes vitimas da sociedade devem procurar meios para acabar com tráfico nem que seja legalizando e não vou entrar aqui na questão até porque não é um tema que deve ser tratado superficialmente muito menos ter soluções importadas de países cuja realidade social é outra. A legalização na Holanda, por exemplo, está gerando um caos nos serviços públicos do país que eram de excelência e como o nosso já é um caos em si. Outra saída possível seria a total criminalização com penas ainda mais severas.
Seja como for,a solução precisa ser pensada seriamente e a solução buscada deve ser tratada como um caso nacional e não como um joguinho de poder político.

Um abraço fraterno,

Anônimo disse...

Sr. José Ricardo,o limpar a merda de cavalo não vejo nada demais e muito menos é colocar o policial na seguinte situação
Obedeçam, cachorrinhos, bichos sem-valor!
este treinamento é psicologico é como falou o nosso Guerreiro de Patamo, quando o bicho pega o cara muitas vezes tem que cair ou se jogar em merda de cavalo ou de outro ser.Na minha opinião não vejo nada de mais.E os seres que trabalham em laboratorios clinicos que muitas e muitas vezes tem que cheirar fezes, laminas com escorrimento vaginal e etc?
È o que o Guerreiro falou, quando esta no confronto tudo pode acontecer e ai o bicho pega.

Boa Sorte!

João do Meier

Anônimo disse...

É meus amigos para fazerem o curso do Bope e da Cia Cães realmente tem que ser muito e muito MACHO,pois essa merdinha de cavalo não é nada.Fiz os dois e acho e tenho a certeza que foram os cursos que melhor preparam um verdadeiro GUERREIRO, pois é LÁ que sentimos a necessidade do dioa a dia, pois lutar contra direitos humanos e bandidos nós aprendemos nestes cursos.TEM QUE SER MACHO,TEM QUE ACREDITAR,SAIMOS PREPARADOS PARA TUDO.

CAVEIRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Prezados comentaristas: Barrim, Joana, Milena, João do Méier, Carla Cardoso, Dioncarlos e anônimos.

Primeiramente meus agradecimentos por suas presenças e contribuições com os comentários. Esta é a proposta principal do meu blog: a análise das idéias e sua exposição pelo diálogo. Eu publico um artigo e vocês o enriquecem com opiniões. Algum de nós terá a melhor opinião? Quem saberá?
Aprendi que a filosofia chama a isso, a essa coisa de opinar sobre algo, de dóxa. Se a opinião for abalizada, com rigores lógicos ou científicos, ela a chama episteme. Não estou dizendo isso para bancar o professor de nada, mas o que aprendo busco socializar, na medida do possível, e transformar “tudo” em novo motivo de “razoável” discussão.
Tentando agregar alguma coisa sobre o que todos disseram, vou usar duas expressões bem conhecidas também da filosofia, da literatura e das ciências sociais. São elas: significante e significado.
Essas duas palavras, que um estudioso considerou “as duas faces do símbolo”, estão presentes na discussão que se fez sobre o texto.
Por exemplo, eu acho que deve haver uma janela para se permitir à hipótese de se entender a ação narrada pelo professor Rolim com um significado pedagógico válido, ou seja, a de que o oficial quisesse trabalhar o espírito de grupo entre os policiais, ainda indivíduos, ainda sem um cimento identitário, impondo-lhes uma tarefa angustiante (por conseqüência do significante), mas possível, principalmente se cada um superar sua individualidade em proveito do coletivo. Em uma frase: um por todos e todos por um!... ainda que na “merda”.
Mas, por outro lado, se o significado da ação fosse outro, se a pretensão fosse diminuir, exibir a cada um suas “desinportâncias” dentro daquele coletivo em que eles estavam se inserindo, aí julgo que a ação foi abjeta, deplorável e criminosa.
Se sou defensor de hipóteses absolutas e universais, esclareço que eles pertencem ao universo do inamovível, ou da essência.
Todavia, no mundo sensível convém olhar para os contextos, e aí cabe sim, relativizações.
O grande risco é olhamos o texto do professor sem considerarmos sua intenção político-ideológica e desprezarmos os significados possíveis do símbolo.
E vamos em frente!

Anônimo disse...

Antes de qualquer análise, é bom que se diga o seguinte: vocação é a palavra-chaves para ser Policial ( Militar, Civil, Federal, Caveira, Covencional, etc...), Vocação!
Tenho a certeza absoluta de que tanto o digno Coronel Mário Sérgio quanto o digno Sargento Dioncarlos irão me entender.
Não dá para explicar, o que se sente ao vestir uma farda.
Não há uma só palavra que possa expressar o mínimo de sentimento que temos, ao vesti-la, a nossa boina, enfim.
Somente nós ( NÓS, POLICIAIS!! ), sabemos o que é isso. Respeito todos, que passaram por Cursos, estão nas ruas, mas, amigo: é na hora que o chumbo tá comendo, é que damos valor á vida. Todos nós estamos de saco cheio de excutar críticas, de tanta corrupção, roubalheira, sacanagem, dentro e fora da Polícia, em todo e qualquer ente público. NÓS,POLICIAIS, queremos um mínimo de decência ( ganhar melhor ), ter a certeza de que: nossos filhos(as) e esposas, não irão passar necessidade ao morrermos, enfim: quem quiser ficar discutindo o sexo dos anjos", " a cor do cavalo branco de napoleão", que fique. Eu, tenho mais o que fazer e com certeza, o Coronel Mário Sérgio e o Sargento Dioncarlos também, afinal: " Guerra sem tréguas, Heróis anônimos ".

Abs!

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Milena, relendo os comentários me detive no seu sobre a polêmica entre o Jornalista e o Comandante Geral da Brigada Militar.
Esclarecedor para uma boa compreensão do todo.
Obrigado.

milena costa disse...

Infelizmente, Coronel, ninguém sabe o que passa nesta parte de baixo do mapa do Brasil. Nem o Jorge Antônio Barros, ao reproduzir o artigo, devia saber que tinha um fim político preciso: tachar de "incompetente" e "covarde" aquele que "manda bater" em colonos etc.
A Veja da semana passada traz uma notícia muito velha por aqui, sobre um "manual" do MST, uma das descobertas da BM numa operação brilhante, com muita inteligência e nenhuma violência. Noutra feita, quando integrantes da Via Campesina tentaram invadir e depredar um supermercado, foram devidamente reprimidos. Quando o MST ameaçou invadir uma fazenda produtiva pela nona vez, centenas de policiais foram deslocados para os confins do Estado durante um mês, a um custo alto, numa guerra de paciência vencida pela lei.
A maioria aplaude uma polícia que, enfim, não se omite nesses casos. Mas, como o senhor sabe, a gritaria dos partidários da desordem é alta e ecoa pelo Brasil afora... pois os da "seita" sabem se comunicar.
Para finalizar, lembro apenas que é prática comum dos "colonos" do MST espalhar fezes humanas nas sedes das fazendas que invadem. Com as melhores intenções... e sem ofender nem humilhar os donos da casa, que limpam a bosta depois. Claro que o pobre colono não deve ser reprimido! O povo gaúcho não perdoa incoerências... por isto, a "seita" vai mal por aqui. Só falta irem infernizar o Rio, como outra estrela decadente que saiu daqui para bagunçar o Rio há muitos anos.
Um abraço, Coronel, e desculpe se a minha indignação me faz estender demais o discurso.

milena costa disse...

Coronel,
Faço uma retificação, para ser justa: a Brigada Militar nunca se omitiu em caso algum. Se houve omissão em fazer cumprir as leis, foi dos governos anteriores.

Anônimo disse...

É CORONEL MÁRIO SERGIO,CADA VEZ PIOR.VEJA O QUE A SOCIEDADE HIPÓCRITA FEZ COM OS NOSSOS HOMENS DA PMERJ,UMA VERGONHA,SÃO ESSES BACANAS DE IPANEMA QUE CHEIRAM COCA E FUMAM MACONHA QUE ESTÃO SEMPRE DE BRANCO PELA PAZ NA PROPIA IPANEMA MAS VEJAM O QUE FAZEM QUANDO ESTÃO FORA DA LEI.ESTOU DE SACO CHEIO,ISTO É FALTA DE VERGONHA, FALTA DE EDUCAÇÃO E FALTA DE FAMILIA.LEIAM SAIU AGORINHA NO JORNAL O DIA.EU COMO CIDADÃO ME SINTO AGREDIDO.



04/02/2009 01:21:00

Policiais são agredidos por coibir uso de drogas na praia

Banhistas jogam latas e garrafas em PMs, que prendem três em Ipanema

Rio - Policiais militares que patrulhavam a Praia de Ipanema, ontem à tarde, foram agredidos por banhistas quando tentaram prender um jovem que fumava maconha na altura do Posto 9, por volta das 17h30. Segundo os PMs, um casal de turistas de Belém denunciou que, na altura da Rua Vinicius de Moraes, havia várias pessoas consumindo a droga.

Quatro policiais, em três triciclos, tentaram, então, abordar um rapaz que, segundo eles, enterrou na areia um cigarro de maconha. No momento em que dava voz de prisão ao jovem, um dos policiais foi atingido por uma lata de cerveja no rosto. No mesmo momento, começou um tumulto, com vaias e banhistas atirando cocos, latas de cerveja, garrafas d’água e copos. Segundo os PMs, em 10 minutos, cerca de 300 pessoas cercavam os policiais na areia e lançando objetos.

Os PMs decidiram pedir reforço e, em poucos minutos, chegaram 16 homens do Grupamento Especial de Policiamento de Praia. Eles também foram agredidos e conseguiram deter três pessoas — todas acusadas de participar da baderna e das agressões.

Foram levados para a 14ª DP (Leblon) o vendedor de mate Giovani de Souza Moraes, 20, o estudante e morador de Ipanema Carlos Eduardo Lima Bacha, 23, e Alcir Ferreira Figueiredo, 34 anos. No momento da detenção, segundo os PMs, Carlos Eduardo teria dito aos policiais que “eles não sabiam com quem estavam falando” e que não poderiam prendê-lo. Ao todo, a confusão e o quebra-quebra duraram cerca de 10 minutos. Os três detidos foram autuados por desacato, resistência e lesão corporal. A viatura da PM que foi chamada ao local teve o retrovisor do lado do carona quebrado e duas das portas empenadas.

A delegada Tércia Amoedo, da 14ª DP, afirmou que há informações de que o tráfico de drogas está aumentando muito na praia e que, atualmente, drogas são oferecidas na areia. “Temos informações de que há participação de vendedores ambulantes no fornecimento de drogas a consumidores”, disse a delegada.


joão meireles
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M.H disse...

Não me aprofundando nas esferas filosóficas e políticas do tema, gostaria de chamar a atenção de que como tudo na vida, muito melhor que a teoria é a prática.

Considerando a afirmação acima defendo a idéia de que seja complicado uma pessoa que não esteja envolvida diretamente na realidade de Segurança Pública, uma pessoa que esteja apenas apegada ao que teses e ideologias lhe digam, consiga entender a mensagem por de trás da ordem de se limpar um banheiro, mesmo que este tenha sido sujo de forma proposital.

Um policial, pelo menos aqueles que estão nas ruas, com sua função primordial, de sim, combater ou evitar o crime, devem estar preparados psicologicamente para todas as intempéries que lhes forem apresentados durante sua missão. Rastejar dentro de tubulação de esgoto, andar por dentro de um chiqueiro e entre outros contatos com fezes humanas e animais que muitas vezes se faz necessário durante uma operação policial no interior de comunidades carentes, principalmente.

Não dizendo que policiais devem aprender a obedecer como: " cachorinhos, bichos sem valores!!". Nunca!!

Devemos ter sim o senso crítico bem desenvolvido e a auto estima bem fortalecida, tendo em vista que se dependermos de nossos governantes e da maioria da sociedade "civil",teremos sérios problemas com isso. Agora, obedecer ordens devem ser sim aprendidas, até mesmo as que parecerem, em um primeiro momento ,desconfortáveis ou humilhantes. Até porque muitas missões desconfortáveis ou as vezes até com caráter humilhante serão necessárias serem desempenhadas em pró da ordem e da paz na sociedade.

Espero ter me feito entender e volto a dizer, para aceitar e compreender só vivendo.

obs.: Também concordo que existem aqueles que se utilizam da forte hierarquia e disciplina militar para cometer abusos e prefiro acreditar que não foi o caso citado na Brigada Militar.

Anônimo disse...

Coronel Mário Sergio,

Com todo o respeito que tenho pelo senhor, não consigo entender certas condutas ou lógicas. Noutro dia vi uma jovem jornalista no programa do Amauri Júnior dizer que não faz sentido o Estado lutar pela saúde da população na proibição das drogas se utilizando de armas letais. Como se fosse uma troca injusta: Pessoas morrem para proteção de alguns pulmões.
Eu acho que essa lógica faz sentido. Ela ainda comentou que a questão da proibição das drogas está sendo revista pela ONU. É lógico que tem toda aquela questão dos tratados internacionais e a difícil tarefa de controlar as Drogas hoje ilícitas num mercado regular. Mas o conceito tem sentido, eu acho.

Hoje, dia 04/02/2004, Dez pessoas morreram na proximidades da Favela da Coréa. Acho que vai sair na mídia que Dez pessoas foram mortas na Guerra Contra as Drogas.

Eu me pergunto. A Polícia matou (num sentido mais amplo)Dez pessoas por estarem vendendo Drogas? Aí realmente é uma troca injusta.

Agora tomando por princípio que somente o ato de vender entorpecentes ilícitos não dá a PM legalidade para matar, é muito mais inteligente vender drogas desarmado. Faz pouco tempo jovens de classe média de Niterói foram presos por venda ilegal de drogas pela Internet. Nenhum deles portavam armas.
Novamente me pergunto: Se a escolha de se vender drogas tem relação direta com a questão da sobrevivência, porque tentar sobreviver numa atividade tão perigosa? O tempo médio de vida de um traficante é muito reduzido. Então não há sobrevivência alguma aí. Tão pouco enriquecimento.

Daí, nada faz sentido.

Será que a sensação de poder experimentada por esses jovens nas suas áreas de atuação se sobrepõe a qualquer racionalidade? Então pouco importa se serão as drogas, transportes ilícitos, taxas cobradas às empresas, gato net, venda de gás ou qualquer outro tipo de ilicitude, todos serão recursos para transferência de poder. Na verdade teremos então o combate não contra as drogas mas sim contra as Organizações Criminosas (num sentido mais amplo).
Será que devemos estudar o porquê da necessidade de poder por estes jovens para conseguirmos reduzir efetivamente os confrontos?

Numa visão mais mediática estancar qualquer tipo de ilicitude que seja usada para manutenção ou propagação do poder pelas armas será eficaz para o enfraquecimento destes grupos (embora sempre haverá um financiador).
Mas verdadeiramente, por que esses jovens têm tanta sede pelo Poder? Por que tanta agressividade? Acho que neste ponto a PM Nunca será eficaz.

Um cordial abraço.

Joana disse...

Cel. Mário Sérgio, sobre a sua análise, considerando as duas possibilidades sobre a conduta de limpar excremento de cavalos. Entendemos que no primeiro caso, se o professor tivesse a desejo pedagógico, seria aceitável que os alunos se submetessem ao treinamento. No segundo caso, SE "o significado da ação fosse outro, se a pretensão fosse diminuir, exibir a cada um suas “desinportâncias”", MESMO assim seria aceitável se submeter ao treinamento, por DOIS motivos: primeiro, mostrar ao professor, a si mesmo e a quem tivesse observando que não são as situações humilhantes que nos desumanizam, ou nos diminuem e sim, nós mesmos, num processo de internalizar a opinião do outro sobre nós. Segundo motivo para aceitar o treinamento, entender que a vida irá nos oferecer no dia a dia, inúmeras situações humilhantes e que devemos sair delas com a mesma dignidade que entramos, pois a nossa dignidade não está no meio externo, está no que valorizamos em nós e no mundo. Já tentaram me humilhar diversas vezes e a cada uma delas eu sai mais forte. Não pq eu corri da situação, mas pq consegui atravessá-la com dignidade. Se me dessem cocô de cavalo para limpar, eu limparia, terminaria o treinamento, sairia vitoriosa e olharia para o professor cantando INTERNAMENTE "apesar de vc amanhã há de ser outro dia... como vai suportar vendo o céu clarear sem lhe pedir licença...". Apesar de quem nos tenta humilhar, devemos ser mais fortes e não é fuzindo da bosta de cavalo que esse rapaz conservou sua dignidade. Esse rapaz seria muito mais FORTE, muito mais DIGNO, se atravessasse o treinamento e conservasse sua dignidade e amor próprio. "É no fogo que se prova o ouro e nas dificuldades que se prova o Homem"

Anônimo disse...

Meus senhores, até nunca vi MP atuar para averiguar o assassinato de qualquer Policial e muito menos averiguar o pq de um Policial Militar ganhar pouco.
Mas acabaei de abrir a internet e me deparo com a preocupação do MP abrir averiguação no caso ocorido ontem nas comunidades da Zona Oeste.Realmente podemos observar que bandido tem todos os direitos nesta Terra Abençoada por Deus e que os Policiais é que são bandidos.Leiam e tirem suas conclusões,mais um ato do MP a favor da BANDIDAGEM.

05/02/2009 15:17:00

MP vai investigar mortes em favelas da Zona Oeste


Rio - O Ministério Público Estadual vai investigar as mortes que ocorreram durante operação da polícia civil em favelas da Zona Oeste, nesta quarta-feira. Dez pessoas foram mortas, mas segundo o Tribunal de Justiça nove delas não tinham antecedentes criminais.

Para as 16 horas está prevista uma coletiva com o procurador de Direitos Humanos, Leonardo Chaves, e o presidente da OAB-RJ na sede do MP.

Dez suspeitos de tráfico de drogas, entre eles dois menores, morreram em confronto com policiais civis e militares nas favelas da Coréia, Vila Aliança, Rebu e Taquaral, na Zona Oeste. Com apoio da PM, cerca de 300 agentes de delegacias escpecializadas vasculharam ruas e casas nas quatro comunidades à procura do chefe do tráfico Márcio da Silva Lima, o Tola.

Dez escolas e seis creches da rede municipal em Senador Camará, Bangu, Santíssimo e Jabour ficaram fechadas, deixando mais de 6 mil crianças sem aulas no primeiro dia do ano letivo. Na operação, houve sete presos e a apreensão de 11 armas e oito granadas. Uma mulher foi ferida por bala perdida.



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João Meireles

Anônimo disse...

MINHA PERGUNTA,AONDE FICAM OS DIREITOS HUMANOS DOS POLICIAIS?NUNCA OUVI OU LI QUE ESSE DEPUTADO TENHA CONVOCADO OS DIREITOS HUMANOS PARA DESVENDAR ASSASSINATO OU MORTE EM COMBATE DE POLICIAIS.senhor deputado ,pelo AMOR DE DEUS,TEMOS OUTRAS COISAS MAIS IMPORTANTES A RESOLVER.POR EXEMPLO O AUMENTO E TERINAMENTO DA CORPORAÇÃO PM,ABRA UMA SINDICÂNCIA NA ASSEMBLEIA MEU CARO.

05/02/2009 17:54:00

Molon convoca Comissão de Direitos Humanos para discutir mortes na Coréia


Rio - O deputado Alessandro Molon, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, encaminhou hoje à Secretaria Estadual de Segurança Pública ofício com o pedido de cópia dos laudos cadavéricos dos 10 homens mortos durante a operação policial de ontem, na Favela da Coreia, na Zona Oeste.

Molon convocou ainda para segunda-feira, às 15h30, os deputados da Comissão de Direitos Humanos para votar a proposta de convocação de audiência pública com a presença do secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, para falar sobre as mortes ocorridas durante a operação policial.

- É fundamental que o Estado esclareça os detalhes da operação e as circunstâncias em que se deram as mortes. Por esta razão estou propondo a realização da audiência pública e a convocação do secretário e requerendo cópias dos laudos cadavéricos – disse Molon.


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JOÃO MEIRELES

Anônimo disse...

SR. CORONEL, É LAMENTÁVEL A POSTURA DO GOVERNADOR.ELE TEM UM HABITO QUE NÃO CONDIZ COM A EDUCAÇÃO DO VELHO CABRAL.COMO UMA PESSOA QUE É GOVERNADOR DESTE ESTADO ACUSA UMA OUTRA PESSOA DE MARGINAL SEM ANTES SABER DE SEUS ANTECEDENTES E POR QUAL MOTIVO ACONTECEU O FATAO?SERÁ QUE TODOS OS POLICIAS DESTA SOCIEDADE HIPOCRITA SÃO MARGINAIS ?A MATERIA QUE FOI PUBLICADA NO JORNAL O DIA ME COLOCA NO FUNDO DO POÇO COMO CIDADÃO QUE SOU.NÃO TENHO CONDIÇÕES DE ESCUTAR UMA ABERRAÇÃO DESTAS.É LAMENTAVEL MAS CADA POVO TEM O GOVERNO QUE MERECE.GOSTARIA MUITO QUE O MP INVESTIGUE ESTES FALATORIO DO governador E QUE O TENENTE PELAS VIAS LEGAIS O LEVE A JUSTIÇA.O TENENTE PELO QUE EU LI E AS NOTICIAS DE HOJE SIMPLESMENTE SE DEFENDEU,SERA QUE DEVERIA TER LEVADO OS TIROS DO INSPETOR DA POLICIA CIVIL E MORRER?CHEGA DE BLABLABLA.PARA COM ISSO, PEDE PARA SAIR PELA PORTA DOS FUNDOS JÁ MEU CARO.DE UM CIDADÃO INDIGNADO COM ESSA ATITUDE.

JOÃO MEIRELES



LEIAM

06/02/2009 12:41:00

Cabral chama policiais envolvidos em morte de inocente de 'inconseqüentes'


Rio - O governador Sérgio Cabral disse que vai acompanhar de perto as investigações sobre o caso ocorrido na manhã desta sexta-feira, na Vila da Penha, onde uma discussão entre um inspetor da Polícia Civil e um tenente da Polícia Militar terminou com dois mortos, entre eles um policial civil e uma adolescente de 18 anos.

"Foi uma incidente de bar envolvendo inconseqüentes e irresponsáveis. O sujeito que trabalha na segurança pública precisa ter uma dupla preocupação, mesmo quando estiver à paisana. Ele tem todo direito de estar no bar, mas não pode se comportar como um marginal", disse o governador.

Joana disse...

Vim aqui conferir se havia uma nova postagem. Gosto de ler o que o Cel escreve. Pena que ele não posta mais amiúde.

Anônimo disse...

Ao invés de os Oficiais da PMERJ, ficarem praticando o "oficial pode tudo", poderiam colocar os alunos dos cursos de formação na sala de aula tendo aula de Legislação, pois já ficou comprovado que o policial do Rio é mal formado, e essa formação e dada na grande maioria por oficiais, inclusive aulas de tiro. Ficando assim comprovado a incompetência destes para ensinar. Por isso ao invés de darem alua, jogam estrume de cavalo para os outros limparem, pois assim, não tem sua didática questionada, como não tem inteligência se impõem pela força. Por isso que a moda agora no Rio e acionar judicialmente. Processo neles!!!!

Anônimo disse...

Na PM do Rio nada funciona. O policiamento é ineficiente. só atende interesses de alguns. Eos oficiais se acham superiores intelectualmente aos demais por fazer um curso de três anos, que não sei porque é considerado nível superior!! Pois já ficou comprovado que é ineficiente. Pois, os Policiais que atuam nas ruas são formados por eles!! Teria que haver uma mudança. Apenas pessoas com nível superior poderia ser oficial da PM. Dividir por áreas de atuação e abrir concurso. Por exmplo, o oficial que fosse trabalhar na área adminstrativa, seria formado em administração. Ao invés de ser formado e marchar, correr e fazer barras e flexões, teria um curso de formação realmente superior. Combatente, qualquer formação. Seção Judiciária e unidades de correição, formados em Direito, formado em Direito!! Assim teríamos uma polícia de valor!! Na área de saúde entram já com nível superior, fazem curso de 03 ou 06 meses e saem 1º Tenente. Enquanto o da APM, tem que ficar 08 meses com aspirante sendo avaliado, pois mesmo após um curso de três anos a PM não sabe se o formou direito e tem que testá-lo.

sérgio disse...

E aqui no RJ?ATENTADO A DIGNIDADE HUMANA E AOS DIREITOS HUMANOS.



Fui um dos acusados inocentes da chacina de Vigário Geral em 1993. Preso disciplinar por "não atualizar endereço". No CD (conselho disciplinar /ADM) provei tê-lo informado, entretanto fui excluído pela acusação da chacina. Vários princípios constitucionais do artigo 5º da Constituição da República Federativa Brasileira foram feridos, “O DEVIDO PROCESSO LEGAL”, entre outros.de igual gravidade, como também tratados internacionais ratificados pelo Brasil. Libelado por não informar endereço, entretanto excluído pela chacina sem ser ainda julgado (Tribunal de exceção). No BP-Choque prestei depoimento sob efeito de tranqüilizantes, no CD (conselho disciplinar), com conhecimento dos oficiais, membros. No BP- Choque fomos torturados com granadas de efeito moral às vésperas do depoimento no II TJ, cujos fragmentos foram apresentados à juíza, que enviou a perícia, consta nos autos, mas nada aconteceu conclusivamente. Na véspera do natal de 1993, quando transferido para a POLINTER, protestei aos gritos a injustiça e no curso fui enviado ao hospital de loucos, em Bangu, mas por não ter sido aceito, retornei e, em dias, fui transferido para Água Santa. Neste também fui agredido e informei no dia seguinte em juízo, estando com ferimentos, mas nem fui submetido à perícia. Transferido para o Frei Caneca (UPE), pude ajudar a gravar as fitas com as confissões cujas 23 inocentes puderam alcançar a liberdade e, transferido para o CPI/PM (COMANDO DE POLICIAMENTO DO INTERIOR). Após a perícia das fitas, fui solto provisoriamente; Dei entrevistas me defendendo e tive minha liberdade provisória caçada e enviado ao 12ºBPM, acredito, para me silenciarem. No júri fui absolvido. Meus pedidos de reintegração nunca foram respondidos até há alguns dias, quando um Coronel PM informou via correspondência que meu direito processual havia precuído, esperaram o tempo passar para não discutirem o meu direito material. Tive um filho com 18 anos, assassinado por vingança, tive vários atentados e um deles me aleijou a perna esquerda, com limitação parcial, sofro de diabete, enfartei aos 38 anos, possuo um tumor na tireóide. Tento reintegração em ação rescisória Processo No 2005.006.00322 TJRJ com pedido de tutela antecipada para cirurgia no HPM buscando extração do tumor.Portanto vários atentados à minha dignidade humana e direitos constitucionais indisponíveis foram cometidos. As pessoas responsáveis nunca responderão por diversas prisões de inocentes? Afinal foram 23 inocentes presos (PROCESSO VIGÁRIO I) por quase quatro anos com similares seqüelas. Ajudem-me a resgatar minha dignidade. No menor prazo possível estarei providenciando os documentos, todavia esclarece que alguns destes, foram extraviados, quando sofri o assalto descrito na denúncia, cujos foram levados no carro que me levaram; seria necessário desentranhamento dos meus depoimentos no processo da chacina do II TJ. A injustiça queima a alma e perece a carne!Com fundamentos na CRFB, artigo 5º; 127º; 129º, I, II, e VII; na LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 106/03, artigos 36º; 37º, I, II, III; 38º, I e III e IV; 39º, VIII e os tratados internacionais de Direitos Humanos, suplico providências para que os transgressores respondam na forma da lei as violências, levando também em conta os Direitos Humanos do noticiante, destas irregularidades.


ATTEMPTED AGAINST THE DIGNITY HUMAN BEING AND TO THE HUMAN RIGHTS. I was one of the defendant innocent of the slaughter of General Vicar in 1993. Prisoner to discipline for “not bringing up to date address”. In the COMPACT DISC (advice to discipline /ADM) I proved to have informed it, however I was excluded by the accusation of the slaughter. Some principles constitutional of the article 5º of the Constitution of the Brazilian Federative Republic had been wounded, “DUE PROCESS OF LAW”, among others .de equal gravity, as well as treated international ratified by Brazil. Articulated for not informing address, however excluded for the slaughter without still being judged (Court of exception). In BP-Shock I gave deposition under effect of tranqüilizantes, in the COMPACT DISC (advice to discipline), with knowledge of the officers, members. In the BP- Shock we were tortured with garnet of moral effect to the eves of the deposition in II the TJ, whose fragmentos had been presented the female judge, who sent the skill, consist in files of legal documents, but nothing it happened conclusive. In the eve of the Christmas of 1993, when transferred to the POLINTER, I protested to the shouts the injustice and in the course I was sent to the hospital of insane people, in Bangu, but for not having been accepted, I returned e, in days, I was transferred to Water Saint. In this also I was attacked and I informed in the following day in judgment, being with wounds, but nor I was submitted to the skill. Transferred to Frei Caneca (UPE), I could help to record ribbons with the confessions whose 23 innocents had been able to reach the freedom and, transferred to the CPI/PM (COMANDO DE POLICIAMENTO OF the INTERIOR). After the skill of ribbons, I was untied provisorily; I gave interviews defending me and I had my free on parole hunted and envoy to 12ºBPM, believe, to be silenced. In the jury I was acquitted. My order of reintegration had been never answered until has some days, when a Colonel p.m. informed way correspondence that my procedural law had pretakes care of, had waited the time to pass not to argue my material right. I had a son with 18 years, assassinated for revenge, had several attempted against and one of them it crippled me the left leg, with partial limitation, I suffer from diabetes, I glutted to the 38 years, I possess a tumor in tireóide. I try reintegration in action for rescission Process In the 2005.006.00322 TJRJ with order of anticipated guardianship for surgery in the HPM searching extration of the tumor. Therefore several attempted against to my dignity unavailable human being and constitucional laws had been committed. The responsible people never will answer for diverse arrests of innocents? After all they had been 23 imprisoned innocents (PROCESS VICAR I) per almost four years with similar sequels. They help to me to rescue it my dignity. In the lesser possible stated period I will be providing documents, however it clarifies that some of these, had been embezzled, when I suffered the described assault in the denunciation, whose they had been led in the car that had taken me; it would be necessary removal of my depositions in the process of the slaughter of II the TJ. The injustice burns the soul and perishes the meat! With beddings in the CRFB, article 5º; 127º; 129º, I, II, and VII; in the COMPLEMENTARY LAW STATE Nº 106/03, articles 36º; 37º, I, II, III; 38º, I and III and IV; 39º, VIII e os tratados internacionais de Direitos Humanos, suplico providências para que os transgressores respondam na forma da lei as violências, levando também em conta os Direitos Humanos do noticiante, destas irregularidades.


ATTENTÉ LA DIGNITÉ HUMAINE ET AUX DROITS HUMAINS. J'ai été un des accusés innocents de la tuerie de Vicaire Général en 1993. Arrêté il discipliner par « ne pas moderniser adresse ». Dans le COMPACT DISC (Conseil disciplinaire /ADM) j'ai prouvé l'avoir informé, néanmoins ai été exclu par l'accusation de la tuerie. Plusieurs principes constitutionnels de l'article 5º de la Constitution de la République Fédérative Brésilienne se sont blessés, « la DUE PROCÉDURE LÉGALE », entre autres .de égale gravité, comme aussi traités des internationaux ratifiés par le Brésil. Articulé ne pas informer adresse, néanmoins exclu par la tuerie sans être encore jugé (Tribunal d'exception). Dans le BP-Choque j'ai prêté dépôt sous effet de tranqüilizantes, dans le COMPACT DISC (Conseil disciplinera), avec connaissance des agents, des membres. Dans la BP- Choc nous avons été torturés avec des grenades d'effet moral aux veilles du dépôt dans II TJ, dont les fragments ont été présentés la juge, qui a envoyé de l'habileté, consistent nous actes, mais rien il n'est pas arrivé concluantement. La veille du Noël de 1993, quand transféré pour POLINTER, je proteste aux cris l'injustice et en le cours j'ai été envoyé à l'hôpital de fous, dans Bangu, mais ne pas avoir été accepté, je suis retourné et, des jours, j'ai été transféré pour Eau Saint. Dans celui-ci aussi j'ai été agressé et ai informé le jour suivant dans jugement, en étant avec des blessures, mais ni j'ai été soumis à l'habileté. Transféré pour le Frei Canette (UPE), j'ai pu aider à enregistrer les rubans avec les confessions dont les 23 innocentes ont pu atteindre la liberté et, transféré pour la CPI/PM (COMANDO DE POLICIAMENTO de l'INTÉRIEUR). Après l'habileté des rubans, j'ai été libéré provisoirement ; J'ai donné des entrevues en me défendant et ai eu ma liberté provisoire chassée et envoyée à la 12ºBPM, crois, pour que se fassent taire. Dans le jury j'ai été acquitté. Mon des demandes de réintégration jamais ont été répondus jusqu'à ont quelques jours, quand un Colonel pm a informé manière correspondance que mon droit processif avait precuído, ont attendu le temps passer pour ne pas discuter mon droit matériel. J'ai eu un fils avec 18 ans, assassiné par vengeance, ai eu plusieurs attentats et un d'eux m'a blessé la jambe gauche, avec limitation partielle, souffre de diabète, ai engorgé à 38 ans, possède une tumeur dans la tireóide. J'essaye réintégration dans action rescisoire Processus Dans 2005.006.00322 TJRJ avec demande de tutelle anticipée pour chirurgie dans HPM en cherchant extraction de la tumeur. Donc plusieurs attentats à ma dignité humaine et droits constitutionnels indisponibles ont été commis. Les personnes responsables jamais ne répondront pas par de diverses prisons d'innocents ? Ils après tout ont été 23 innocents emprisonnés (PROCESSUS VICAIRE I) par presque quatre ans avec de semblables s3quelles. Ils me aident à sauver ma dignité. Dans un moindre délai possible je fournirai les documents, néanmoins il éclaircit que certains de ceux-ci, ont été détournés, quand j'ai souffert l'assaut décrit dans la dénonciation, dont ils ont été pris dans la voiture qui m'ont prise ; ce serait nécessaire élimination de mes dépôts dans le processus de la tuerie de II TJ. L'injustice brûle l'âme et périt la viande ! Avec des fondements dans CRFB, article 5º ; 127º ; 129º, I, II, et VII ; la LOI COMPLÉMENTAIRE DE L'ÉTAT Nº 106/03, articles 36º ; 37º, I, II, III ; 38º, I et III et IV ; 39º, VIII e os tratados internacionais de Direitos Humanos, suplico providências para que os transgressores respondam na forma da lei as violências, levando também em conta os Direitos Humanos do noticiante, destas irregularidades.
http://wanderbymedeiros.blogspot.com/2008/11/injustia-queima-alma-e-perece-carne.html
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http://esposadepracadapm.blogspot.com/2008/03/direitos-direitos-direitos-onde-ficam.html
http://gustavodealmeida.blogspot.com/
http://tv.diariodeumpm.net/

http://video.msn.com/video.aspx/?q=atentado+a+dignidade+humana&a=Atividade&n=Nome&e=Entre+com+a+cidade,+endereco+ou+cep&mkt=pt-br&web=&wa=wsignin1.0

http://br.youtube.com/watch?v=njESqa6H7Ko

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Vigário Geral: tragédias por todos os lados
Por Gustavo de Almeida


Nesta sexta-feira, completaram-se 15 anos da triste chacina de Vigário Geral, quando 21 inocentes foram assassinados da forma mais insana possível, em uma vingança sangrenta que tomou conta do noticiário internacional. A Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio, lembrou a data, mas já é possível perceber que aos poucos a cidade vai deixando as trágicas lembranças da chacina para trás. Os atos vão sendo esvaziados. O noticiário na TV vai ficando mais ralo, e até mesmo os nomes de mortos e matadores vão sendo menos escritos. Até mesmo um dos matadores foi morto em maio, sem que se fizesse muito alarde disto.
Vigário Geral e o Rio de Janeiro se refletem em um espelho, quando somam impunidade e injustiça.
Uma das parentes de vítima teve a indenização negada no fim do ano passado pela Justiça, sem maiores explicações. É obrigação do Estado recorrer, como manda a lei. Mas surpreendeu que em última instância a vítima tenha perdido. É inexplicável. Trata-se de uma senhora que até hoje vive em Vigário, sem maiores perspectivas. Não sabe nem que a vida lhe foi injusta. Já não sabe o que é vida.
Poucos sabem, mas há um PM no caso de Vigário Geral que acabou se tornando vitima. Trata-se de Sérgio Cerqueira Borges, conhecido como Borjão.
Borjão foi um dos presos que em 1995 já eram vistos como inocentes, colocados no meio apenas por ser do 9º´BPM. A inocência de Borjão no caso era tão patente que ele inclusive foi o depositário de um equipamento de escuta pelo qual o Ministério Público pôde esclarecer diversos pontos em dúvida.
Borjão foi expulso da PM antes mesmo de ser julgado pela chacina. Era preso disciplinar por "não atualizar endereço".
Borjão conta até hoje que deu depoimento em seu Conselho de Disciplina sob efeito de tranqüilizantes, ainda no Batalhão de Choque. Seus auditores sabiam disto. "No BP-Choque, fomos torturados com granadas de efeito moral as vésperas do depoimento no 2º Tribunal do Júri, cujos fragmentos foram apresentados à juíza, que enviou a perícia. Isto consta nos autos, mas nada aconteceu", conta Borjão, hoje sem uma perna e com a saudade de um filho, assassinado em circunstâncias misteriosas, sem que ele nada pudesse fazer.
"No Natal fui transferido para a Polinter. Protestei aos gritos contra a injustiça. e Me mandaram para o hospital psiquiátrico em Bangu mas, por não ter sido aceito, retornei e em dias fui transferido para Água Santa. Lá também fui espancado e informei no dia seguinte em juízo, estando com diversos ferimentos, mas sequer fiz exame de corpo delito. Transferido para o Frei Caneca, pude ajudar a gravar as fitas com as confissões e em seguida fui transferido para o Comando de Policiamento do Interior. Após a perícia das fitas fui solto. Dei entrevistas me defendendo e tive minha liberdade provisória cassada e me mandaram para o 12ºBPM a fim de me silenciarem. No júri, fui absolvido. Meus pedidos de reintegração à PM nunca foram respondidos".
A história de Borjão ao longo de todos estes 15 anos só não supera mesmo a dor de quem perdeu alguém na chacina. Mas eu não estaria exagerando se dissesse que Sérgio Cerqueira Borges acabou se tornando uma vítima de Vigário Geral. "Tive um filho com 18 anos assassinado por vingança. Sofri vários atentados e um deles, a tiros, me fez perder parcialmente os movimentos da perna esquerda. Sofro de diabete, enfartei aos 38 anos e vivo com um tumor na tireóide. Hoje em dia tento reintegração à PM em ação rescisória, o processo é o número 2005.006.00322 no TJ, com pedido de tutela antecipada para cirurgia no Hospital da PM para extração do tumor. Portanto, vários atentados à dignidade humana foram cometidos. As pessoas responsáveis nunca responderão por diversas prisões de inocentes? Afinal foram 23 inocentes presos por quase quatro anos com similares seqüelas. A injustiça queima a alma e perece a carne!", desabafa Borjão.
Borjão hoje conta com ajuda da OAB para lutar por sua reintegração. Mas o desafio é gigantesco.
Triste ironia do destino: o policial hoje mora em Vigário, palco da tragédia que o jogou no limbo.
A filha dele, no entanto, me contou há alguns dias que não houve tempo suficiente para esperar pela Justiça e pela PM - Borjão teve que operar às pressas o tumor na tireóide no Hospital Municipal de Duque de Caxias. A cirurgia foi bem. Sérgio Cerqueira Borges vai sobreviver mais uma vez.
Sobreviver de forma quase tão dura como os parentes de 21 inocentes, estas pessoas que sobrevivem mais uma vez a cada dia, a cada hora. No Rio de Janeiro é assim: as tragédias têm vários lados e a tristeza de quem tem memória dificilmente se dissipa. Pelo menos nesta data, neste 29 de agosto que nos asfixia.


POSTADO POR: Gustavo de Almeida às 19:38 :: Arquivado Comentário (22)
Vigário Geral
Eu e o Cel Laranjeiras conhecemos a verdadeira história. Na época me rebelei durante as investigações e fui perseguido por dois anos. Meu depoimento em Juízo absolveu oito policiais militares e um policial civil. A política do governo na época era dar uma satisfação a sociedade foram cometidas inúmeras ilegalidades, as quais enumerei em Juízo. Peça a nossa amiga em comum que eu lhe conto a verdaeira história.
Eduardo
Eduardo (ejas@oi.com.br)
Sab, 30 Ago 2008 00:14:54 GMT
BASTA SER PM PARA SER CULPADO
Quando ocorrem fatos dessa natureza, desperta-se o clamor público por punição aos culpados, então os responsáveis pela investigação, diante da enorme pressão,acabam fazendo as coisas atabalhoadamente. Quem se lembra do PM e evangélico ?
aquele, que por ser negro, foi apontado erroneamente como um dos culpados no caso dos meninos da candelária, em uma investigação de um Coronel da PM, ficando preso injustamente, até que se descobrisse que ele era inocente.
Anônimo
Sab, 30 Ago 2008 07:47:10 GMT
Um dia qualquer a grande imprensa terá de assumir para si a responsabilidade de investigar e divulgar a VERDADE do que houve naqueles tempos malditos. Num país que pretende se tornar um "Estado Democrático de Direito" é fundamental que exista uma imprensa livre, investigativa e compromissada com a VERDADE, mesmo passada. Foram tão teratológicas as injustiças praticadas contra aqueles que foram selecionados como "gado" para responder pela chacina de Vigário Geral, que nenhum dinheiro será capaz de repará-las nem afago algum trará de volta os que morreram com a mácula de um crime terrível que não cometeram. Pois pior ainda foi a solução: o assassinato moral de policiais inocentes, que antes de perderem o corpo tiveram suas almas torturadas num dos maiores absurdos já havidos na justiça brasileira. Pior ainda é que todos os grandes nomes da mídia sabem que a chacina de Vigário Geral tornou-se "Conto do Vigário Geral" nas ondas do clamor público. Agora não há mais clamor. O que falta, então, para reconstituir a VERDADE? Nada! Não falta nada! Há, principalmente, centenas de denúncias forjadas, que a Justiça apurou e confirmou, uma a uma. Falta, sim, apontar os vilões da história, os "chacinadores" da moral alheia. E, principalmente, falta a sociedade saber que não há um só réu condenado pela chacina de Vigário Geral. O tenebroso crime ficou impune, ou melhor, teve o acréscimo de muitos inocentes igualmente chacinados pelo sistema governamental. Mas o desafio permanece e cabe à imprensa restaurar a VERDADE DOS FATOS. Não sendo assim, só resta amargar a morte da alma dos "mortos em vida" e lamentar os "mortos e enterrados". Eis um crime em que só houve vítimas: 04 PMs trucidados por traficantes, 21 favelados assassinados cruelmente, e 33 inocentes imolados em igual crueldade para salvar os verdadeiros responsáveis pela anomia que imperava absoluta no RJ dos tempos da maldição brizolista. Na luta entre os rotos e os esfarrapados, sobraram os trapos humanos. O Borjão é apenas um exemplo, única voz que ainda tem força para clamar por justiça! Que seja ele ouvido!

Emir
Emir Larangeira (emirlarangeira@hotmail.com)
Sab, 30 Ago 2008 09:49:26 GMT
No Brasil, quem julga é a imprensa, ela escolhe os culpados e os inocentes, depois que a pessoa é desmoralizada, massacrada na mídia, é tarde demais prá se recuperar. Pior é a Polícia se deixar envolver com essa irresponsabilidade.
Marli Moraes (marlimoraess@yahoo.com.br)
Dom, 31 Ago 2008 06:51:13 GMT
ESSA TAL DEMOCRACIA......
É verdade que o melhor do ser humano é a sua consciência, ou seja, o direito que tem de se expressar livremente para poder realmente "vivenciar a vida" e assim contribuir para um melhor amanhã para si e principalmente para os que virão. E foi isso que nos prometeram esse grupo de mandatários, líderes políticos, que calcados naquilo que diziam serem os valores éticos e morais de uma sociedade alçaram as mais altas e importantes camadas do Poder Público, também prometendo que à partir daquela época viveríamos num país melhor.
Passaram-se anos e diversificados partidos e seus líderes políticos tiveram a oportunidade de demonstrar que era sim possível a existência de um novo Brasil - um acertado pais para todos os brasileiros, feito à partir dos erros que não mais se repetiriam.

Infelizmente nada disso aconteceu e basta um novo pleito eleitoral para que as mesmas promessas do passado sejam copias repetidas, embora decorrido mais que 20 anos que tenham vindo à baila pela boca de dos referidos ou dos seus antecessores, muitos deles seus pais avós ou tios.
Essas cinqüenta e uma vítimas da chacina de Vigário Geral representam toda essa ineficácia desse Estado Brasil, ou melhor, significam a inexistência do próprio Estado, muito menos no afamado "estado democrático de direito" que eles, os mandatários desta nação (também com letra minúscula) insistem dizer existir à população. E nesse cinismo deslavado dos nossos mandatários outras chacinas são cometidas dia após dia sem que ao menos nos demos conta.
Essa tal democracia, que na verdade é uma anarquia, mata diariamente gente e mentes, pois ao contrário do que prometeram jamais disponibilizaram aos menos favorecidos condições dignas de educação e saúde e muito menos ainda de segurança. Muitos, velhos jovens e criança, morrem sem terem a oportunidade de um tratamento médico eficaz; relegados a uma casta de incapazes de toda ordem as crianças e os adolescentes têm suas mentes assassinadas pelo simples fato de nascerem pobres, pois o sistema educacional sequer ensina o beabá e a aritmética fundamental que o livrará do analfabetismo - e tome-lhe camisinhas e bate rebate na lata.
E o que tudo isso tem a ver com o Borjão?
O Borjão representa todos os policias que são vítimas desse fracasso social dessa mentirosa tal democracia - não ele, mas o que fizeram com ele. Em pleno "estado democrático de direito" Borjão foi preso, processado, torturado e julgado sem a prova necessária para que isso tivesse ocorrido - foi excluído da sua condição de cidadão pelo simples fato de ser policial militar e um pseudo-suspeito da participação de um crime que até hoje não foi apurado. Pior ainda, esse "estado democrático de direito" que tanto luta pelo reconhecimento do direito(?) dos "guerrilheiros" e rapidamente a eles concede polpudas indenizações, nega reconhecer que errou e deixam de conceder ao Borjão aquilo que, cruel e injustamente, lhe tiraram, a dignidade, a honra e o direito que ele tinha de ser Policial.
Quem acreditar nessa "tal democracia e em seus representantes" que vote.
Laecio (laealsi@yahoo.com.br)
Dom, 31 Ago 2008 13:04:19 GMT
OS PRIVILÉGIOS DO PODER EXECUTIVO
Os deputados estaduais deveriam fiscalizar os atos do executivo. porque não o fazem? Justamente porque se tornaram apêndice do governo do estado!!!

Porque os deputados que vieram da instituição POLÍCIA não fazem nada por aqueles que lá permaneceram?

Porque em vez de colocar oficiais e delegados os familiares dos praças não elegem também um praça para lutar pelos seus objetivos?

A política é o meio mais fácil para conseguirmos os nossos objetivos. Separados não somos nada, entretanto, juntos somos uma força gigantesca com capacidade de mudar o rumo da história!!!

Se pararmos de reclamar e nos organizarmos politicamente facilmente chegaremos aos nossos objetivos! Difícil é convencer as pessoas do óbvio!

A palavra mágica é OBJETIVO, e quando for descoberto pelos policiais certamente vão parar de reclamar e construir a sua independência!

Imaginem uma campanha de esclarecimento e comprometimento realizada durante dois anos. Facilmente esta categoria terá pelo menos dois deputados na próxima administração publica de nosso estado!

Aí sim, poderão gozar dos privilégios do PODER LEGISLATIVO, que tem por obrigação fiscalizar os atos do poder executivo!!!

Pena que são desorganizados...
Vanguarda (vanguarda@gmail.com)
Dom, 31 Ago 2008 18:23:50 GMT
LINDO TEXTO DE UMA MÍDIA CONCORRENTE
Vigário Geral, 15 anos depois

Só vi a OAB-RJ realizar um ato pelos 15 anos da Chacina de Vigário Geral, sexta-feira passada. Senti falta de uma grande manifestação, lembrando desse massacre contra 21 moradores da favela, todos trabalhadores, por um grupo de 50 policiais militares, em sua maioria integrantes da famigerada quadrilha apelidada de Cavalos Corredores, um subgrupo de policiais do 9o BPM (Rocha Miranda). Mas se hoje nem os seis mil homicídios anuais do Rio são suficientes para tirar as pessoas de casa, imagine uma chacina de 21 pessoas pobres e praticamente anônimas, que ocorreu há 15 anos. A falta de atos em memória da barbárie definitivamente contribui para reduzir a nossa memória pessoal dos fatos. Eu mesmo, que acompanho o tema, me confundi. Achei que faria 15 anos hoje, mas na verdade foi ontem, dia 30 de agosto.

A chacina ocorreu na madrugada de 30 de agosto de 1993 e não 29 de agosto - como podem pensar, durante o governo Brizola. O prefeito já era Cesar Maia. Ela teria sido motivada como represália de policiais ligados a quatro PMs que foram mortos por bandidos daquela favela, durante um "acerto" mal acabado, na Praça Catolé do Rocha. Vivíamos, de certo modo, tempos piores do que os atuais, quando as mortes de policiais eram vingadas da maneira mais sórdida.

Naquela época eu já trabalhava mais na edição, estava me afastando das ruas. Era editor-assistente do "Jornal do Brasil", onde o editor de cidade era o mestre Altair Thury. A imagem mais marcante para mim foi a da foto em seis colunas, ocupando um extremo ao outro da primeira página, sob a manchete de duas linhas, do mesmo tamanho da fotografia: os corpos nas gavetas do IML colocados lado a lado. Não tenho certeza, mas muito provavelmente foi idéia de algum fotógrafo, que aproveitou um descuido do pessoal do rabecão (os bombeiros ainda não haviam entrado nesse trabalho, se não me falha a memória). Hoje, muito provavelmente as autoridades de plantão não teriam dado esse "mole" e permitido a visualização de duas fileiras de gavetas com cadáveres de uma chacina. As gavetas, alinhadas, estão cercadas por curiosos e moradores, coisa rara também de se ver em áreas pobres. O normal seria que ninguém se aproximasse e muito menos manifestasse indignação, temendo mais represálias.

Só que a chacina chocou o país e exigiu dos governantes medidas rápidas, que resultaram até em injustiças contra policiais militares (a maioria dos envolvidos, porém, continua impune). Como se tentasse evitar que as mortes fossem em vão, Vigário Geral produziu também uma reação da sociedade, jamais vista no Rio. Seu impacto acelerou o surgimento de movimentos sociais como o Viva Rio, que em dezembro de 93, organizou a primeira grande manifestação pública contra a violência na cidade. Do hediondo crime, nasceu também um dos mais eficientes movimentos de resgate da cidadania nas favelas, o AfroReggae, que cresceu e gerou frutos na luta antiviolência. O massacre também resultou num livro emblemático do grande Zuenir Ventura, que nos recompensou com um título que passou a resumir a realidade carioca: Cidade Partida.

Vigário Geral, porém, não ajudou a mudar tudo. Treze anos depois, em 31 de março, ocorria novo recorde fúnebre: 29 mortos novamente por uma quadrilha de PMs, no massacre que ficou conhecido como Chacina da Baixada, que entra ano e sai ano, a gente nem lembra mais.
james bond (jamesbond666@hotmal.com)
Dom, 31 Ago 2008 21:07:12 GMT
Vigário Geral
Concordo plenamento com o amigo Larangeira. A imprensa deveria de publicar a verdadeira versão e não a produzida no governo do Brizola. Coloquei-me a disposição do autor do texto inicial. Mesmo não conhecendo os PM´s eleitos para responder pelo crime ofereci-me espontaneamente para testemunhar o que presenciei, mesmo sabendo o que encontraria pela frente.Não me arrependo da decisão tomada há época, simplesmente,a tomei porque ia de encontro aos meus princípios. Por lado valeu a pena.Foi quando iniciou-se a minha amizade com o Larangeira e outros PM`s injustiçados.
Um abraço ao amigo Larangeira.
Eduardo (ejas@oi.com.br)
Dom, 31 Ago 2008 23:43:09 GMT
Caro Eduardo

Pouca gente como você conhece os bastidores da trapaçaria urdida pelo sistema naquela época. Você foi um dos poucos que se rebelaram contra os membros do sistema e recebeu o seu castigo por isso. Hoje eu li nos jornais que farão um filme sobre Vigário Geral. A nota de O GLOBO informa que a "roteirista" é a Dra. Cristina Leonardo. Por aí já se imagina a tônica do que virá. Estarei de prontidão, aguardando, porque hoje a situação é outra. Qualquer mentira divulgada encontrará uma decisão judicial contestando-a e os processos de reparação talvez sejam necessários. Por mim, não desisto de bombardear esses "arapongas" e aproveitadores da desgraça alheia. Irei assim até meus último dias.

Um abraço e obrigado por tudo. Você é um dos poucos que sabem o sentido da verdade e da justiça!

Emir
Emir Larangeira (emirlarangeira@hotmail.com)
Seg, 01 Set 2008 09:03:10 GMT
Caro Cel. Laranjeiras.
Como um jovem membro da corporação (ainda um bola de ferro) vejo que as estorias que sempre ouvi sobre o Sr. tornam-se histórias. Como no filme do 174 e outros espero que não fique a imagem de uma policia que só serve para matar, roubar e destruir.
Como o sr. bem sabe, não temos voz perante a midia e nem a sociedade, espaços como o deste blog são rarissímos pela imparcialidade. O sr. fala em açoes contra as mentiras; apoio a idéia e sugiro que antes de ser lançado que oficiais como o sr, Cel. Wilton, Cel. Ubiratan e outros impessam que estórias sejam contadas como história.
Nossa guerra é diária e está sendo contada pela ótica de um só lado, que oculta partes enormes da verdade.
Luciano Carriço (lucianocarrico@bol.com.br)
Seg, 01 Set 2008 20:03:22 GMT
Então, que venha a verdade
Até ora a Polícia sempre pagou o preço pelas mazelas dessa sociedade. Melhor dizendo, a Polícia não, os policiais, os buchas (tiras e praças), pagam esse alto preço, pois as corporações continuam a existir mesmo com os continuados erros, enquanto que muitos desses "buchas" (desculpem, mas assim o é) estão continuamente sendo excluídos das instituições e da vida - "... a vida passa, o tempo voa e a Polícia(?) continua numa boa..."
Essa guerra suja da sociedade dominadora contra os demais da população sobra sempre para os escolhidos a fazer " o trabalho sujo" - e quando a sujeira é eterna o povo limpa a sua e a dos mandatários-reis.
A chacina de Vigário Geral deveria ter sido um "divisor de águas" na condução de uma política de segurança, educação e saúde pública, pois com meias verdades, verdades ou mentiras era uma bárbara chacina de 21 pessoas cruelmente assassinadas. Deveria ter sido um marco na condução das políticas públicas, visto que era a primeira vez que a população brasileira se insurgia contra uma barbárie daquela espécie, embora outras tantas já tivessem ocorrido nessa nossa Pátria Mãe, so que em menor número de vítimas - quase que diariamente (pesquisem)umas cinco ou seis de uma só vez, como era muito freqüente na baixada fluminense.
O tempo passa, o tempo voa. A não ser a compra de novas armas, novas viaturas, novos uniformes, carros blindados, fuzis, e computadores, e dos adventos dos os falcões azul e os zepelins da vida (lembram), nada de novo aconteceu. E tudos isso é para melhorar a polícia - tá bom....eu acredito.
Mas o que é novo. Novidade seria investimentos no homem e não somente nas armas, nos uniformes, e nas máquinas - qual nada.....falta comprar o aviãozinho que foi usado no Haiti.
Então, Srs.Eduardo (ejas@oi.com.br),Emir Larangeira (emirlarangeira@hotmail.com) e james bond (jamesbond666@hotmal.com), esse último que sequer teve a coragem de se identificar, que, "então, venha a verdade, pois os "bolas de fogo" não merecem continuar pagando dívidas passadas. A não ser que se anseia por outras chacinas.
Laecio (laealsi@yahoo.com.br)
Ter, 02 Set 2008 15:47:21 GMT
A verdade
Sr. Laecio.
Procure por ela e a encontrará.
Eduardo (ejas@oi.com.br)
Qua, 03 Set 2008 20:57:09 GMT
ENIGMA
Sr. Eduardo
Toda a socieade está querendo saber o que houve e o Sr. foi quem disse que sabia da verdade em um dos seus comentários, acima. Veja:
"Vigário Geral
Concordo plenamento com o amigo Larangeira. A imprensa deveria de publicar a verdadeira versão e não a produzida no governo do Brizola. Coloquei-me a disposição do autor do texto inicial. Mesmo não conhecendo os PM´s eleitos para responder pelo crime ofereci-me espontaneamente para testemunhar o que presenciei, mesmo sabendo o que encontraria pela frente.Não me arrependo da decisão tomada há época, simplesmente,a tomei porque ia de encontro aos meus princípios. Por lado valeu a pena.Foi quando iniciou-se a minha amizade com o Larangeira e outros PM`s injustiçados.
Um abraço ao amigo Larangeira.
Eduardo (ejas@oi.com.br"

De forma alguma quero aborrecê-lo. Não é esse o propósito.
Um abraço.
Laecio (laealsi@yahoo.com.br)
Qui, 04 Set 2008 13:35:56 GMT
"Você sabia, Sr. gustavo, que todos os PPMM acusados na Chacina de Vigário Geral foram sumariamente submetidos a CD ou CRD? E mais, foram açodadamente excluídos ou licenciados?
O pior foi que o motivo do desligamento das Fileiras da Corporação NÃO foi a chacina. Vergonhosamente foram expurgados or causa de bigode, pq não atualizaram o endereço, etc., etc., motivos que jamais ensejariam a pena máxima.
Devido o grande número de réus e a complexidade do processo, os julgamentos só começaram 05 anos depois da chacina.
Em Comandos passados alguns conseguiram retornar administrativamente - em adminstrações que tinham senso de Justiça e reconheceram seus erros.
Outros, como o BORJÃO, mesmo absolvidos, com a mudança do comando não vão voltar MESMO!!!!!
Lembre-se, Borjão, que o atual Sr. CG, à época, fazia parte da PM2.
Quem sabe, amigo, seus filhos consigam a sua reintegração "post mortem" (desculpe-me o desabafo).
NÃO desanime, um dia você conseguirá e rotornará MAJOR.
TC
Qui, 04 Set 2008 19:56:36 GMT
Vigário Geral
Laecio,
Coloquei-me a disposição de quem iniciou o artigo.
Ele sabe onde me encontrar.
Afirmo que a verdadeira história deveria ser publicada pela imprensa que desestruturaram diversas famílias de policiais. Pare e pense: Os filhos desses policiais nos colégios e os colegas virarem para eles e falarem: Seu pai é um assassino. Como disse a advogada de alguns deles, que após conhecê-la tornou-se uma grande amiga. A INJUSTIÇA É UMA CICATRIZ IRREMOVÍVEL.
uM ABRAÇO.
Eduardo (ejas@oi.com.br)
Qui, 04 Set 2008 21:37:48 GMT
A verdade os pensadores já nos ensinaram a muito, qual seja:
O MP segue os ensinamentos de Nicolau Maquiavel "Defender o príncipe (O Estado), mesmo no sacrifício dos inocentes e de Kant (Como no jogo do bicho, vale o escrito, mas quando favorece o príncipe);
O Defensor Público e o Privado já seguem Aristóteles em busca da verdade equitativa;
E eu faço dos ensinamentos de Von Ihering em A LUTA PELO DIREITO a minha bíblia; talvez queiram que siga a Sócrates, mas a sicuta cujo me obrigaram a beber não padecerei calado.
Sérgio Borges, EX-PM hoje acadêmico em Direito.
Sérgio Borges (scerqueiraborges@bol.com.br)
Qui, 04 Set 2008 23:22:29 GMT
VERDADE PROCESSUAL!
A verdade os pensadores já nos ensinaram a muito, qual seja:
O MP segue os ensinamentos de Nicolau Maquiavel "Defender o príncipe (O Estado), mesmo no sacrifício dos inocentes, e, de Kant (Como no jogo do bicho, vale o escrito, mas quando favorece o príncipe);
O Defensor Público e o Privado já seguem Aristóteles em busca da verdade equitativa;
E eu faço dos ensinamentos de Von Ihering em A LUTA PELO DIREITO a minha bíblia; talvez queiram que siga a Sócrates, mas a cicuta cujo me obrigaram a beber não padecerei calado.
Sérgio Borges, EX-PM hoje acadêmico em Direito.
Sérgio Borges (scerqueiraborges@bol.com.br)
Qui, 04 Set 2008 23:32:55 GMT
A INJUSTIÇA É UMA CICATRIZ IRREMOVÍVEL.
Eduardo
Acho que estamos falando da mesma coisa, de forma diferente:Que a verdade venha à tona; que, seus conhecimentos sobre o caso sejam publicados.
Como diziam os "antigos", até mais ver.
Laecio (laealsi@yahoo.com.br)
Sex, 05 Set 2008 16:34:24 GMT
A verdade
O grito pela verdade de uma só pessoa não ecoará o suficiente para a sociedade. Várias pessoas gritando já faz algum ruído. Como já disse: Estou a disposição para falar a verdade.
Eduardo (ejas@oi.com.br)
Sex, 05 Set 2008 23:41:40 GMT
Vejam também:

http://www.emdiacomacidadania.com.br/post.php
Sérgio Borges (scerqueiraborges@bol.com.br)
Sab, 06 Set 2008 17:53:21 GMT
Não resgata a honra.
Terça-feira, 20 de Novembro de 2007
PM absolvido na chacina de Vigário Geral receberá indenização do Estado


Rio - Quatorze anos depois da chacina de Vigário Geral, o policial militar Fernando Gomes de Araújo, preso indevidamente por mais de dois anos por suposta participação no crime ocorrido em agosto de 1993, será indenizado pelo Estado do Rio de Janeiro em R$ 100 mil - corrigidos monetariamente - a título de danos morais.






O policial, que ficou preso preventivamente e sem o devido processo legal por 741 dias, foi absolvido por insuficiência de indícios de sua participação no crime sem sequer ser pronunciado em juízo.Ao julgar o recurso do MPE pela improcedência do pedido de indenização, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro entendeu que o Estado não responde pelo chamado erro judiciário a não ser nos casos expressamente declarados em lei e que a prisão do policial foi de interesse da Justiça e do próprio acusado para comprovar sua inocência.Em seu voto, o ministro Luiz Fux sustentou que uma prisão ilegal por tempo tão excessivo viola a Constituição e afronta o princípio fundamental da dignidade humana. De acordo com os autos, Fernando Gomes de Araújo não foi pronunciado porque não havia indícios suficientes da sua participação na chacina. Ele provou que não estava no local no momento do crime, quando 21 pessoas foram assassinadas e outras quatro sofreram lesão grave.O policial militar ficou preso do dia 30 de junho de 1995 até o dia 1º de julho de 1997, data em que foi expedido o alvará de soltura. Posteriormente, também ficou detido na carceragem do quartel da PM de 7 de julho a 17 do mesmo mês de 1997 por conta de corretivo aplicado pelo Comando da Polícia Militar, totalizando 741 dias de prisão.
Sérgio Borges (scerqueiraborges@bol.com.br)
Dom, 07 Set 2008 19:37:25 GMT

Comentário aguardando aprovação.
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=can%C3%A7%C3%A3o+do+policial+militar+rj+sergio+cerqueira+borges&start=0&sa=N








General vicar: tragedies for all the sides For Gustavo de Almeida In this friday, had completed 15 years of the sad slaughter of General Vicar, when 21 innocents had been assassinated of the form more possible insane, in a bloody revenge that took account of the international reporter. The Bar Association of Brazil, section River, remembered the date, but already it is possible to perceive that to the few the city goes leaving the tragic souvenirs of the slaughter stops backwards. The acts go being emptied. The reporter in the TV goes being thinner, and even though the names of died and killers go being less written. Even though one of the killers was died in May, without much ostentation of this became. General vicar and Rio De Janeiro if reflects in a mirror, when they add impunity and injustice. One of the victim relatives had the indemnity denied in the end of the year passed for Justice, without bigger explanations. It is obligation of the State to appeal, as it orders the law. But it surprised that in last instance the victim has lost. It is inexplicable. One is about one lady who until today lives in Vicar, without perspective greaters. It does not know nor that the life it was unjust. Already it does not know what it is life. Few know, but it has a p.m. in the case of General Vicar who finished if becoming victim. Borges, known is about Sergio Cerqueira as Borjão. Borjão was one of the prisoners who in 1995 already were seen as innocent, placed in the way only for being of 9º´BPM. The innocence of Borjão in the case was so clear that it also was the depositary of a listening equipment for which the Public prosecution service could clarify diverse points in doubt. Borjão was banishes before from the p.m. exactly of being judged by the slaughter. He was imprisoned to discipline for “not bringing up to date address”. Borjão counts until today that it gave deposition in its Advice of Disciplines under effect of tranqüilizantes, still in the Battalion of Shock. Its auditors knew of this. “In BP-Shock, we were tortured with garnet of moral effect the eves of the deposition in 2º Court of the Jury, whose fragmentos had been presented the female judge, who sent the skill. This consists in files of legal documents, but nothing it happened ", it counts Borjão, today without a leg and with the homesickness of a son, assassinated in mysterious circumstances, without it nothing could make. “In the Christmas I was transferred to the Polinter. I protested to the shouts against the injustice. e had ordered Me for the psychiatric hospital in Bangu but, for not having been accepted, I returned and in days I was transferred to Water Saint. There also I was spanked and I informed in the following day in judgment, being with diverse wounds, but at least I made body examination delict. Transferred to the Frei Mug, I could help to record ribbons with the confessions and after that I was transferred to the Command of Policing of the Interior. After the skill of ribbons I was untied. I gave interviews defending me and I had my annulled free on parole and they had ordered me for 12ºBPM in order to silence me. In the jury, I was acquitted. Meus pedidos de reintegração à PM nunca foram respondidos". A história de Borjão ao longo de todos estes 15 anos só não supera mesmo a dor de quem perdeu alguém na chacina. Mas eu não estaria exagerando se dissesse que Sérgio Cerqueira Borges acabou se tornando uma vítima de Vigário Geral. "Tive um filho com 18 anos assassinado por vingança. Sofri vários atentados e um deles, a tiros, me fez perder parcialmente os movimentos da perna esquerda. Sofro de diabete, enfartei aos 38 anos e vivo com um tumor na tireóide. Hoje em dia tento reintegração à PM em ação rescisória, o processo é o número 2005.006.00322 no TJ, com pedido de tutela antecipada para cirurgia no Hospital da PM para extração do tumor. Portanto, vários atentados à dignidade humana foram cometidos. As pessoas responsáveis nunca responderão por diversas prisões de inocentes? Afinal foram 23 inocentes presos por quase quatro anos com similares seqüelas. A injustiça queima a alma e perece a carne!", desabafa Borjão. Borjão hoje conta com ajuda da OAB para lutar por sua reintegração. Mas o desafio é gigantesco. Triste ironia do destino: o policial hoje mora em Vigário, palco da tragédia que o jogou no limbo. A filha dele, no entanto, me contou há alguns dias que não houve tempo suficiente para esperar pela Justiça e pela PM - Borjão teve que operar às pressas o tumor na tireóide no Hospital Municipal de Duque de Caxias. A cirurgia foi bem. Sérgio Cerqueira Borges vai sobreviver mais uma vez. Sobreviver de forma quase tão dura como os parentes de 21 inocentes, estas pessoas que sobrevivem mais uma vez a cada dia, a cada hora. No Rio de Janeiro é assim: as tragédias têm vários lados e a tristeza de quem tem memória dificilmente se dissipa. Pelo menos nesta data, neste 29 de agosto que nos asfixia. POSTADO POR: Gustavo de Almeida às 19:38 :: Arquivado Comentário (22)