terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pra Não Dizer Que Não Falei de Pedras

(**) James Petras é Professor Aposentado do Departamento de Sociologia da Universidade de Binghamton, em Nova Iorque (EUA), há 50 anos é um intelectual marxista do campo dos trabalhadores, consultor dos sem-terra e piqueteiros – no Brasil e na Argentina, respectivamente – e co-autor do livro “Globalização Desmascarada”. Seu novo livro foi escrito em parceria com Henry Veltmeyer, “Movimentos Sociais e o Estado: Brasil, Equador, Bolívia e Argentina”.

As informações acima e com a qual dou início ao presente texto, extraí do endereço www.pstu.org.br/autor_materia.asp?id=4992&ida=44 subseqüente à publicação de artigo do chamado intelectual comprometido (http://www.galizacig.com/index.html) James Petras, autor da Carta aberta ao presidente Sarkozy, escrita e divulgada em dezembro do ano passado. Quem quiser conhecê-la, basta acessar o endereço http://www.correiocidadania.com.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=1256 e poderá lê-la na íntegra para formar opinião isenta, além das minhas opiniões aqui expressas.

Trata-se de uma correspondência aberta ao líder da França, na qual o sociólogo contesta a posição do presidente francês em relação às “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia” – FARC.

A carta à carta, visto que a missiva gerada dá à luz uma entidade que se dirige a outra que lhe é semelhante, tem um tom debochado, e se destina a passar uma descompostura no presidente francês em razão do que escreveu ao líder terrorista colombiano, Manuel Marulanda.

O sociólogo, professor aposentado como informa o site, cuja base do pensamento se assenta nas construções ideológicas de Karl Marx, usa e abusa da sofisticação cínica para exibir o que ele julga haver de “inconseqüência e desonestidade” na posição de Sarkozy, assegurando que o líder francês adota no seu julgamento, uma posição “parcial, não recíproca e de má-fé”.

Desonesto e inconseqüente são algumas das expressões com as quais ele adjetiva Sarkozy em seu pleito de libertação dos cativos das FARC, e assim o considera porque não faz o mesmo em relação aos integrantes farcistas, prisioneiros do estado colombiano que estariam (padecendo) em masmorras do país.

Não vou realizar qualquer análise sobre a legitimidade, status ético, razoabilidade e racionalidade dos movimentos revolucionários marxistas, ou mesmo sobre governos instalados após sangrentas guerrilhas em busca da utópica “sociedade sem classes”, pregada por comunistas como James Petras.

Todavia, vou tentar desentranhar e evidenciar algumas questões seguramente fundamentais, para um bom julgamento da prédica de Petras que, com habilidade, tentou camuflar, ao tempo que imputava como “desqualidades” em Sarkozy, aquelas que enxergava em si mesmo, e acreditou não evidenciá-las enquanto se exibia.

Vejamos:

1. James Petras (e eu acredito que ele acredite nisso) assegura que ambos os estados beligerantes (a expressão é minha) - o legal, constitucional, com reconhecimento internacional e, d’outra sorte, o revolucionário em curso – ocupam patamares no mínimo equivalentes, concernentes à questão dos prisioneiros que mantém consigo. “Se a guerrilha deve se precaver de não violar acordos e tratados internacionais para tratamento de prisioneiros de guerra - aliás, a Colômbia é signatária da Convenção de Genebra que prevê tratamento digno a prisioneiros de guerra – o Estado, principalmente por esse motivo, deve cumpri-los”, parece ser o que ele insinua; embora Petras não invoque tal acordo quando reclama da unilateralidade na proposição de Sarkozy, não nos é difícil inferir que o sociólogo expõe justamente sua compreensão de que os homens das FARC não podem, e não devem, receber tratamento de presos comuns, principalmente quando tratamento comum a presos comuns, não respeitem condições universais de direitos humanos.

2. Petras desfila argumentos para explicar sua defesa das FARC ao não promover, ou mesmo não permitir aos cativos que mantém, a aplicação de direitos reclamados para si, como: dignidade e tratamento humanitário; para àqueles que mantêm refém nas selvas da amazônia colombiana, as FARC sequer permitem o socorro dos doentes e feridos, envio de notícias a familiares e muito menos ajuda humanitária de natureza psicológica, não autorizando visita de nenhum organismo nacional ou internacional às suas instalações prisionais (chamemos assim aos tapiris onde mantém-nos acorrentados), nem mesmo a Cruz Vermelha; num momento, o sociólogo alega que suas posições geográficas seriam descobertas, o que facilitaria ao governo Uribe massacrá-los com ajuda americana; noutro, ele assevera que dois guerrilheiros das FARC estão presos nos Estados Unidos, daí a necessidade de manterem prisioneiros americanos como uma espécie de moeda de troca.

3. Petras, além de outras considerações, também obtempera que a Igreja (creio que católica) não merece confiança (das FARC), e não pode, por conseguinte, fazer parte do processo de negociações: ela seria aliada de Uribe.

As proposições iracundas de James Petras poderiam, até, carregar algum significado de justiça, se as questões por ele colocadas se limitassem ao universo da guerra e dos soldados, dos combatentes, dos engajados de alguma forma pessoalmente nos conflitos, como sectários de qualquer lado. Aí eu diria que James Petras, o sociólogo marxista, teria lá suas razões.

Se os cativos feitos pelas chamadas FARCS não fosse um sem número também de pessoas inocentes, como as crianças retiradas das portas das escolas em uniformes escolares, para desespero de seus pais e amigos; se não fossem aqueles idosos indefesos cujo pecado é tão somente possuir familiares adversários políticos das FARC; se não fossem as mulheres cujo “grave erro” é não se curvar às vontades e interesses de “soldados do povo” que lhes procuram para as “socializações” que só interessam à guerrilha; se não fossem turistas, de qualquer profissão e de qualquer nacionalidade, que atraídos pela beleza de paisagens tão paradisíacas acabam nas mãos da insanidade ideologizada e “cult”; se não fosse aquela gente sem ligação ideológica, política, não adversária por qualquer critério lógico da “revolução popular”, eu não teria dúvidas por declarar o escrito de Petras como legítimo e louvável.

Mas não é isso.

Aliás, pouco importa para as FARC, e para Petras, quem são os encarcerados que mantêm em condições misérrimas no inóspito das selvas, padecendo enfermidades psicossomáticas sem notícias do mundo e sem vontade de viver, desde que possam usá-los como barganha para a liberdade de seus combatentes, dos homens e mulheres das FARC que se decidiram pelas armas revolucionárias em vista de "um mundo mais justo, melhor e pacífico".

E pouco lhes importa, também, se para conseguirem recursos financeiros que sustentem sua luta, as FARC tenham assumido, na Colômbia, parte do controle da produção e do tráfico internacional de cocaína.

Pouco lhes importa, ainda, se seus aliados são líderes de países de organização política-econômica de mesma coloração que defendem, ou se são chefes de outras coletividades um tanto quanto, diríamos, afastadas dos compromissos éticos alardeados nos tempos de sua ingenuidade existencial.

Pouco lhes importa se seus aliados são presidentes de países ou chefes de quadrilhas, de bandos e facções criminosas, como ficou evidente no caso das estreitas ligações das tais Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e o Comando Vermelho, posta a claro pela prisão, há alguns anos, em terras colombianas, do traficante brasileiro Fernandinho Beira-Mar quando negociava armas e drogas com os narco-marxistas.

James Petras é um professor aposentado, diz a informação a seu respeito, mas na defesa das violações de direitos humanos praticadas pelas FARC contra civis inocentes que seqüestram, isolam e reduzem a nada, ele continua em plena ação multidisciplinar e transversalmente pedagógica.

A rigor, se considerarmos uma certa corrente de hermenêutica dos Direitos Humanos que rola por aí, Petras está coberto de razão, posto que, para tal, direitos humanos só vale para algozes e não para vítimas.

Que pena essa estreiteza conceitual !

Há gente no Brasil capaz de se oferecer como escudo humano em holocausto pelo outro, por desprendimento e idealismo, e que poderia se aventurar a furar o bloqueio das FARC.
Sei de um defensor-DH que inclusive fala muito bem espanhol.

46 comentários:

raphaelbarino@hotmail.com disse...

Engraçado isso, anarco-guerrilheiros que mantem civis em condições sub-humanas devem ter um tratamento diferente de prisioneiros comuns.
Me corrija se estiver errado. Mas em um Estado soberano, com leis e afins, pessoas que pendem para este lado, são considerados foras da lei. E não "militares" como deu a entender na sua explanação a ponto de terem direito iguais ou superiores a tal.
Acho que o Sr James Petras se equivocou no seu raciocínio.

Anônimo disse...

Caríssimo Cel, como bom combatente que o sr. continua sendo, sabe muito bem que em todas as guerras há prisioneiros. A guerra na colombia é uma guerra ideológica, onde o marxismo quer tomar pela insurreição armada(que considero legítima), o poder. Não lí a carta de Petras, mas concordo com a crítica dele a Sarkozy; para este só interessa a libertação de Ingrid Bettancourt,a dita cidadã franco-colombiana. Não se trata de interesse humanitário, mas de capital político, como interessava à Chavez receber os reféns em solo venezuelano. Em combate nunca se deixa um um soldado morto ou ferido para trás. As FARC-EP são uma organização militar que não quer deixar seus prisioneiros para trás. Já foi aventado o envolvimento de Uribe com as extintas AUC, paramilitares de direita, que recorriam às mesmas "moedas de troca" e não são citados por nenhum crítico das FARC-EP. Quanto ao narcotráfico, sem dúvida é condenável, mas se a proteção dada pelas FARC-EP dada ao nárcotráfico(e não à plantação, refino e traficância) é um modo de financiar-se nesta luta, que seja.O governo de Uribe recebe só financiamento do chamado "plano colômbia"? Acreditar em govêrnos aliados aos EUA é acreditar em papai-noel. Se há um govêrno paralelo ao qual as FARC-EP se autonomeiam, é porque a colombia é um país dividido politicamente, onde há espaço para que as guerrilhas(as FARC-EP não são a única), é sinal que o "govêrno oficial" não possui a legitimidade de sua população. De que adianta o apoio de Sarkozy e de Lula a Uribe se ele carece de legitimidade. Como diz o ditador líbio Muamar Kadaffi, democracia(leia-se voto=grifo meu) vende-se.

EL CURA PEREZ

Anônimo disse...

Seu Cura, lendo o senhor, só dá para considerar ainda mais a opinião do Coronel como correta.
O senhor defende que os comunistas "tomem o poder" pela revolução sanguinária. O senhor despreza o fato que as Farcs sequestram inocentes e ainda diz que são "prisioneiros de guerra", o senhor defende a idéia de que danem-se as pessoas inocentes, desde que o comunismo triunfe. O senhor seria capaz de vende a prória mãe!
Seu cura Perez, os portugueses sequestravam os negros africanos e acreditavam que era correto sabia? Os fins de desenvolvimento da colônia justificavam os meios!
O senhor acha certo?
O senhor não cura, o senhor contamina.

Anônimo disse...

Não entendi o El Cura Perez? Como é que é esse negócio de que para financiar a luta armada vale até o narcotráfico? Quer dizer que marxismo é isso? É essa a sua ética? Será que é por isso que universitário politizado e sociólogo marxista gostam de um brilho e de um vapor?

Anônimo disse...

Policiais protestam por aumento de salário!
Em Londres.

Jornal Extra

Cerca de 18 mil policiais estão reunidos no centro de Londres nesta quarta-feira numa passeata em protesto contra o bloqueio no aumento retroativo de salários para a categoria na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte.

A ministra do Interior Jaqui Smith havia anunciado, em dezembro, que o aumento salarial retroativo, de 2,5%, recomendado por um tribunal independente, não seria aplicado desde setembro, como previsto.

A Federação da Polícia, que representa os policiais, pediu na terça-feira uma revisão judicial da decisão. De acordo com a presidente da federação, Jan Barry, o bloqueio significa que o aumento efetivo seria de apenas 1,9%, taxa menor que o índice inflacionário.

Segundo Jaqui Smith, o ministério precisa se certificar que o aumento salarial está de acordo com as políticas do governo.

O governo sugere ainda que a medida foi tomada para evitar um aumento dos gastos públicos e como conseqüência um aumento da inflação.

O governo escocês concordou com um aumento retroativo a partir de 1 de setembro, como recomendado pelo tribunal.

Manifestação

A passeata desta quarta-feira em Londres é a maior desde 2001, quando 5 mil policiais protestaram por planos de salários mais flexíveis e melhores condições de emprego.

Os policiais irão formar uma fila do lado de fora do Parlamento britânico para fazer um lobby com os parlamentares.

Depois da passeata, Jan Barry irá entregar uma petição em Downing Street - residência do premiê, em Londres - e em seguida encontrar a ministra Jaqui Smith.

"Estamos pedido pelo aumento correto determinado pelo tribunal", disse Barry.

Ela alertou ainda que grupos anti-policiais poderão tentar impedir a passeata e pediu aos manifestantes não prestarem atenção às ameaças.

Os membros da Federação da Polícia irão votar, no próximo mês, sobre a realização de uma campanha pelo direito de greve.

Gustavo de Almeida disse...

Não canso de me comover com opiniões e idéias que, de tão "convictas", são proferidas sob o manto do anonimato...

Carla Cardoso disse...

Caro Ten. Cel. Mário Sérgio,

Há alguns anos assisti um belíssimo filme intitulado “Invasões Bárbaras” (Les Invasions Barbares) que se o senhor ainda não teve a oportunidade de assisti-lo eu recomendo com extensão a toda sua família.
A sinopse é a seguinte (feita por minha falível memória): “Um professor universitário com câncer em fase terminal passa seus últimos dias com um grupo de amigo formado por professores universitários, ex-amantes, ex-mulher e um casal gay. Juntos assistem pela TV a queda do WTC causada por grupos terroristas que admitem estarem lutando pela liberdade, contra a opressão americana. O diabo contra o qual devem lutar em uma “guerra santa”.
O professor (Rémy) e seus amigos, em seus encontros, relembram as memoráveis lutas de sua geração que acreditou que em nome do marxismo eles empreenderiam mudanças que trariam a paz e a felicidade aos homens. Sonhavam com uma sociedade sem classe na qual cada um tivesse o que necessitasse.A sociedade utópica deu lugar a uma sociedade que faz guerras em nome da paz.
Com base nessa história o filme questiona o antiamericanismo, a eutanásia, a globalização, a discriminação das drogas e a insistência em valores ideológicos que muito contribuíram para a matança, a fome, a miséria e para enriquecer uma intelligentsia sanguessuga do aparato estatal de todos os países que aderiram a chamada “Revolução Comunista”.
As décadas de 1960 e 1970 viram surgir grupos armados com a intenção de tomar o poder. Na América Latina, esses grupos lutaram contra a opressão das ditaduras militares tendo como exemplo máximo uma ilha de “paz, liberdade de ação e expressão, alta qualidade de vida e onde todos vivem muito bem e de forma bastante democrática”, que se chama... não, não é Neverland, e sim CUBA.
A belíssima ilha caribenha, a meu ver, não fez nada menos que trocar “seis por meia dúzia”, pois as repressões às divergências de opinião e por contestação ao regime foram tantas quantas as que ocorreram durante as ditaduras militares.Desculpem-me os “cegos de tanto ver”.
Some a isso a ação da FSLN na Nicarágua que, em 1979, após uma sangrenta guerrilha chegou ao poder e contribuiu e muito, junto com as catástrofes naturais, para a miséria descomunal do país que as portas do século XXI teve sua dívida externa perdoada pela tamanha dificuldade que a população estava passando.
Bem, mas esse grupo anos após chegou ao poder pelas vias democráticas. Com um discurso “socializante” para que as camadas mais populares de seu país pudessem apóia-lo.E com políticas assistencialistas que, ao invés de dar autonomia ao povo e gerar empregos e rendas advindo destes, geram servidão em troca de ajuda em dinheiros e vales que nada mais fazem além de garantirem as suas condições miseráveis.
Mas, com uma grande diferença, agora esse bando de miseráveis crêem piamente que o governo está praticando uma política que visa a por fim na pobreza. Qualquer semelhança com a Venezuela, Brasil, Equador e Bolívia não são meras coincidências.Seus presidentes são formados em bases ditas socialistas.
Além desses grupos, surgiram também na Europa grupos como ETA e IRA que também visavam o poder e a autonomia de seus Estados. Contudo, ambos resolveram, apesar de tardiamente, sentarem numa mesa e negociar a entrega das armas e o fim dos atentados que mataram tantos inocentes, para partirem para uma luta mais inteligente e humana, que é a luta político-ideológica.
As FARC e o ELN não sentaram ainda por um motivo importantíssimo. O foco de sua ação não é mais o poder, pois se assim o fosse, sentariam e negociariam partindo para a luta política, muito mais digna. O foco atual é o narcotráfico e todos sabemos que o comercio ilícito movimenta milhões e larga-lo seria deixar de desfrutar das mordomias que o dinheiro lavado gera.
Quanto ao fato de os “guerrilheiros” exigirem tratamento com base nos direitos humanos para si e negarem aos seus reféns é muito fácil de compreender. Marginais matam sorrindo e quando são pegos choram, ajoelham e imploram misericórdia ... a mesma que negam a seus desafetos e vítimas.
Direitos são iguais para todos indistintamente como reza o parágrafo 5º da nossa Constituição. Seguindo as clausulas do Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Desculpe o longo texto.
Um afetuoso abraço,
Carla Cardoso.

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Sem reparo Carla.
Perfeito!

Anônimo disse...

Prezada Carla e Ten Cel Mário Sérgio:

Vou correndo encontrar este filme, depois de sua BRILHANTE SINOPSE!

Detalhe: depois de sua belíssima exposição, "POR QUE SERÁ" QUE DE REPENTE ( NÃO SEI O PQ ), as FARC lembram o MST , e DE REPENTE ,me lembram o TRÁGICO, DESASTRADO E CÔMICO tentaiva de GOLPE DO PT ( Mnesalão ), não foi adiante;;;;;


POR QUE SERÁ? HEIN? Meu Deus....É TUDO TÃO...TÃO..TÃO...ASSIM....PARECIDOS!!

Abs á todos!

Anônimo disse...

Dizer que vivemos em uma democracia e num estado de direito (dá um pulinho lá no Alemão e em milhares de comunidades espalhadas por esse Brasil) é tão absurdo quanto achar que no Brasil há um embrião de marxismo libertário.
Acrescento que o respeito ao morador de favela não pode ser interpretado como licenciosidade irracional a crimes comuns cometidos por crianças e jovens que afrontam o estado e acariciam o ego de milhares de marxistas libertários frustrados, principalmente os acadêmicos.
O problema maior é quando estes frustrados estão no poder executivo estatal ou privado (leia-se mídia), imputando as forças repressivas como a PM de agir constitucionalmente.
E quanto a PM , sinceramente, acho que esta imputação levou ao dilema hoje nacionalmente conhecido: se não posso agir , não vou ficar batendo em ponta de faca. E então, muitos se omitem, alguns se corrompem, e poucos vão pra guerra.

Carla Cardoso disse...

Ilmo. Ten. Cel. Mário Sérgio,
Havia me esquecido de acrescentar um P.S. em meu comentário para concordar plenamente com o jornalista Gustavo de Almeida.
As pessoas não deveriam se esconderem sob a alcunha de "anônimos" e se exporem, assim como expõem suas idéias. Ou não estão tão convictos assim de seus próprios ideais?
Como disse Jesus, não dá para ser "morno" na vida,pois os que o são, serão vomitados.
um abraço fraterno,
Carla Cardoso

Anônimo disse...

O sujeito que fala bem espanhol, segundo o post, e que poderia se oferecer para mediar os direitos humanos dos sequestrados pelas "FARCs dos guerrilheiros fedorentos", é o I G N O R A N T E ? (é só ajustar a ordem das letras que se descobre a nacionalidade)

Milena Costa disse...

Quero cumprimentar a Carla Cardoso pelas suas ótimas observações. Concordo e assino embaixo. Tenho apenas um pequeno reparo a fazer: na verdade, a repressão em ditaduras comunistas como Cuba não é a mesma que ocorre durante as ditaduras militares. O regime cubano já assassinou cerca de 17.000 pessoas, em quase 50 anos de partido único, controle social através da mobilização das massas e redução do espaço privado (que é a área livre da interferência do Estado) a quase nada. Sem falar na miséria. E sem falar no apego ferrenho do ditador e seus comparsas ao poder absoluto que detêm. No Brasil, a ditadura militar matou cerca de 400 pessoas (metade das quais estavam na guerrilha, que - fato sempre omitido - iniciou antes do golpe de 1964, atacando o regime democrático que então havia). Manteve-se um bipartidarismo e uma oposição legalizada, que só não podia ser suspeita de comunismo, nem criticar as Forças Armadas. A vida civil não foi afetada. A economia cresceu, havia pleno emprego e, por fim, os militares fizeram a abertura do regime.
Não justifico o autoritarismo, mas gosto de lembrar que ele não é tão ruim quanto o totalitarismo, especialmente o comunista - que, hoje mais do que nunca, tem defensores francos ou dissimulados entre a nossa intelectualidade e nas nossas instituições.
E eles não cessam de promover a desintegração da sociedade brasileira, inclusive pela justificação da violência e do crime, na tentativa de nos impor a sociedade dos seus sonhos ou delírios.

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Como penso, Milena.
Toda ditadura é ruim, daí o comunismo receber minha reprovação, já que se trata de uma forma infinitamente mais cruel e desumana de ditadura.

Carla Cardoso disse...

Agradeço o elogioso comentário de Milena Costa, mas os méritos são do cel. Mário Sérgio visto que é dele o texto original sobre o qual me debrucei.
Concordo com as questões das mortes ocorridas e sem dúvida o período em que o Brasil mais cresceu foi durante o governo de exceção no qual o país alcançou taxas de crescimento econômico em torno de 12% ao ano e, obviamente, num país que crece há maior desenvolvimento e geração de empregos. Perfeita colocação.
Mas, por ter sido um governo que não chegou ao poder pelas vias democráticas, o vejo como um desvio político-social e por assim o ser, considero, como todas as ditaduras, sem exceção,contrárias às normas estabelecidas e, portanto,as abomino . Sejam elas de extrema direita, como as fascistas, militares ou comunistas.

Um abraço a todos,
Carla Cardoso

Milena Costa disse...

Caro Tel.-Cel. Mário Sérgio,

Lembrando que o senhor é um militar, assim como muitos leitores do seu blog, e para evitar um possível mal-entendido pela equivocidade do termo "civil", quero sinalar que não o usei no sentido de "não militar", quando disse que "a vida civil não foi afetada". Empreguei-o em acepção jurídica: as relações regidas pelo direito civil. Eu digo que o âmbito privado não foi afetado. Faço questão de esclarecer, pois conheço meus adversários de idéias e a sua habilidade em distorcer as palavras.
Acho que fui clara ao dizer que não justifico a ditadura. Apenas ressalto que a nossa extinta ditadura militar não foi tão ruim quanto o regime cubano, que tem o apoio caloroso dos mesmos que hoje tanto lucram, política e financeiramente, alardeando as perseguições sofridas durante a ditadura militar.
Às vezes, é quase uma temeridade dizer o óbvio, e eu o faço movida pelo entusiasmo diante de pessoas que não se calam, como o bravo autor deste blog e seus admiradores que aqui escrevem.
Um grande abraço a todos.
Milena Costa

P.S.: Errei quando falei em "quase 50 anos" da ditadura cubana. São quase 60 anos, e sem perspectiva de mudanças.

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Anotado Milena, e com minha opinião concordante!

Anônimo disse...

A Veja desta semana aborda justamente esse tema, das FARCs e seu narco-comunismo, como eles consideram a ideologia do grupo terrorista colombiano. Eles também mostram uma ponte de ligação FARC - CV, com Fernandinho beira-Mar.
Mas ele vão além. Eles mostram que autoridades do governo federal e membros do PT apóiam o narcoterror, pois declaram que Berzoíne, Marco Aurélio Garcia (o assessor do top-top pela queda do avião e Luciana Genro - PSOL (filha do Ministro da Justiça!) têm estreitas ligações com as FARCS via foro de São Paulo.

Milena Costa disse...

Só mais uma, e depois fico quieta.
Representantes das FARC desfilavam tranqüilos em Porto Alegre, nos vários anos em que a cidade foi sede do Fórum Social Mundial - que reunia de tudo, desde socialistas moderados até os tais narco-guerrilheiros, passando por dirigentes cubanos, líderes de "movimentos sociais", terroristas árabes e simpatizantes.
E foi bastante comentada uma longa reunião a portas fechadas, no palácio do governo, entre representantes das FARC e o então governador Olívio Dutra, que depois seria ministro.
Isto é só o que eles não escondem.
Nunca é tarde para que se afastem das más companhias, mas não vejo sinais disso.
E se o PT ficar razoável e largar o Fidel, o Chávez e os companheiros colombianos, teremos que agüentar o PSTU chamando o PT de "direita".
O que fizemos para merecer isso?

Anônimo disse...

Milena...a ditadura do Brasil matou apenas 400 pessoas? favor rever isso!!

sou de uma familia de militares (oficiais e praças)...meu pai foi CB do CFN...e ja participou de algumas operacoes contra as FARCs por volta de 74, num incidente em que um SD do EB foi morto por um guerrilheiro enquanto DEFECAVA. Tambem estou estudando p/ ser militar apesar de ter militado em partidos de esquerda durante uns anos no movimento estudantil...e hoje em dia, infelizmente nao vejo outra saida para o pais que nao seja a base da força. Acho que deve-se queimar a gordura em excesso (Brasilia) do nosso pais.

MAS, sera que nos nao estariamos nos equiparando aos guerrilheiros das FARC ou Hugo Chavez a quem tanto criticamos?!

Nao sei oq responder, mas quando vi a queima de fogos dos policiais corruptos libertados em Duque de Caxias ou os PMs da cerveja, deu vontade de virar ditador ou algo assim mesmo...

Anônimo disse...

Prezado Mário Sérgio,

Excelente o debate entre o caveiras tendo como mediador o também excelente jornalista Jorge Antonio Barros. Suas posições, coronel,são claríssimas e gostaria muito de ver um debate tendo você, a turma da revista Carta Capital e Luis Eduardo Soares numa mesma roda “viva”. Acho que seria melhor do que ver uma final de copa do mundo.
Sobre o debate, o Capitão Caveira aposentado Pimentel mencionou que além de outros colegas, também se espelhou em você e outro comandante do Bope para dar vida ao Capitão Nascimento e deixou claro que as cenas de tortura em nada representam o senhor e ao outro, acrescentando que o senhor é um PM fundamentalmente legalista. Desta forma, partindo do princípio que homens legalistas como o senhor preferem o enfrentamento à mediação de crises em um ambiente dominado pelo tráfico, gostaria muito ou melhor suplico que o senhor comente a seguinte frase: Toda a certeza do capitão Nascimento é vã. Ele é o seu próprio inimigo, ele é a origem da violência que ele mesmo combate.
Esta frase foi dita pelo antropólogo que escreveu a obra “Elite da Tropa”.

Só um detalhe que achei muito engraçado na entrevista. Em um determinado momento o mediador interrompe a sua fala para dizer que ficou impressionado com a autoridade do Capitão Nascimento frente aos demais policiais no momento que o oficial sobe o morro para resgatar dois colegas e diz mais ou menos assim: “Ninguém vai subir! Vai ficar todo mundo quietinho aí!
O olhar do Pimentel pra você esperando uma reação e sua risada sem graça foi a maior bandeira!!!! Participação pequena na construção do personagem...mas todo mundo gostou.

Um abraço Coronel.

Anônimo disse...

Prezado Coronel,
Desculpe-me pela confusão no pronome de tratamento. É que por vezes me perco. Não sei se me reporto ao debatedor de ideais (você) ou ao Coronel da PMERJ (senhor).

Um abraço Coronel Pensador.

Anônimo disse...

Prezado Coronel,

Como cidadão carioca confuso após ler tantas opiniões e procurar me manter mais observador do que partidário, gostaria de elaborar as seguintes perguntas ao senhor:
Por que a esquerda se posiciona contra uma polícia repressora, que sobe o morro atrás de traficantes armados e ainda afirma que a política de enfrentamento é ineficaz e contribuinte para o aumento da violência por sua letalidade despertando e estimulando o ódio da população e mais ainda dos narco-traficantes que se tornam mais agressivos? Afirmam que os governos de direita 2000-2005 só fizeram aumentar as estatísticas de mortos assim como acirrou o ódio e o confronto.
Enquanto isso a direita afirma que após 80 uma política de não-enfrentamento foi a principal responsável pelo aumento de gangues e armas nas mãos de traficantes. Assim como o domínio quase que intransponível de narco-traficantes em comunidades como Alemão.
Onde entra o REAL e até onde é ideologia? Existe um meio termo?
Cidadão Carioca.

Christiano Milfont disse...

@Mário Sérgio
Acompanho seu blog a algum tempo e nunca tinha comentado aqui.
Fiquei impressionado com seu texto, muito bom, parabéns!
De uma análise profunda dentro do possível a uma racionalidade excelente.

Milena Costa disse...

Já que fui citada e questionada, cá estou de novo. Um autor muito festejado e oriundo da esquerda, que é o Elio Gaspari, em “A Ditadura Derrotada”, página 389, traz um quadro dos números de mortos e desaparecidos por ano, de 1964 a 1974. No total, são 307 mortos e 123 desaparecidos. Considerando que não há certeza sobre a morte de todos os desaparecidos (já ouvi que alguns mudaram de nome, de cidade, de mulher e ficaram “desaparecidos”), e considerando que a ditadura amoleceu bastante a partir do governo Geisel, iniciado em março de 1974, creio que não preciso rever nada. O que eu tinha em mente e escrevi aqui – cerca de 400 pessoas – não está muito longe dos dados levantados por um autor esquerdista e honesto.
Outro autor, direitista e honesto, o Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra, em “A Verdade Sufocada”, discorre sobre a inflação dos números de mortos e desaparecidos, à medida que surgem novos argumentos para pedidos de indenização. Ele diz, na página 539: “Nas relações existentes, o número de mortos e desaparecidos é variável. O Dossiê de Mortos e Desaparecidos Políticos relaciona 296; o Grupo Tortura Nunca Mais lista 358; perante a Comissão criada pela Lei 9.140, até 1996, foram protocolados 360 pedidos de indenização. Tais diferenças, associadas aos critérios subjetivos apresentados pelos responsáveis pelas relações, não nos permite concluir, com alguma precisão, quanto ao número de mortos pela ação dos órgãos de segurança do Estado. Existem casos listados de mortos em confronto com os órgãos de segurança; escaramuças de rua – balas perdidas, atropelamentos, etc – casos de ‘justiçamentos’ pelos próprios companheiros; disparos acidentais por armas portadas pela vítima; casos de mortes por explosões, ao portarem ou manusearem explosivos; casos de acidentes de trânsito; casos de conflitos agrários; casos de câncer; 8 falecimentos no exterior; e 13 desaparecimentos no Chile, na Bolívia e na Argentina que, inegavelmente, a meu ver, são impossíveis de atribuir-se responsabilidade ao Estado.”
Espero ter provado que não invento números.
Não espanta que me ponham em dúvida, pois a maioria só conhece a versão da esquerda. E, quanto a esses números, a esquerda não questiona, nem fala. Não convém lembrar dados que desmentem a versão de que eles foram os mártires da liberdade contra uma ditadura feroz.
Feroz é o comunismo internacional a que serviam, em plena Guerra Fria, suscitando os temores da sociedade civil e das Forças Armadas e despertando a reação de 1964, eventualmente excessiva, mas que pode ter nos livrado de estarmos hoje em situação semelhante à da Colômbia.
Lá, onde os discípulos da revolução cubana sempre gozaram das franquias democráticas, cresceram e se tornaram um Estado paralelo e sem lei, chefiado por fanáticos assassinos. Enfim, depois de 40 anos, com a coragem do Alvaro Uribe e o apoio americano, a guerrilha vem enfraquecendo. Mas ainda mantém centenas de pessoas seqüestradas, sob o silêncio completo dos bondosos defensores de direitos humanos “para os nossos”.
A vantagem dos colombianos sobre nós, por terem enfrentado tudo isso sem romper a democracia, é que os comunistas deles têm o desprezo e a execração pública, enquanto os nossos ainda posam de santos.
E acreditem: eles querem um golpe da direita, que seria o pretexto para o seu contra-golpe, como aconteceu na Venezuela. Poderiam fazer o que quisessem e continuariam bancando as vítimas.
Mais uma vez, Cel. Mário Sérgio, perdoe-me se falei demais.

Anônimo disse...

Caro Mário Sérgio,

Se me permite, gostaria de postar em seu Blog parte da lógica contrária a repressão policial (indagada pelo anônimo em post anterior).
Este texto (2006) com o título “Insegurança Blindada” de Alfredo Boneff foi extraído do site do IBASE e expõe o outro lado da moeda ideológica baseada também em estudos científicos. Destaquei o ponto que acho crucial na questão:

Violência e raça

Divulgados em 23 de novembro, os dados da pesquisa “Caminhada de crianças, adolescentes e jovens na rede do tráfico de drogas no varejo do Rio de Janeiro – 2004 / 2006” mostram pontos em comum e outros contrários ao raciocínio de Jorge. Realizado pela ONG Observatório de Favelas, o levantamento apresenta um retrato sem disfarces do recorte racial dentro da equação segurança pública/tráfico.
Coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos da instituição e doutora em psicologia social, Raquel Willadino ressalta esse aspecto. “O viés racial está presente em diferentes práticas de violência no Brasil e, sem dúvida, tem sido consolidado historicamente. Um exemplo contundente são os dados sobre violência letal contra adolescentes e jovens no Brasil, que colocam em evidência a idade, a cor e a geografia destas mortes no país: jovens, negros, de 15 a 24 anos, moradores de favelas e periferias dos grandes centros urbanos são as principais vítimas dos homicídios. A vitimização deste grupo tem configurado um verdadeiro genocídio, com repercussões na estrutura demográfica do país”, afirma.

A pesquisa ouviu 230 jovens em 34 comunidades em diversas áreas do Rio de Janeiro. Na primeira fase foi aplicado um questionário com 94 questões relativas às relações de adolescentes e jovens com o tráfico. Numa etapa posterior, novas perguntas atualizaram os dados e, no período final, houve uma última atualização, entre abril e maio deste ano. Na fase de conclusão, constatou-se que, dos 230 jovens entre 11 e 24 anos consultados, pelo menos 46 haviam morrido.

Inteligência

Outros dados da pesquisa indicam que adolescentes e jovens que trabalham no tráfico não são invisíveis para grupos de policiais desonestos: 75% já foram espancados. Mais da metade foi extorquida e, no entanto, menos de 30% foram conduzidos para o sistema judiciário. “A pesquisa demonstra que as condições da vida no tráfico são muito duras e que o principal resultado da política de ‘guerra às drogas’, estabelecida há cerca de 25 anos e dirigida, em especial, aos grupos de jovens armados nas favelas, tem sido um número de mortes alarmante. Os principais atingidos são jovens, mas também são muitos os policias mortos e os reflexos dessa violência sobre todos os moradores dos espaços populares”, argumenta Raquel.

De acordo com ela, a construção de uma relação renovada entre polícia e comunidades exige revisão completa de métodos, uma verdadeira mudança na cultura de segurança no Rio de Janeiro. “Quando falamos em compatibilidade entre a eficiência policial e os direitos humanos nos referimos, por exemplo, a investimentos na inteligência policial; a uma maior integração dos diferentes atores do sistema de justiça e segurança pública para que as ações sejam mais eficientes e coordenadas; a medidas concretas para acabar com a corrupção e a impunidade; a uma formação de mais qualidade para os policiais com ênfase no uso de técnicas não letais; à independência dos IMLs; aos mecanismos de controle externo da atividade policial e, sobretudo, a estratégias que privilegiem a proteção à vida.”

Espero que sirva de reflexão para todos os leitores de seu prestigiado Blog.

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Prezado amigos.
Agradecendo cada comentário gostaria de me desculpar pela falta de respostas para alguns questionamentos. Na verdade estou sem nenhum tempo, mas irei responder a todos.
Sobre o último comentário, que apresenta a "questão racial" como fundamento de repressão policial, de imediato devo lembrar que todo raciocínio lógico sem o devido respeito ao conjunto verdade em que se insere a premissa, pode nos conduzir a raciocínios falsos, com aparência verdadeira.
Coisas do tipo: Se um critério seguro de análise de violência policial premeditada é a maioria absoluta atingida de vítimas considerando seu grupo étnico, e a maior parte de jovens mortos em conflitos com a polícia é afrodescendente, então é forçoso concluir que que afrodescendentes são vítimas premeditadas da violência policial.
O raciocínio é correto, mas não válido. Explicarei depois o porquê.
Abraços

Anônimo disse...

Vingança do 23!

Hahaha! É mesmo 23! O coronel ficou sem gração!!! Tá nos 58 min de entrevista! Muito amarelo!!!
Se vingou legal! Haha!
Também, 20 anos de curso pô!

Anônimo disse...

Prezado Coronel,

Não pude resistir e corri atrás deste texto do IBASE e olha o que achei:

“Tu é advogado de bandido?”

No último dia 13 de março, diversas entidades lançaram uma campanha contra o caveirão para denunciar abusos e ameaças que teriam sido sofridos por moradores(as) de favelas em ações que contaram com a utilização do blindado. Mais recentemente, em 24 de outubro, moradores(as), associações de moradores(as) e organizações de defesa dos direitos humanos realizaram uma coletiva de imprensa na Vila Olímpica do complexo do Alemão, conjunto de 12 comunidades que abrange os bairros de Ramos, Olaria, Inhaúma e Bonsucesso (Zona Norte do Rio), e que tem população estimada em 300 mil pessoas. O objetivo foi o de tornar públicas violações de direitos humanos que estariam ocorrendo desde que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM ocupou a comunidade, no dia 11 de outubro.

Um das testemunhas de tais violações é o eletricista Jorge Ribeiro. Nascido há 41 anos na favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, trabalha atualmente na rádio comunitária Sinai. Recentemente, ao tentar sair da favela dirigindo seu carro, ele relata que foi abordado por integrantes do Bope. Jorge diz que foi ameaçado de violência física e obrigado a retirar do veículo bancos e tapetes. Ao reagir, dizendo que conhecia seus direitos, teria sido alvo da ironia de um policial: “Tu é advogado de bandido?.”
Para ele, não se trata de um problema exclusivo do atual governo ou, tampouco, de uma questão racial. “Isso ocorre desde governos passados. A parte racial fica de lado. O policial – muitas vezes um pai de família – é jogado numa comunidade onde não conhece nada”, analisa. Mesmo assim, ele não deixa de criticar a política de segurança vigente. “A culpa vem de cima, não do PM. Caveirão não resolve o problema. Tem que haver uma política de policiamento diferenciado, capaz de integrar policial e comunidade”, defende.


Sinceramente coronel. Dá pra entender isso? Eu mesmo já passei pelo desprazer de ter uma arma apontada para minha cabeça por ser confundido com bandido no trânsito. Estava dentro do meu carro. Pro meu azar um assalto tinha acabado de acontecer a duas esquinas da minha. Detalhe, sou branco, meu carro não tinha vidro fumê, e o policial era negro. Pergunto eu: foi racismo? Violência policial? Ou comportamento padrão de revista de um SUSPEITO? Não fui agredido, mas a arma na minha cabeça não sai da memória. Poderia eu dizer que fui ameaçado de morte? Acho que existe um certo exagero!
Tem mais! Por que nenhuma associação de morador e ong se reúnem pra pedir o fim do Trafico de drogas????
Só pra finalizar. Todas as acusações contra o Bope neste período são mais do que questionáveis. E sabemos o por quê! Sabemos quem era o seu comandante.

Abs.

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Carlos Magno. Sim, é só me escrever no email caveira37@yahoo.com.br

Anônimo disse...

Senhor Ten Cel Mário Sérgio:
Não sei se irá publicar, se o fizer, és um homem de coragem. Em seu livro, o senhor chama seu companheiro Príncipe de Leão.
Pois bem: PRÍNCIPE ALÉM DE UM GENUÍNO CAVEIRA, O MELHOR COMANDANTE QUE O BOPE JÁ TEVE, O MELHOR COMBATENTE , ENFIM, O MEHLOR EM TUDO É O ÚNICO ( REPITO: ÚNICOOOOO ), CAVEIRA DE VERDADE QUE BOTOU A CARA. O resto de seus coleguinhas "esqueletos" se borraram e enfiaram a viola no saco. Repito: não sei se o senhor irá publicar, mas, se TEM UM CAVEIRA COM UMA PUTA MORAL, ESTE SIM TE NOME: FERNANDO PRÍNCIPE. MAIS DO QUE UM MITO, OU UMA LENDA, UM HOMEM DE VERDADE. ANTES DE SER UM PM COM ORGULHO, MAIS ELE TEM AINDA DE SER CAVEIRA E MUITOOOO MAIS DO QUE TUDO ISSO: DE SER HOMEM. GRANDE CEL PRÍNCIPE. OS CAVEIRAS TINHAM QUE SE CURVAR PERANTE ELE.

Forte abs Ten Cel.

Anônimo disse...

Jornal ODIA de 09 de fevereiro de 2008 pag 11 caderno geral



POLICIAIS MILITARES INOCENTADOS

O Delegado da Delegacia de Homicídios Luiz Henrique Marques confessou na 7ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Ministério Público que mentiu quando acusou o Sargento Luiz Fernando Correa e o Soldado Paulo Rogério Barbosa de terem soltado um traficante da Favela Parada de Lucas, em 22 de dezembro de 2005, acusando-os, também, de terem recebido R$10.000,00 para soltarem o marginal. A própria promotora da Auditoria de Justiça Milita Isabela Pena De Luca pediu a absolvição dos PMs por ter o Delegado mentido em seu primeiro depoimento..
E agora como ficam estes PMs que foram execrados, presos, tiveram sua vida familiar destruída. Claro o Secretário Beltrame é Delegado vai dizer que foi um errinho normal do seu companheiro Delegado.

Anônimo disse...

Prezado Ten Cel Mário Sérgio:

Hoje, lendo o jornal O Dia, parei para refletir e lhe perguntar: " ser policial é enfrentar a morte , mostrar-se forte no que acontecer" (diz a canção do PM ). Ok. Faltam 10 dias, para começar uma Guerra. Um palco aonde o espetáculo de horror que interessa somente aos pseudos-doutores , á classe média , alta , e á mídia, só que de forma camuflada.Aquela trilha sonora de sempre, sangue por todo o lado, defuntos e muito pólvora no ar. E espero, com sinceridade , que as vidas que serão ceifadas nesta verdadeira matança , sejam recompensadas , com a paz e a recompensa monetária. Que a sangria destada, PELO MENOS, comova os nossos governantes. Não espero ser tratado com júbilos , e sei muito bem que TODO COMANDO TEM NO PEITO UMA CAVEIRA.Mas, nem convencionais, nem caveiras, vivem disso, Coronel. Temos família , precisamos SER RECOMPENSADOS. Que DEUS nos proteja, coronel. Que nós, que estamos no front, tenhamos a certeza de que os que estiveram lá ( como senhor, Dr. Cesário ), PENSEM EM NÓS. Aliás, pensem depois, por enquanto rezem, orem por nós...LEMBRE-SE: Nós fizemos ou morreremos por vocês ( Sociedade, Família e Governantes ).

SEMPER FIDELIS.

Anônimo disse...

Olá Coronel!

O senhor não está mais usando seu Blog? Poxa...os textos e os comentários eram excelentes!

Até!

Joana

Anônimo disse...

REFLEXÕES SOBRE MAIS UM CIDADÃO MORTO NO RIO DE JANEIRO


Os pedidos quando feitos por pessoas certas e por motivos nobres, devem ser sempre encarados como uma ordem.

Motivo pelo qual passo a redigir o seguinte texto, que quero deixar claro, nenhum militar colaborou com o

mesmo.


Imaginemos a seguinte coisa:

- Você é cidadão de uma República Federativa, igualzinha como reza a teoria geral do Estado brasileiro, que possui

status perante o mundo de nação não-beligerante, ou seja, em tempos de paz;

- Você, após sair do trabalho, oferece carona no seu veículo aos seus amigos de trabalho, pois você goza do direito

à propriedade, bem como goza do direito de ir e vir, ambos inalienáveis no direito brasileiro;

- Você, no deslocamento do trabalho para a residência, acompanhado de 2 ou 3 amigos, observa que após sair do seu

local de labuta, existe um outro veículo, que aparentemente segue seu carro;

- Você, quando está há um pouco mais de 500 metros de seu local de trabalho, observa que o veículo a sua espreita

está perto demais de seu automóvel;

- Você é ultrapassado por um veículo, que impede repentinamente o seu direito de ir e vir, bem como de seus amigos

de trabalho, que estavam no interior do seu carro, quando após a ultrapassagem, o veículo interrompe a sua passagem

e "o fecha".

- Você vê cidadãos da mesma República Federativa que você vive, desembarcarem do veículo que "o fechou", e

procederem na direção de seu veículo, estando os elementos do carro fortemente armados, inclusive com armas de fogo

exatamente iguais as usadas pelo exército soviético, americano e alemão na segunda guerra mundial, na segunda guerra

do Iraque, no conflito entre Afeganistão e Estados Unidos e por outras nações em tempos de guerra, ou em estado de

guerra civil, considerando que na república Federativa em que você vive, tal armamento tem o uso proibido em

território nacional, quando utilizado por civis;

- Você, provavelmente acoado com o que vê, ouve dos cidadãos armados que é para você e para seus amigos entregarem

as armas, porém você não possui arma e não tem o que entregar. Motivo pelo qual inconscientemente, instintivamente e

acreditando que mais do que qualquer outra coisa, você e seus amigos, possuem o direito assegurado e inelienável à

VIDA, e ausente todo e qualquer braço do Estado Constituído para lhe proteger e proteger seus amigos, sente-se

totalmente sem saber o que fazer diante de tal situação, fato que faz com que desesperadamente todos, você e seus

amigos, seguindo a ordem aleatória da vida, tomem rumos diversos, simplesmente por um motivo: PARA NÃO MORRER no

meio da rua, há 500 metros de seu local de trabalho.

- Você tem sorte! Houve sons ensurdecedores do armamento utilizado por quem proibiu seu direito de ir e vir. Mas um

de seus amigos, na roda da fortuna não tem o mesmo destino do que você! E um dos estampidos acerta este seu amigo

que deu azar. Acerta na cabeça. Você consegue se homiziar, como ratos, junto de seu outro sortudo amigo, e saem do

campo de visão dos cidadãos armados. Mas seu amigo alvejado, não consegue prosseguir, ele cai, e não satisfeito

recebe mais alguns disparos em corpo, como se necessário fosse para retirá-lo de uma coisa que já possuía mais, a

vida.

- Os cidadãos armados, agora considerados pela legislação vigente como marginais da lei, criminosos ou infratores

tomam destino ignorado, foge.

- Membros do braço armado do Estado Constituído chega. E vamos atribuir a estes membros um nome aleatório, digamos,

policiais e dentre estes policiais, estavam os do chamado "serviço reservado", que também vamos atribuir nomes

aleatórios, agora, digamos, PM-2;

- Quando você vê os policiais chegarem, você espera que eles já tenham alguma resposta do ocorrido. Espera algum

alento, algum conforto. Ou qualquer segurança que uma pessoa que perdeu abruptamente seu direito de ir e vir, bem

como viu seu amigo de trabalho perder seu direito inalienável a vida, esperaria. Momento que, esta tal de PM-2, o

tal do serviço reservado, passa a indagar algumas questões a você, que, cabe lembrar, é dono do veículo, o pagou com

esforço próprio, bem como todos os impostos regulamentares. Digamos que seu veículo em tela seja, aleatoriamente, um

Renault Clio. Questões essas que você acredita: SÃO ÓBVIAS PARA ELUCIDAÇÃO DOS FATOS. Mas você fica perplexo com o

teor das perguntas. Quais sejam?
"QUAL A ORIGEM DO CARRO?"
"QUAL A SITUAÇÃO DO VEÍCULO? ESTÁ PAGO?"
"OS IMPOSTOS ESTÃO PAGOS?"
"VOCÊ É HABILITADO?"
"ONDE VOCÊ MORA?"
"O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?"

- E aí você pensa, pois pelo menos os pensamentos são livres: Será que a PM-2 está achando que eu que sou o marginal

da lei? Será que algumas destas perguntas, sendo positivas, ou sendo negativas, interferiria no ocorrido?

Elucidariam os fatos? Habilitariam os transgressores da lei a executar um amigo de trabalho há menos de 500 metros

dele?

- E o pior:

- Imaginemos agora que você é Policial Militar, mas não qualquer policial, você é aluno. Você é cadete;
- Que seus amigos no veículo são Policiais Militares, iguais a você;
- Que você trabalha na Academia da Polícia Militar, local onde se formam os Oficiais da Corporação.
- Que o Cadete, seja no primeiro, segundo ou terceiro ano de seu curso de formação não possui, por força de

regulamento interno, autorização para o porte de armas.

- E que no deslocamento para delegacia, você ouve um Oficial dialogando, através de um aparelho de comunicação por

rádio, a seguinte conversa: "essa historia está muito mal contada, ninguém mata polícia assim".

Será que alguém, algum cidadão qualquer, é obrigado a ouvir isso? é obrigado a passar por um constrangimento

igual a esse? É como se a tábua dos valores, a tábua do certo e do errado. Do homem da lei e do marginal. Do bem e

do mal. Da verdade e da mentira, hovesse sido virada, tivesse sofrido uma guinada de 180º.
É preciso que alguma coisa seja feita. Seja feita energicamente contra esses marginais. Todos eles. Mas

principalmente contra aqueles que permitem que marginais armados com fuzis perambulem pela rua, sob qualquer motivo,

seja para defender facções, seja por milícias, seja para roubar carros, seja para roubar armas, seja por qualquer

motivo. Algo está errado. Muito errado no local em que moramos.
Necessário se faz prender os verdadeiros marginais, aqueles que dão a guinada na tábua dos valores. Esses

sim. Esses sim devem ser os primeiros a serem subjugados pela lei e ser presos. E acabam por subverter a ordem

social, permitindo que cidadãos de bem, alunos de uma escola de formação de oficiais, sejam tratados como se fossem

bandidos, simplesmente por ter um carro e simplesmente por ter sido abordado por marginais armados, e simplesmente

por ter o amigo morto. Morto com um tiro na cara. Um tiro que não permitiu nem que seus familiares vissem seu rosto

no caixão.
Necessários se faz prender esses verdadeiros insurgentes à legislação vigente, esses reais traidores, esses

verdadeiros insubordinados à legislação vigente, que simplesmente retiram policiamento das ruas, a fim de divulgar e

lucrar com sua máfia de "segurança particular", através da necessidade de uma população desesperada.
Isso é que a PM-2 deveria estar apurando no momento em que um futuro Oficial, guardião da lei, que um dia

ergueu uma arma que continha a seguinte inscrição: PRO LEGE VIGILANDA, havia sido executado próximo à sua escola de
formação.



"O BRASIL É UMA REPÚBLICA CHEIA DE ÁRVORES E PESSOAS DIZENDO ADEUS" (Carlos Drumond de Andrade)

Anônimo disse...

Achamos este comentário muito interessante e resolvemos compartilhar a ideia do cabo Evandro com nossos leitores. Leiam o texto abaixo:

"SENHOR CORONEL PAÚL. QUER A ADESÃO EM MASSA DOS PRAÇAS? LUTE POR ELES TAMBÉM. O REESCALONAMENTO VERTICAL É INJUSTO. DIMINUA A DIFERENÇA ENTRE CORONEL E SOLDADO. SE O SENHOR GANHANDO 5.000,00 ACHA POUCO, IMAGINE UM SOLDADO GANHANDO 800,00, SE NO REESCALONAMENTO CONSTAR QUE SOLDADO VAI GANHAR 30% DO CORONEL, HOJE JÁ GANHARIA 1.500,00.PENSE NISSO CORONEL, OS CORONEIS NÃO PERDERIAM NADA, OS PRAÇAS GANHARIAM E MUITO, A DIFERENÇA É GIGANTESCA ENTRE PRAÇAS E OFICIAIS. MUDANDO A TABELA DO REESCALONAMENTO, OS PRAÇAS SABERÂO QUE OS CORONEIS GANHANDO BEM, OS PRAÇAS TAMBÉM RECEBERÂO AUMENTO, A DUVIDA DE HOJE É UMA SÓ. O QUE NÓS PRAÇAS VAMOS GANHAR DE AUMENTO? NÃO ADIANTA 100% POIS DE 800 PARA 1600 AINDA É POUCO, SOMENTO UM REESCALONAMENTO VERTICAL MAIS JUNTOS SEREMOS REALMENTO UNIDOS E FORTES. INVENCIVEIS, AI GARANTO AO SENHOR QUE OS PRAÇAS BOMBEIROS VÃO ADERIR EM MASSA.

CABO EVANDRO"

Praças da PMERJ:
Está ideia não passou pela nossa cabeça até o Evandro postar o pensamento dele, pela segunda vez, aqui em nosso blog de cabos e soldados. Achamos Evandro, que antes dos 155% que os coronéis receberam em 1999 tudo era como você quer que seja. Mas não se iluda se eles não brigaram para que os 155% fossem estendidos a todos, não vão brigar por um reescalonamento que eles não vão ganhar nada. Lembre-se não estão lutando por nós e sim por eles.

NINGUEM CONFIA EM OFICIAL, E OLHA QUE NÃO CITEI QUE MINHA PROPROSTA É 30% SOBRE O BRUTO.

CABO EVANDRO

Djan Krystlonc disse...

Caro Coronel

Um leitor a mais.

Anônimo disse...

Ilmo Sr Coronel,

A sociedade se rejubila ao perceber a capacidade técnica prestigiada.
Principalmente quando isto ocorre em detrimento de conveniência política.
Acredito sinceramente que, sob seu timão, o ISP possa vir nortear a gênese de uma virada histórica no panorama da segurança pública fluminense.
Rogo ao Pai Celestial, para que seu caminho continue a passar ao largo da mesquinhez e da ignorância de alguns e do oportunismo de muitos, que eventualmente se acerquem de vós.
Felicitá-lo-ia pela nomeação, se julgasse que a vantagem fosse sua. Como cidadão e policial, entretanto, entendo-a como minha.
Logo, acho que estou de parabéns.

Ao senhor, o meu respeito.



Ilmo Sr Coronel,

A sociedade se rejubila, ao perceber a capacidade técnica prestigiada. Principalmente quando ocorre em detrimento de conveniência política.
Acredito, sinceramente, que sob seu timão, o ISP possa nortear a gênese de uma virada histórica no panorama da segurança pública fluminense.
Rogo ao Pai Celestial, para que seu caminho continue a passar ao largo da mesquinhez e da ignorância de alguns, e do oportunismo de muitos, que eventualmente se acerquem de vós.
Felicitá-lo-ia, se julgasse que a vantagem fosse sua. Como cidadão e policial, entretanto, entendo-a como minha. Logo, acho que estou de parabéns.

Ao senhor, o meu respeito.


Francisco

Anônimo disse...

PM Máquina Mortífera???? Vamos mostrar o nº de pessoas mortas por bandos que praticam latrocínio, bandos que ceifam vidas de policiais, traficantes que acertam contas com inimigos e gente da comunidade e espalham o terror e a indignação. Talvez na próxima, né? Sei.
Para muitos a política do enfrentamento é a grande vilã da sociedade. Pensei que já tivéssemos vencido esse status quo. Mas não. É coronel, ainda tem muito trabalho pela frente. Espero que nunca lhe falte coragem para reafirmar que a política do não enfrentamento é a procrastinação. É o medo de ousar. È o não curvar-se sobre a verdade. Esperam uma polícia apenas preventiva mas esquecem que para isso mais de 50.000 homens são necessários só na capital. Ou 36.000 full time. E esse efetivo ainda teria que conviver pacificamente com os traficantes para se evitar o horror das mortes.
Pois é, tem muito cego e surdo dando conselhos, ainda! Quando vamos parar de exalar ideologias e respirar a realidade?

Obs: Parabéns pela nova função! Mas preferia um General na linha de frente.
Continências.

Anônimo disse...

PM Máquina Mortífera???? Vamos mostrar o nº de pessoas mortas por bandos que praticam latrocínio, bandos que ceifam vidas de policiais, traficantes que acertam contas com inimigos e gente da comunidade e espalham o terror e indignação. Talvez na próxima, né? Sei.
Para muitos a política do enfrentamento é a grande vilã da sociedade. Pensei que já tivéssemos vencido esse status quo. Mas não. É coronel, ainda tem muito trabalho pela frente. Espero que nunca lhe falte coragem para reafirmar que a política do não enfrentamento é a procrastinação. É o medo de ousar. È o não curvar-se sobre a verdade. Esperam uma polícia apenas preventiva mas esquecem que para isso mais de 50.000 homens são necessários só na capital. Ou 36.000 full time. E esse efetivo ainda teria que conviver pacificamente com os traficantes para se evitar o horror das mortes.
Pois é, tem muito cego e surdo dando conselhos, ainda! Quando vamos parar de exalar as ideologias e respirar a realidade?

Obs: Parabéns pela nova função! Mas preferia um General na linha de frente.
Continências.

Anônimo disse...

Não vi aqui entre os defensores de Uribe, nenhuma palavra sobre os prisioneiros iraquianos na base de Guantanamo, ou sobre o financiamento americano aos exilados cubanos, ou sobre Granada, ou sobre as muitas tentativas de golpe financiadas pelos americanos por toda parte do mundo e em todos os tempos de história recente. Vcs defensores de Uribe devem ter esquecido da Nicaragua ou de angola onde a Unita financiada pela Africa do Sul (branca) com apoio dos Norte Americanos (brancos) proporcionaram quase 40 anos de carnificina. A direita tem memória muito curta mesmo!

Anônimo disse...

Ilmo Cel Mário Sérgio

O senhor não publicará mais nenhum texto? Está fazendo falta.

Forte abraço.

Pedro Reyes

Mário Sérgio de Brito Duarte disse...

Prezado Pedro e demais honrados comentaristas do meu blog


Em razão de estar desenvolvendo alguns projetos que requerem dedicação total de minha parte, não tenho tido tempo de escrever, mas logo que me veja menos atarefado irei fazê-lo.
Espero voltar em breve.
Abraços
Força e honra!

Anônimo disse...

Ilmo Coronel Mário Sérgio,

Respeitosamente acho que sempre teve uma vocação para assumir aquilo que ninguém, ou quase ninguém, quer: Maré, Bope, Operações na SSP, sou seja Super desgastes. Assim foi e assim será.
Mas se me permite, acho que lugar de guerreiro é no fronte. A não ser que a guerra tenha chegado ao fim.

Abraços.

Patapon disse...

Caro Mário Sérgio,

Sou jornalista em Portugal e estou fazendo uma matéria sobre o BOPE. Gostaria de contatar você para lhe dar mais informações sobre o trabalho e contar com seu contributo. Para esse efeito aqui deixo meu e-mail:

sergiozah2003@yahoo.com

Obrigado.

Cumpriementos,

Sérgio Pires

Anônimo disse...

Um anônimo acima disse que não existe embrião de marxismo libertário no Brasil... isto é tolice, pois é claro que não existe um "embrião", pois o bebê já nasceu... tem vários grupos assim no Brasil (Movimento Autogestionário, Autonomia, contracorrente, Pindorama, cpr, luta libertaria, etc.)sem falar em indivíduos e teóricos, inclusive com uma vasta produção teórica neste campo, onde se destaca Nildo Viana, que é o mais prolífico do marxismo libertário brasileiro e mais profundo, além dos mais antigos (Tragtenberg, Nascimento, Lucia Bruno, etc.). Veja o site do Movaut: http://movaut.sementeira.net/ ou veja o site de publicações realizadas por Viana: http://nildoviana.teoros.net/
Saudações marxistas libertárias!!!